Avenida Central

Das Portagens Que Pagamos Duas Vezes

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A6 - Auto-estrada da Marateca/Caia - Zona de Vila Boim
© moitas61

As populações de Braga, Guimarães, Fafe, Barcelos, Vila Verde, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto continuam a ser fortemente penalizadas e discriminadas pela(s) política(s) do(s) Governo(s) no que respeita às auto-estradas. Para além de pagarem as portagens mais caras do país, os baixo-minhotos continuam a pagar com os seus impostos as auto-estradas de outras regiões como o Alto Minho, Douro Litoral, Beiras e Algarve.

Os planos do Governo para taxação das SCUT's apenas a Norte são altamente penalizadores das populações da região do país mais fustigada pela crise. Contudo, é preciso que notar que a previsível cedência aos caciques locais não resolve o problema dos baixo-minhotos, enquanto não for definido um plano nacional minimamente lógico e coerente em termos de taxação de auto-estradas.

Parque de Estacionamento

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Bicicletas na Estação Central de Haia
© Avenida Central, Haia

Capítulo 43: do barulho

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Já se sabe: o discurso do "antes é que era bom" é um clássico da discussão em Portugal e nele convergem diversas sensibilidades políticas e ideológicas. Isto, aliado a um par de insultos e um tom de voz entre a sabedoria de ancião e o raspanete, então, é coisa para levantar plateias em ovação de vários minutos. É a discussão de café sob a luz dos holofotes e, tal qual efeito reality show, os defeitos do orador não são reprováveis, mas enternecedores; efeito reflexo do espelho, quem ouve identifica-se neles.

Ontem foi notícia Medina Carreira que, apesar de ter falado não num café mas num casino, afirmou que os nossos governantes são "mentirosos e incompetentes"; que a educação em Portugal "é uma miséria" e só produz "analfabetos"; que a geração dos 14 aos 20 anos é uma "cambada" que "anda para aí à solta" e que são uma "tropa-fandanga"; que as Novas Oportunidades são uma "trafulhice" e uma "aldrabice"; que a avaliação dos professores é uma "burrice"; que os programas escolares devem ser "feitos por gente inteligente".

Não é difícil ver por que razão este discurso fez sucesso. Estão lá todos os ingredientes que vimos acima: discurso miserabilista e saudosista; insultos populares e tom de repreensão paternal. Junte-se a isto o facto de o discurso de Medina Carreira poder ser ouvido, da boca de milhares de pessoas, em cafés e mercearias espalhados pelo nosso país e ficamos quase tentados a nomear Medina Carreira como porta-voz do povo português.

O problema é que se este discurso é compreensível na frustração quotidiana e em ambientes informais, não é de todo compreensível em contextos formais e, muito menos, proferidos por pessoas com a responsabilidade de Medina Carreira. E não, não é apenas pelos insultos (outra questão que começa a fazer carreira na política portuguesa), mas pela irresponsabilidade e pela falta clareza do discurso.

Medina Carreira responsabiliza ora os governantes mentirosos e incompetentes, ora a cambada dos 14 aos 20 anos que anda por aí à solta; mistura o ensino regular e um programa de reconhecimento de competências para adultos; diz que os professores têm de ser avaliados mas que a avaliação é uma burrice. Fala muito, dispara em todas as direcções, mas o que sobra do discurso é barulho, ruído e alvoroço.

E "é disto que o meu povo gosta, ripa na rapaqueca". Ninguém percebe bem o que se diz, mas todos aplaudem: "é isso mesmo!".

Viajar na Companhia da Lua

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luacheia
© Dario Silva, Linha do Norte, 03-12-2009.

Atrás de nós, e debaixo das estrelas encobertas, viajam mil e duzentas e tal toneladas de metal. Hoje é noite de lua cheia, há sempre tempo para mais uma viagem. Dizemos adeus?

Da Degradação da Vida Política | 2

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Mais um momento verdadeiramente lamentável da vida política nacional a demonstrar que se perdeu a noção do limites.

Verdades Inconvenientes

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«Os árbitros têm que pensar, até pelo dinheiro que ganham, que têm que ser mais honestos e não têm que beneficiar os 'grandes'» [Fernando Oliveira, Vitória de Setúbal]

Da Degradação da Vida Política

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A política nacional anda pelas ruas da amargura. O último debate na Assembleia da República foi uma mostra da falta de educação que, de forma galopante, se apossou do diálogo político em Portugal. O que parece é que as palavras deixaram de ser medidas e comedidas, passando-se à violência verbal com uma voracidade verdadeiramente disparatada.

