Crise em Londres

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Gordon Brown - World Economic Forum Annual Meeting Davos 2008
© World Economic Forum

Depois do escândalo das despesas que afectou grande parte dos deputados britânicos, em especial vários políticos trabalhistas, a espiral de más notícias de Gordon Brown parece não ter fim. O seu executivo está efectivamente no limite, com muitos comentadores disputando a autoridade e legitimidade política que Brown possui para se manter no cargo.

Depois de uma humilhante derrota nas eleições locais, onde os conservadores de Cameron conseguiram vencer em bastiões trabalhistas onde não venciam há mais de 30 anos, o governo Labour teve nestas últimas 24 horas a demissão de quatro ministros, a última destes, da Ministra para a Europa, Caroline Flint. A ex-ministra não poupou nas palavras:

«You have a two-tier Government, your inner circle and then the remainder of Cabinet," she said. "Several of the women attending Cabinet – myself included – have been treated by you as little more than female window dressing.»

Os resultados das europeias, que serão conhecidos no Domingo, podem ser decisivos para a sobrevivência política de Gordon Brown. Mesmo com a reorganização de ministros que efectuou, caso se confirme um terceiro lugar nas eleições para o Parlamento Europeu, Gordon Brown tem o seu lugar em risco. A evidente cisão interna no seio dos trabalhistas, a avaliar pela dureza dos comentários da ministra cessante, apenas piora o prognóstico do futuro do Primeiro-Ministro.

"I will not walk way" afirmou Brown após anunciar os novos membros do seu governo. Veremos.

Eleições Euroquê? | 2

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Outro aspecto intrinsecamente errado na forma como as Eleições Europeias (em Portugal) são conduzidas, pelos partidos, com a total conivência dos media é a "primarização" [1, 2, 3] das eleições europeias.

É lamentável que os partidos se demonstrem tão empenhados em não fazer campanha para as Europeias, preferindo passar a maior parte do tempo a tratar de assuntos nacionais - pelo menos uma vez de 5 em 5 anos? Já há algum tempo referi a situação em que o Rangel se encontra (de candidato às Europeias e de líder parlamentar). Também, quanto a Vital Moreira, a sua ânsia por ripostar todos os ataques feitos ao governo (e os candidatos dos outros partidos bem saberão como ele é).

Mas mais recentemente a actividade parlamentar do Nuno Melo tem vindo a intrometer-se nas eleições europeias. Ele tem uma certa lata ao queixar-se que o PS marcou as audições relativas ao caso BPN para a altura das eleições europeias. É muito estranho que o Nuno Melo, como outros, não tenham suspendido a sua actividade parlamentar (ou outra) para se dedicarem àquilo em que se propõem trabalhar nos próximos anos. É uma questão de prioridades.

É uma palermice falar em cartões amarelos e vermelhos. Assim como desejar manter os eleitores no maior estado possível de ignorância em relação aos assuntos europeus. Mas será o que interessa à generalidade dos partidos. É pena e é lamentável, pois não se ganha nada com isso.

Eleições Euroquê? | 1

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Há vários aspectos intrinsecamente errados na forma como as Eleições Europeias (em Portugal) são conduzidas, pelos partidos, com a total conivência dos media.

Desde logo, a fantasia do "cabeça de lista", como se tal figura tivesse alguma relevância prática. Será um chamariz, uma figura, no seu sentido literal. Uma reductio ad absurdum do que umas Eleições Europeias podem ser. Mas, considerando-se os candidatos como potencialmente elegíveis ou não (até cerca de 10 no caso de PS e PSD e, tipicamente, até 3 nos restantes partidos com assento na AR), é, para mim, incompreensível que se dê tanto destaque ao cabeça de lista. "Tanto", pois o destaque dado aos restantes é virtualmente nulo (ainda se dá algum ao candidato "regional" do PSD, nos jornais regionais do Minho). Nota-se que é premeditado pelos partidos, mas os media, como quase sempre, atrelam-se às agendas partidárias.

O cabeça de lista é mais um, entre vários que serão eleitos e será um "mísero" mais um, no meio do partido europeu em que o "seu" partido nacional se insere. Aliás, pouco releva o que o partido nacional (muito menos um ou outro candidato) entende ou deixa de entender. No final de contas, o que será relevante é o que a família política em que se vão inserir defende. O peso de um ou outro candidato será o que ele fizer dele quando estiver no Parlamento Europeu.

Isto segue uma linha (algo idiota) de eleições legislativas em que se faz de conta que se vota num primeiro-ministro, quando na realidade se vota em deputados e num partido. Fala-se de vitórias, como se o partido mais votado fosse o vitorioso. Em rigor, o Presidente da República convida (deve convidar) à governação quem consiga reunir "condições de governabilidade". Tal pode suceder, por exemplo, através de coligações pós-eleitorais entre dois ou três partidos não "vitoriosos". Uma tradição que torna este ênfase nos cabeças de lista em algo não surpreendente, mas igualmente pateta.

Capítulo 34: quanto valem as europeias?

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Era notícia de capa no Público, na edição da passada Quarta-feira, que os meios de campanha do PS "esmagam" os da concorrência. A notícia, meramente descritiva, quase parece artigo de opinião de elogio ao PS, dedicando-lhe, por exemplo, o dobro dos parágrafos que dedica aos meios do PSD.

