
O que é que o Filipe Melo Sousa diria disto? [via Gateway Pundit]
Na Grécia antiga a existência da democracia era pressuposto de uma participação efectiva dos cidadãos, participação essa tributária do principio do DEVER de todos darem o seu contributo para o governo da Cidade. Hoje, e dum modo quase generalizado, a democracia é vista como um direito e um direito que os cidadãos usam e evocam, quando isso lhes é mais conveniente e vantajoso. Neste caso a democracia representativa tornou-se um instrumento cómodo, já que após a eleição do gestor, do gestor político, muitos dos "accionistas", por certo a maioria, dedicam-se ao desporto mais emblemático dos regimes democráticos e que consiste na crítica, pela crítica, na oposição verbal a tudo quanto cheire a política e a políticos, ainda que tais bravatas não tenham qualquer consequência no acto eleitoral subsequente.
Jogadores velhos e cansados e uma espécie de treinador inexperiente e arrogante foram os ingredientes do pesadelo que o Braga está a viver. Sempre disse que esta seria uma época de incertezas, mas a crise tem contornos mais amplos do que previa. As lesões não ajudam, as arbitragens são incompetentes e maldosas, mas o desempenho da equipa deixa muito a desejar.
Já vão dias de ressaca de Halloween, de bruxas de Montalegre tornadas e consumidas aqui como produto de mercado americano. Mas ficamo-nos por alegorias de Entrudo pois a política portuguesa, no seu palco privilegiado de S. Bento, é uma bancada de caretos de Podence. Diria ópera de fantasmas se, na presença ausente de muitos, os deputados cantassem tão bem como falam.Aqui fica a gravação do Trio de Bloggers de 30 de Outubro. Entre um ou outro tiro ao lado, houve tempo para debater racismo, praxes académicas e transportes no Minho. Divirtam-se a ouvir.
A aplicação prática da totalidade do que o conceito de democracia abarca dificilmente será atingida. Ainda assim, o caminho nesse sentido só poderá dar-se através da intromissão dos cidadãos nas decisões públicas. Essa intromissão só pode ter consequências positivas para a comunidade mas tem necessariamente de ser antecedida de uma completa abertura política a ela. Em Braga assistimos a um abrir de portas à participação dos cidadãos, pelo que a vivência comum só pode sair engrandecida. Resta saber até que ponto a receptividade autárquica é factual (ou se se trata de um mero joguete político).
A Avenida Central é o centro cívico de Braga, o passeio público de uma cidade que já foi dos arcebispos, a praça do cosmopolitanismo bracarense e a placa giratória do Minho português.
Esta Avenida Central, mais pequena, mais humilde e mais modesta, chega ao post 1.000 e celebra o primeiro ano de actividade no próximo dia 7 de Novembro. Para lembrar estes marcos, convidámos várias personalidades a escreverem um contributo para o debate em torno da Democracia Participativa. Os textos que fui recebendo e outros que ainda me estão prometidos serão publicados ao ritmo de um a cada dois dias. A todos os que aceitaram dar o seu contributo, o meu sincero reconhecimento.
«Na segunda-feira, durante uma conferência internacional, o papa afirmou que os farmacêuticos deveriam ter o direito de exercer uma objecção de consciência no caso de o medicamento a ser vendido interromper a gravidez, provocar aborto ou contribuir para a eutanásia.» [Reuters]