Dos Incentivos à Natalidade

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Os programas de subsidiação da natalidade são de eficácia muito duvidosa. Não me parece que alguém decida ter um filho só porque vai receber uns trocos e, além disso, a subsidiação implica burocracia e a burocracia paga-se. Por outro lado, uma verdadeira política de incentivo à natalidade não pode excluir as famílias monoparentais e não tradicionais, a criação de um verdadeiro sistema de assistência aos casais inférteis, o finaciamento de programas de investigação científica para o desenvolvimento de novos métodos de terapia da infertilidade, a protecção laboral da maternidade/paternidade e o estímulo à criação de uma rede abrangente (pública e privada) de instituições de ensino pré-escolar.

8 comentários:

  1. Este programa de subsidiação da natalidade tem muitas falhas, algumas já aqui expostas, mas vale a pena salientar do que todo o subsídio social é um bom subsídio (desde que bem estruturado e justo ). Quero apenas frisar com este comentário que o cambate à baixa taxa de natalidade em Portugal tem de ser melhor considerado; atacar os "males" que instigam a baixa taxa de natalidade tais como:
    precariedade nos empregos, mais e melhor apoio social às famílias, incentivos fiscais a todo o tipo de famílias e incrementar/melhorar/aprofundar as medidas já inicializadas.
    Quando em Portugal deparar com a emergência que este problema tem, talvez irá preconizar tais medidas (espero que a breve tempo ).

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  2. Portugal está a tentar imitar os países mais desenvolvidos da UE... mas falta-lhe uma coisa: €€€€€!!!
    A intenção era boa se houvesse possibilidades... mas, neste caso, não vale a pena tentar enganar ninguém!

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  3. Se dúvida que a subsidiação da natalidade não é suficiente para incentivo aos casais terem mais filhos. Muitas outras medidas, auxílios e projectos têm de ser criadas pelo Estado, sobretudo, medidas a longo prazo, pois sabemos que um filho representa muitos encargos financeiros e responsabilidaedes educacionais e sociais. Logo, o incentivo não terá de ser só financeiro. Mas já é um bom começo.

    Pedro, a que te referes quando falas de famílias "não tradicionais"?
    Talvez às famílias monoparentais e às famílias recompostas?
    E o que são para ti famílias tradicionais?

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  4. Já faz falta uma verdeira subsidiação da fertilização in vitro porque quem realmente quer ter filhos mas não consegue, continua a ter de pagar valores demasiado elevados para talvez consiguerem realizar o seu desejo.

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  5. "Os programas de subsidiação da natalidade são de eficácia muito duvidosa. Não me parece que alguém decida ter um filho só porque vai receber uns trocos e,"

    sempre ajuda e pode fazer com que alguns casais com problemas economicos decidam seguir em frente em vez de parar.

    Depois, o principal problema à natalidade é o pessimo poder de compra portanto baixos ordenados, preços caros. Pessima situaçao economica de Portugal que faz com que o povo e portanto as familias estejam à rasca economicamente e seja muito dificil ter filhos.
    Vivessemos nós na Suécia e decerteza muitos pais já teriam filhos.
    Esta situaçao economica é um desastre para a natalidade.

    Quem é que continua a ter filhos e às dezenas? Apenas os Africanos, esses é que é sempre a facturar.
    O futuro é mesmo deles, o Norte de Portugal e o resto da Europa no futuro serão africanos, mulatos, chineses, enfim uma misturada ao estilo do Brasil.
    Claro que os povos nativos europeus esses irão desaparecer.

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  6. Quando comparado o período de [1970–1975] com [2000–2005] verifica-se que as taxas de fertilidade diminuíram drasticamente, ao contrário do que sucede noutros países como os Estados Unidos, que registam um acréscimo passando de 2,02 para 2,04. Embora se perspective que nos próximos 50 anos haverá uma inversão desta tendência na Europa, considerando que a grande maioria dos países encetarão politicas que conduzirão à recuperação paulatina destes indicadores, a verdade é que mesmo as mais optimistas projecções para o período de 2045-2050 situam-se muito longe da necessária taxa média de reposição de 2.1 crianças por casal de progenitores, para evitar a diminuição populacional.

    Porém, tenho sérias dúvidas acerca da fecundidade de mais politicas assistêncialistas i.e..
    Não me parecem com capacidade para produzir os efeitos que se propõem quando não são acompanhadas por outras, (neste caso) mais centradas no futuro da criança, promotoras de inclusão pela promoção das oportunidades.

    Espero que não se fique apenas por aqui!

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Olhem que há quem defenda o contrário! Vejam a opinião dum famoso cientistas em http://mesadaciencia.blogspot.com/search/label/aquecimento
    %20global

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