Ainda hoje, a propósito da intenção de pedir uma comissão de inquérito ao projecto Magalhães, o Partido Socialista classificou a intenção do PSD de «radical e extremista». Se as coisas ainda não mudaram, estou em crer que ao Governo compete governar e ao Parlamento legislar e fiscalizar a actividade do Governo pelo que, hão-de convir mesmo os socialistas mais convictos que pedir uma comissão de inquérito parlamentar a um processo que levanta dúvidas faz parte do jogo democrático mais regular e banal.

S.C. Braga: Três Erros e Um Ponto

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Foi num relvado verdadeiramente miserável que o Braga teve que jogar na noite de ontem, situação que vem demonstrar, uma vez mais, que os clubes têm tratamento diferenciado no que respeita às condições mínimas exigíveis para praticar futebol. Se o Porto não pode jogar em Oliveira de Azemeis, também o líder Braga devia ter sido poupado ao lamaçal de Leixões, um erro que podia ter custado lesões importantes para os clubes e também para as selecções que os jogadores representam.

Contudo, a história do jogo começa verdadeiramente com o segundo erro da noite: uma colossal fífia de Eduardo entrega o golo a um Leixões que nada havia feito para o merecer. É uma situação que vem lembrar que no melhor pano cai a nódoa que é como quem diz que até a melhor defesa de Portugal comete infantilidades que lhe podem custar caro na luta pela Europa.

Depois disso, apenas uma das equipas se interessou pelo futebol. Leixões e Olegário entregaram-se a um anti-jogo que envergonha o futebol nacional, um erro partilhado que se vem perpetuando dia após dia e que há-de esvaziar os estádios por completo. Quem paga bilhete gosta de ver a bola rodar e dispensa a palhaçada repetida das lesões simuladas e das faltas cirurgircamente calculadas para quebrar o ritmo.

O golo do Braga, ao cair do pano, é bem curto para espelhar com rigor o que fizeram uma e outra equipa, mas acaba por deixar os minhotos a uma vitória do simbólico, mas sempre histórico, título de Inverno. Mesmo quando já se sentem em acção as manigâncias do costume, vamos a isso?

Prémios Média 2009 da Rede Ex Aequo

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A rede ex aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes promove no próximo dia 6 de Dezembro a quinta edição dos seus Prémios Média, no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, às 15 horas. Na sua 5ª edição dos Prémios Média, a rede ex aequo tem a honra de distinguir, em ex aequo, as seguintes personalidades:

Ana Zanatti, Actriz e autora, pela abordagem de temas extremamente relevantes para a juventude LGBT no programa “Sete Palmos de Testa”, numa atmosfera de respeito por todas as pessoas e por diferentes pontos de vista aliada a uma grande franqueza e a uma intenção clara de auscultar a juventude.

Rui Vilhena, autor, e Nuno Távora, actor, pela novela “Olhos nos Olhos” (TVI).
Filipe La Féria pela encenação da peça “A Gaiola das Loucas”, onde foram abordadas as temáticas do transformismo e homossexualidade.

Ana Guiomar e Diana Chaves, actrizes, pela novela “Podia Acabar o Mundo” (SIC). O programa “Prós e Contras” (RTP1), pela inclusão do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos seus temas de debate.

Nuno Ropio pelas várias reportagens realizadas ao longo deste ano onde abordou os temas da Homossexualidade e Transsexualidade. “Polícias homossexuais discriminados pelo Ministério da Administração Interna”, “Filhos de lésbicas regem-se pela normalidade”, “Casas de abrigo para jovens gays e lésbicas expulsos pelas famílias”, etc.

Página oficial do evento: http://www.rea.pt/premiosmedia

Multilingual

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tounge
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© Luke Williams

Bicicletas e Comboios

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Não que em Portugal seja, de todo, impossível aliar a bicicleta ao comboio, não. Apenas pode ser mais difícil. Mas nós, bracarenses, vamos mais longe ao termos criado aquele que terá sido o primeiro parque de estacionamento pago para bicicletas gratuitas. Não posso deixar de me congratular com o brilhantismo dos nossos grandes líderes, tão cheios de ideias, tão pequeninos. Braga é uma grande cidade portuguesa, tem imenso espaço para os carros mas a orografia - e só ela - repele os eléctricos, os tróleis e as bicicletas.

