Avenida Central

The Mullahs Are Playing Kissie-Kissie?

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O que é que o Filipe Melo Sousa diria disto? [via Gateway Pundit]

[ComUM] A Crise do Quatro Grande

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O Sporting de Braga cresceu e é hoje o quarto grande do panorama futebolístico português. Bem sei que o epíteto é polémico, mas é preciso ter em conta que o Braga é um dos clubes com maior número de adeptos, o quinto com maior média de assistências no estádio, o quarto em resultados desportivos nos últimos anos, o terceiro no ranking da Federação Internacional para a História do Futebol, o quarto melhor colocado nas pontuações da UEFA e o clube que melhor condição financeira tem no panorama futebolístico português.

Como sucede ciclicamente, o Sporting de Braga vive uma profunda crise de resultados. Mas esta é uma crise inédita. O que a distingue de todos as outras é que surge numa altura em que a equipa de futebol ocupa a oitava, repito, a oitava posição da tabela classificativa. Antes, as grandes instabilidades viviam-se na linha de água, mas os tempos mudaram e a exigência dos associados, dos dirigentes e dos adeptos cresceu na mesma medida em que o clube começou a ombrear com os grandes do futebol nacional.

[continua no ComUM]

O que resta da Esquerda?

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«Depois, percebi uma coisa terrível: que as pessoas que são vítimas de movimentos extremistas e de regimes ditatoriais cujos actos não podem ser atribuídos à responsabilidade dos americanos passam a ter muito pouco apoio. Por exemplo, as feministas iranianas, os palestinianos secularistas, os sindicalistas chineses. É só quando o sofrimento das pessoas pode ser atribuído à América, ou ao Ocidente em geral, só nessas condições é que merece solidariedade.»

“O Que Resta da Esquerda?”, de Nick Cohen
[via Público]

O meu boato é melhor que o teu

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Fernando Santos, Manuel José, Manuel Machado e Andé Vilas Boas :: Infordesporto
Laszlo Boloni na mira de Salvador :: O Jogo
Fonte bracarense desmente Boloni :: Record
Irureta alvo do Sp. Braga :: A Bola

Em que ficamos?

Democracia Participativa, por Manuel Monteiro*

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Na Grécia antiga a existência da democracia era pressuposto de uma participação efectiva dos cidadãos, participação essa tributária do principio do DEVER de todos darem o seu contributo para o governo da Cidade. Hoje, e dum modo quase generalizado, a democracia é vista como um direito e um direito que os cidadãos usam e evocam, quando isso lhes é mais conveniente e vantajoso. Neste caso a democracia representativa tornou-se um instrumento cómodo, já que após a eleição do gestor, do gestor político, muitos dos "accionistas", por certo a maioria, dedicam-se ao desporto mais emblemático dos regimes democráticos e que consiste na crítica, pela crítica, na oposição verbal a tudo quanto cheire a política e a políticos, ainda que tais bravatas não tenham qualquer consequência no acto eleitoral subsequente.

Esta nota introdutória permite dar a conhecer o meu pensamento sobre a chamada democracia participativa e sobre a importância da participação na vida da comunidade. Ao contrário da tese que esgota essa participação como um direito e que parte daqui para a exigência costumeira face aos mais variados poderes públicos, eu entendo a participação também como um dever e considero que não há democracia plena, sem que todos os seus beneficíários contribuam para a sua manutenção e constante revitalização. Se queremos democracia temos de a alimentar e alimentar a democracia não significa apenas votar de tempos a tempos. Se, ao contrário, tanto nos faz viver num regime democrático, como num regime ditatorial então nada melhor e mais exemplar do que fazer o que, salvo honrosas excepções, temos vindo a praticar até aqui. Participar não é pois, somente, um direito; participar é, cada vez mais, um dever, uma exigência cívica. É verdade que não podemos ser alheios a fenónemos de mobilização, logo de participação, que se registam em variadas circunstâncias. Esses fenómenos, que classifico de intervenções verticais, são o resultado da preocupação das pessoas face a qusetões muito concretas, que as afligem ou impedem de prosseguir com normalidade o seu caminho. Os cidadãos hoje (e os partidos, tal como os sindicatos, ainda não perceberam bem isto), estão mais preocupados com a sua pequena comunidade (a passadeira de peões; o estacionamento; os espaços verdes no seu bairro; a segurança na rua e nos transportes que frequentam; o emprego; o funcionamento do seu centro de saúde), do que com a grande política. Verdade seja dita que esta também não existe, nem se vislumbra, desde logo porque os líderes foram substituídos por pequenos chefes e os estadistas deram lugar a vorazes conquistadores de votos. Como conciliar então estas duas realidades? A distância maior das pessoas face aos problemas do Estado, com a dedicação mais premente face aos dramas do seu núcleo familiar, empresarial, habitacional? Desde logo através da participação cívica, sentindo - a como algo de natural numa Cidade de pessoas que mais facilmente alcançam a satisfação comum, quanto maior for a satisfação individual dos interesses de quem a compõe.

Esta participação é ainda, no meu modo de ver, mais necessária, perante a crescente globalização e os efeitos que dela decorrem nas tradicionais estruturas da sociedade. Para quem como eu não confunde a defesa do individuo, com o individualismo egoísta, tão pouco com o isolamento doentio e preverso para que muitos cidadãos são empurrados; para quem como eu acredita na democracia apesar dos seus ilimitados defeitos; para quem como eu defende a Liberdade e a Justiça, o debate sobre a sustentação de uma Democracia Participativa, na lógica do direito e também do dever, é um debate do presente e do futuro.

(*) Fundador do Partido da Nova Democracia

Começar de Novo

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Jogadores velhos e cansados e uma espécie de treinador inexperiente e arrogante foram os ingredientes do pesadelo que o Braga está a viver. Sempre disse que esta seria uma época de incertezas, mas a crise tem contornos mais amplos do que previa. As lesões não ajudam, as arbitragens são incompetentes e maldosas, mas o desempenho da equipa deixa muito a desejar.

Ontem os adeptos perderam a paciência. Feito o aviso, é necessário unir todos os bracarenses no apoio ao Sporting de Braga porque o quarto emblema nacional tem tudo para pontapear a crise. O treinador há-de chegar na próxima semana: seja Manuel José, seja Boloni ou seja Manuel Machado terá que proceder a uma profunda limpeza no balneário e reacender os níveis de motivação dos jogadores.

É certo que Jorge Costa ficará na história como o pior treinador do Sporting de Braga, mas isso, a partir de ontem, deixou de ser justificativo. Em Leixões, fechou-se um ciclo. Vamos começar de novo.

[Avenida do Mal] A Assembleia Da Incúria

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Já vão dias de ressaca de Halloween, de bruxas de Montalegre tornadas e consumidas aqui como produto de mercado americano. Mas ficamo-nos por alegorias de Entrudo pois a política portuguesa, no seu palco privilegiado de S. Bento, é uma bancada de caretos de Podence. Diria ópera de fantasmas se, na presença ausente de muitos, os deputados cantassem tão bem como falam.

Mas belo Parlamento o nosso então, feito da mais fina-flor de nata, polvilhada de canela como pastel de Belém, do que de melhor temos para oferecer em caras e caretas, oradores e orados.
Partidos de cúria na incúria da representatividade da Assembleia da República que, nos membros que a compõe, é tudo menos um espelho de vontades dos portugueses e tão pouco se lhe assemelham na vida regrada. Qual senado romano, funciona de aparências e discutem-se as coisas como garante de direitos por eles adquiridos, tomados por muito trabalho, aparelho acima ou por desígnio de família, boa família diga-se. E muito à margem da obrigação a quem vota neles que, na grande maioria, nem os conhece.

Ironias da Democracia representativa, em exemplos que já não o são de agora, no total desprezo pelos locais, sobretudo em partidos nas suas maiorias (relativas ou absolutas, sozinhas ou em coligação), nas escolha de cabeças de cartaz. É que quem encabeça as listas distritais são, muito na verdade, um enxerto esquisito e aqui metáfora mais clara de outro ornitorrinco que não o pacheco pereiriano, mas parente. Em listas feitas em Lisboa, por Lisboa e para Lisboa, Seguro ou Menezes em Braga têm tanta lógica como uma casa caiada em Trás-os-Montes. Mas no agitar entusiasmado e cego de campanhas e comícios aceitam-se os nº1's como actrizes de novela brasileira no Carnaval da Mealhada. Tão pouco fazem sentido ali, a abanar-se de tanga no frio continental de Fevereiro, mas valem bem o dinheiro que se lhes mete, ou os votos que se lhe dão ou as bandeiras que se abanam. Interessa antes eleger o primeiro-ministro, o que está ou o que virá, e dos outros eleitos pelo ciclo tão pouco se nota que existem.