Da Liberdade Religiosa

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Flare and minaret
© Akmal al-Taqi (Cynic)

Mais de cinquenta e sete por cento dos suíços expressaram em referendo a concordância com a proibição da construção de minaretes nas mesquitas daquele país. Contra todas as expectativas, a proposta da direita e da extrema-direita foi aprovada, configurando uma exemplar «vitória do medo» e um «duro golpe para a liberdade religiosa».

As relações entre o Estado e as religiões têm sido um tema extremamente sensível e polémico na Europa. Por um lado, as Igrejas Cristãs não têm reagido da melhor forma à progressiva separação entre Estado e religião, pretendendo continuar a utilizar os meios do Estado para a expressão das suas crenças e defendendo o dispêndio de fundos públicos em iniciativas de cariz religioso. Se é verdade que foram cometidos alguns excessos anti-religiosos em determinados períodos da história, é um facto que a multiplicidade de crenças e não crenças que compõe a sociedade dos nossos dias já não se compadece com a usurpação dos bens e espaços do Estado para benefício das crenças de alguns.

Por outro lado, a Europa tem dado alguns sinais de intolerância perante crenças emergentes no seio da nossa sociedade e, curiosamente, são precisamente os sectores mais conservadores e altamente reaccionários à laicidade do Estado que têm alimentado o discurso do medo e da discriminação. Tal como sublinham os bispos suíços, o referendo do passado Domingo é um «duro golpe na liberdade religiosa», uma ameaça para a estabilidade do país e um péssimo acto de diplomacia, a confirmar todas as perversões dos referendos e a dar razão ao argumento de que não se devem referendar os direitos civis das minorias.

A liberdade religiosa, tal como a laicidade do Estado, é um pilar fundamental da sociedade democrática em que acreditamos, não podendo hipotecar-se às mãos de qualquer medo ou devaneio extremista. A Suíça é uma lição para todos nós.

Um Caso de Estudo

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«But, beyond that, it’s hard to find a pattern to explain this success. Unless you turn to the one constant at the club: António Salvador, their wheeler-dealer president. [...] Yet the Braga case suggests that money and coaches — two supposedly indispensable building blocks — may not be as crucial to success as we may think. Equally, the importance of strong leadership at club level and a clear long-term blueprint, independent of who is actually coaching the club, too often gets underappreciated.» [Gabriele Marcotti, no Times]

Cultura: Dupla Apresentação em Guimarães

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planta de guimaraes 1569 pormenor - peq
© SMS

No próximo dia 3 de Dezembro, pelas 18.00, a Sociedade Martins Sarmento promove uma dupla apresentação: o lançamento do segundo número da colecção de minimis, Sherlock Holmes no Porto, de Donan Coyle [sic], e a edição da planta De Guimarães, a mais antiga representação da cidade, datada aproximadamente de 1569.

Depois de Uma Excursão ao Soajo em 1882, de Francisco Martins Sarmento e José Leite de Vasconcelos, a colecção de minimis – a edição de bolso da Sociedade Martins Sarmento – edita o seu segundo número: Sherlock Holmes no Porto. Da autoria de um tal de Donan Coyle, pseudónimo do ilustre vimaranense João de Meira, Sherlock Holmes no Porto, escrito em 1912, mostra-nos Holmes e Watson em acção no eléctrico em Paranhos, na Faculdade de Medicina e em vários cenários de um Porto londrino a desvendar o mistério de O Cadáver que se evade e O “Truc” de Mr. Raymond, as duas histórias que compõem esta série.

A colecção de minimis é dedicada a textos marginais, obras imperfeitas, peças acidentais e outros objectos avulsos de reduzidas dimensões, recolhidos nos salvados de autores consagrados, esquecidos e imprevistos. A colecção tem uma tiragem de 300 exemplares numerados, dos quais 250 são postos à venda.