O Resultado são deputados "da manteiga" e doutores de mula russa. Juntos num parlamento que pinta o país num quadro perfeito: quase todos licenciados de alguma coisa, engenheiros raros, mas quase todos candidatos a primeiro-ministro à esquerda ou à direita, pessoas de se lhe tirar o chapéu. E mais dormem que fazem. E não se diga que é mito de Passos Perdidos desfalecer de indolência no hemiciclo. Já m’o disseram de bafo etílico ao ouvido, no desespero de eleições legislativas de há pouco tempo, para uma legislatura que ficou pela metade. Quantas não são as histórias de deputados de governo, estremunhados de sono, acordarem e juntarem-se nas palmas da oposição. E dos grupos de trabalho feitos mais por raras formiguinhas de serviço, porque os outros fazem monte, no sobe e desce do “a favor e contra”, quando, na generalidade, todos se abstêm. Das obrigações, repito, do amor a um trabalho nobre no mais belo estaminé da democracia portuguesa. Mas por enquanto, feito de deputados escolhidos, em grande parte, à distancia e à rebelia dos anseios dos ciclos que representam, antes preocupados em como regressar de manhã vindos do bairro alto ou de festas de protocolo e presença, tornadas menos formais com o decorrer da noite. Merecidas seriam as rebeldias, se nos dias que se lhe seguissem ou antecedessem, fizessem eles o trabalho que se lhes exige.

As Maravilhas da Internet

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A Internet que permite o comentário anónimo também possibilita que se percebam algumas das habilidades de determinados comentadores. Surgiram hoje 3 comentários de seguida num post do Sábado passado. Quem lê com atenção depressa percebe que, apesar de invocados vários nomes, só poderiam vir da mesma pessoa.

E vêm mesmo: o "David", a "Clara Oliveira" e o "Coutinho" acederam do mesmo IP (87.196.101.# NOVIS Telecom) e chegaram a este blog através de uma pesquisa no google.pt pelas palavras "oscar casares papa". Quem está atento à blogosfera percebe que muito dificilmente surgiria um diálogo daqueles, separado por alguns minutos, num post tão antigo.

Eis algumas das maravilhas da blogosfera.

Lembram-se?

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Lembram-se do que sucedeu quando houve uma vaga de assaltos a bombas de gasolina na região de Lisboa? Lembram-se? Pois vejam o que sucede agora que se repetem crimes violentos com sucessivos homicídios na região do Porto e um pouco por todo o Norte.

É nestes momentos que se torna mais evidente que a imprensa, as estações televisivas, o Governo e os partidos discriminam o Norte.

Trio de Bloggers no Rádio Clube (30.Out)

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Aqui fica a gravação do Trio de Bloggers de 30 de Outubro. Entre um ou outro tiro ao lado, houve tempo para debater racismo, praxes académicas e transportes no Minho. Divirtam-se a ouvir.

[é, com toda a certeza, o melhor do mundo]

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pastor_alemão

Democracia Participativa, por Rui Rocha*

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A aplicação prática da totalidade do que o conceito de democracia abarca dificilmente será atingida. Ainda assim, o caminho nesse sentido só poderá dar-se através da intromissão dos cidadãos nas decisões públicas. Essa intromissão só pode ter consequências positivas para a comunidade mas tem necessariamente de ser antecedida de uma completa abertura política a ela. Em Braga assistimos a um abrir de portas à participação dos cidadãos, pelo que a vivência comum só pode sair engrandecida. Resta saber até que ponto a receptividade autárquica é factual (ou se se trata de um mero joguete político).

Ao mesmo tempo em que aumentam o poder decisório dos cidadãos, os executivos (centrais, regionais ou locais) abdicam da possibilidade de centralizar as medidas políticas em si mesmos. É então que cresce a participatividade. Numa sociedade ideal as formas de contribuição política do cidadão comum e o seu nível intelectual aumentam cada vez mais, ao passo que paralelamente os líderes políticos e respectivas equipas vão perdendo o poder de decidir com base nas suas próprias concepções sobre o que é melhor e pior para aqueles que governam.

(*) Director do Jornal ComUM

Um Comentário que merece um Post

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«Os mortos estão no Diário do Minho, as prostitutas no Correio do Minho.»
[Lois Lane, sobre a publicidade dos jornais bracarenses]

O Balcão: Semanário Gratuito de Braga

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Nasceu O Balcão, o primeiro semanário gratuito de Braga que será distribuído todas as Sextas-Feiras. Se não estiver ligado a nenhum dos diário existentes, é possível que o novo jornal traga diversidade ao bipolarizado universo da imprensa bracarense.

Após uma breve leitura, a primeira sugestão que deixo ao novo projecto jornalístico é que invistam na revisão dos textos. Pedir ao Presidente da Câmara para escrever um artigo de opinião e permitir que o mesmo saia com um erro ortográfico (que não é gralha, é mesmo erro!) não é coisa que lhes fique muito bem.

O Anti-Semitismo Católico

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O paladino da intolerância católica e pai do neoliberalismo português (segundo dizem!) voltou a abanar o fantasma do anti-semitismo na Península Ibérica. O absurdo merece ser exposto até à exaustão e Pedro Arroja continua a vomitá-lo com invulgar mestria.

A ler: Revoltante. Uns vapores de Zyklon B e isso passa-te, pá. Obrigado por cada linha. O fundamentalista anti-semita. Não percebo. Arroja. Uma pergunta.

1.000 Posts numa Avenida Plural

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A Avenida Central é o centro cívico de Braga, o passeio público de uma cidade que já foi dos arcebispos, a praça do cosmopolitanismo bracarense e a placa giratória do Minho português.

Nela confluem gentes vindas de Vila Verde, de Amares, de Ponte de Lima, de Guimarães, de Famalicão, de Barcelos, do Lanhoso, de Varzim, de Cabeceiras, de Vieira, de Bouro, de Trás-os-Montes, das Beiras, da Estremadura, da Espanha, da Ucrânia, da Bulgária, da Roménia, de Angola, de Cabo Verde, de São Tomé, de Moçambique, da Holanda, da Bélgica, da Inglaterra, da Polónia, da Alemanha, da Polónia ou do Brasil. Nela confluem ideias da democracia ao nacionalismo, do estalinismo ao fascismo, do socialismo à social democracia, da democracia cristã à ortodoxia católica, do ateísmo ao totalitarismo ou do monarquismo ao republicanismo. Nela se erguem sonhos. Nela desaguam lágrimas. Nela se constrói a mudança.

A Avenida Central é o chão que José Sócrates, Durão Barroso, António Guterres e Cavaco Silva calcorrearam antes de serem eleitos. A Avenida Central é a praça que inspirou Camilo Castelo Branco, são as paredes que fizeram ressoar as músicas dos Mão Morta e são as pedras que sustiveram vivas a Abril.

Esta Avenida Central, mais pequena, mais humilde e mais modesta, chega ao post 1.000 e celebra o primeiro ano de actividade no próximo dia 7 de Novembro. Para lembrar estes marcos, convidámos várias personalidades a escreverem um contributo para o debate em torno da Democracia Participativa. Os textos que fui recebendo e outros que ainda me estão prometidos serão publicados ao ritmo de um a cada dois dias. A todos os que aceitaram dar o seu contributo, o meu sincero reconhecimento.

Dos Limites da Objecção Religiosa

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«Na segunda-feira, durante uma conferência internacional, o papa afirmou que os farmacêuticos deveriam ter o direito de exercer uma objecção de consciência no caso de o medicamento a ser vendido interromper a gravidez, provocar aborto ou contribuir para a eutanásia.» [Reuters]

A questão não é nova. Já aqui trouxe a história de alguns estudantes de medicina radicais muçulmanos que se recusam a ver pacientes do sexo oposto e a estudar doenças transmitidas sexualmente ou decorrentes da ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Quando sugere aos farmacêuticos adoptarem posições religiosamente intolerantes, o Papa embarca na mesma intolerância dos radicais muçulmanos. Como lembra Ricardo Alves, se a vontade do Papa fosse admissível, então um médico também poderia recusar-se a fazer transfusões de sangue por imperativo de consciência.

A liberdade religiosa não é, nem pode ser, um direito supremo. Desde logo porque os livros sagrados são de interpretação duvidosa. Como lembra Pedro Romano, «historicamente, as más interpretações da Bíblia (e aqui ‘más’ significa ‘interpretações que não coincidem com aquela que os teólogos actuais acham correctas’) já originaram alguns homicídios, algumas centenas de guerras e, aqui e ali, um ou outro extermínio em massa».

O próprio Richard Dawkins no livro A Desilusão de Deus denuncia a perversão da invocação da liberdade religiosa para discriminar os outros. «Não nos deixam dizer: "Se tentarem impedir-me de insultar homossexuais estarão a violar a minha liberdade de preconceito." Mas já é possível afirmar que "isso viola a minha liberdade de religião. Quando pensamos nisto, qual é, afinal, a diferença? Uma vez mais, a religião a tudo se sobrepõe.»

Voltando às farmácias, pergunto-me o que sucederia se um médico ou farmacêutico ateus recusassem um fármaco a um católico porque este sempre pode recorrer aos anjos, arcanjos, santos e, em último recurso, a deus...
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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