A planta De Guimarães é, de todas as plantas da velha vila de Guimarães conhecidas, a mais antiga e a mais rigorosa. Datada, no respectivo inventário, de cerca de 1569, está traçada com assinalável rigor, acrescentando alguns contributos importantes para uma melhor compreensão do perfil urbano da cidade no passado e da sua evolução ao longo do tempo, introduzindo novos e relevantes elementos para o conhecimento da configuração da antiga Guimarães. Esta edição é uma reprodução fiel do original que actualmente se encontra na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

O Melhor Jazz no Espaço Pedro Remy

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Pedro Remy

O espaço cultural Pedro Remy apresenta, no dia 7 de Dezembro, pelas 22h, o Quarteto de Luísa Vieira.

Luísa Vieira nasceu no Porto em 1984 . Estudou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Braga desde os 8 anos de idade até ingressar em 2001 no ESMAE. Depois de ter terminado a sua licenciatura em flauta transversal na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto, Luísa Vieira enveredou pelo jazz e encontrou na voz outro modo de se expressar. Também na ESMAE, completou o curso de canto de jazz sob a orientação dos professores Fay Claassen, Harjo Pasveer e Sofia Ribeiro. Em 2008 foi-lhe atribuída uma bolsa de estudos da Berklee College of Music em Boston onde teve a oportunidade de estudar com excelentes músicos como Rhiannon, Bob Stoloff, Dominique Eade, Tomassi, Hal Crook e Mitch Haupers entre outros.

Aliando as duas vertentes, voz e flauta, apresenta-nos um projecto em quarteto com os seus originais e arranjos de temas de compositores diversos, tais como Egberto Gismonti, Steve Swallow e Mário Laginha.

Caí do Pedestal

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20090716_SC_2345
© Saulo Cruz

Cai do pedestal! Não há discurso político, ou dos políticos que não aborde a questão do desemprego e da crise. Parece quase criminoso, imoral, insensível não falar do “flagelo” do desemprego, ou da crise mundial. Mas será um discurso realmente percebido?

Caí do pedestal! Tantos homens, mulheres, jovens com quem convivo, ou convivi diariamente, que frequentaram as mesmas escolas que eu, os mesmo cafés que eu, os mesmo espaços públicos que eu, vivem uma vida incerta, injusta e inexplicável.

Caí do pedestal! E para onde caminhámos nós? É certo, dizem os especialistas, e os que não o são, que o crescimento do desemprego está relacionado com a crise (…) a malfadada crise financeira que teve origem nos EUA e se alastrou ao resto do mundo.

Caí do pedestal! Se alguém tinha dúvida que o neo-liberalismo cavalgante não serve o interesse do Homem, certamente tê-la-á dissipado. Todavia a contraposição do modelo interventivo, assistencial e social do Estado começa, também, hoje a ser posto em causa, até pelos que mais dele retiram beneficio: os que mais precisam!

Caí do Pedestal! Há muito que as sociedades modernas perderam o contributo tolerante, voluntário e comprometido da classe média, daqueles que são o garante previdencial do Estado. As classes altas, honrosas excepções que confirmam a regra, nunca foram verdadeiramente coniventes com a social-democracia instituída. Aliás a perda do estatuto adquirido pela riqueza produzida, pelo latifúndio ou pela linhagem, é do ponto de vista das classes altas uma “conquista imperdoável das sociedades modernas”.

Caí do Pedestal! Todavia, também, o Estado previdencial, tem um limite! A antevisão de um futuro sem subsídio de desemprego, esgotado; um futuro sem a social inserção que o rendimento visava; é um futuro sem futuro. Não creio que não estejamos a correr para a ruptura social. O fenómeno do desemprego acarreta consigo espirais de delinquência, muitas das vezes pela sobrevivência, doenças psicológicas, depressões que levam ao suicídio.

Caí do Pedestal! As metas da estratégia de Lisboa, definidas pela UE, que visava o pleno emprego, através de um Pacto de Estabilidade para o emprego, estatuído na ideia de que os braços caídos não contribuem para a produção da riqueza, foram esquecidas. Hoje, já não se fala em pleno emprego, fala-se no combate ao desemprego, e isso parece sintomático da incapacidade dos Estados controlarem a política económica e de emprego.

Caí do Pedestal por vários motivos: o desemprego é um fenómeno cujos efeitos individuais e colectivos nem sempre são perceptíveis, particularmente por quem não os vive, e eu não fujo à regra; porque o modelo social e económico do Estado e da Social-Democracia está desacreditado; porque só agora percebi isso!

Texto de Luís Soares.

Apito Encarnado?

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A Liga arquiva o que todos viram e investiga o que alguém disse que disse. Verdade desportiva?
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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