As condições que o PS oferecem aos jornalistas são motivo de destaque e dão direito a um parágrafo, que descreve a prontidão dos "jotinhas" em levar o carro dos jornalistas "quando o trabalho aperta" ou as condições do autocarro que os socialistas colocam ao seu dispôr: desde as condições técnicas ao "sorriso bem-disposto". Em contraponto, nos parágrafos dedicados ao BE, a notícia dá conta de que os bloquistas não oferecem "qualquer tipo de apoio ao trabalho dos jornalistas".

Não está aqui em causa o espaço dedicado, nesta notícia, a cada um dos partidos, mas o que cada partido tem para mostrar. Porque as ideias e propostas são similares às que serão debatidas na campanha para as Legislativas, parece-me mais útil avaliar o grau de compromisso e vontade com que cada partido encara estas eleições - e já agora, seria também interessante um estudo comparativo do tempo que, da campanha, foi gasto em discussão de questões estritamente europeias e do tempo gasto em questões estritamente nacionais.

Finalmente, na campanha para umas eleições que prometem uma abstenção record, deveriam ser os próprios partidos a motivar a luta contra a abstenção. E esta luta passa não só pelas ideias apresentadas, mas também pela demonstração de que os partidos em campanha estão de facto interessados nestas eleições. Porque como a notícia lembra: os "meios [utilizados nesta campanha ficam] muito aquém dos usados numa campanha legislativa".

Sondagens: PS Ganha. BE e CDU Empatados

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Todas as sondagens coincidem em afirmar que o PS será o partido mais votado nas próximas eleições europeias, com uma vantagem que oscila entre os 2 e os 4% sobre o PSD. A par deste dado, as sondagens prevêem a conquista de 9 eurodeputados pelos socialistas, 8 pelo PSD, 2 pela CDU e BE e apenas 1 para os populares. Um ponto de discórdia das sondagens conhecidas prende-se com o terceiro partido mais votado, com vantagem para o Bloco de Esquerda que vence 2 das 3 sondagens ontem conhecidas. No entanto, as elevadas taxas de abstenção no eleitorado jovem, precisamente o mais afecto ao BE, podem inverter uma tendência que se manteve ao longo de toda a campanha.

Importa salientar que há outras alternativas para os eleitores: o MMS trouxe para o debate público algumas ideias interessantes sobre a reestruturação administrativa do país que incluem a redução do número de municípios e a profissionalização das juntas de freguesia, propostas a considerar pelos partidos do sistema; o MEP apresenta-se como uma força tradicionalista e conservadora que pretende menos Estado e mais famílias, numa espécie de prédica de outras doutrinas sociais; os outros pequenos partidos, mais ou menos conhecidos do eleitor, não trouxeram grandes novidades pelo que o voto útil se faz, portanto, nos cinco partidos e coligações com representação no Parlamento Europeu.

A ler: Sondagem dá quatro pontos de avanço do PS sobre o PSD, Público; PS segura votos BE lidera no protesto, Expresso; Sondagem dá ligeira vantagem ao PS, Jornal de Notícias.

Sliding House, by dRMM Architects

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Há projectos que não precisam de explicação ou defesa, pois logo na primeira abordagem são capazes de mostrar toda a genialidade. Um projecto de dRMM Architects.

«The brief was simple: to build a house to retire to in order to grow food, entertain and enjoy the East Anglia landscape. The outcome was as unconventional as they come. A structure that has the ability to vary or connect the overall building's composition and character according to season, weather or simply a desire to delight.» in wallpaper

Holanda: Extrema Direita a Subir

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«Uma formação de extrema-direita, o Partido para a Liberdade do Povo Holandês (PVV), foi hoje o segundo mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu na Holanda, marcadas por uma abstenção alta e por uma forte penalização dos partidos no Governo.» [Público]

A ler: Europe voters swing to Right, say pollsters, Time; La derecha populista irrumpe en las elecciones europeas en Holanda, El Pais; La extrema derecha, segunda fuerza de Holanda en las europeas, La Vanguardia; PVV is de grote winnaar, NRC.

«El Globo de Juan» na Velha-a-Branca

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El Globo de Juan é um colectivo fundado por Clara Leitão, Leonor Macedo, Pedro Guedes e Rui Aires, portugueses residentes em Madrid, que trabalham em diferentes áreas culturais e criativas. Este projecto, criado em Dezembro de 2007, nasceu da vontade de promover uma aproximação das culturas portuguesa e espanhola que, a nosso ver, se poderiam enriquecer mutuamente através de um conhecimento mais efectivo. Com este objectivo, o El Globo de Juan, dedica-se à organização, coordenação e produção de eventos culturais multidisciplinares de um ou mais dias, com o intuito de gerar uma plataforma de encontro e comunicação entre criadores de diferentes origens, que estimule o intercâmbio entre os dois países. A selecção dos participantes em cada evento realiza-se mediante uma convocatória lançada pelo El globo de Juan, aberta a artistas de qualquer área e de tema livre, sendo as propostas sujeitas a apreciação por parte do colectivo.

Projectos 19 | Dolce Vita Braga

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dolce vita braga
© sua kay

Em Coerência

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Numa das primeiros reflexões que aqui deixei, afirmava que a política só se pode regenerar pela reafirmação categórica da diferença ideológica. Apelava, basicamente, a que se reassumisse aquilo que caracterizava a democracia no pós-25 de Abril, a clareza das diferenças.

Em boa verdade, não me devo (posso) escudar em meras declarações de intenções e não o faço. Por isso mesmo assumo, em primeiro lugar, o exercício do voto (o que, vistas as sondagens, já não é nada mau), mas faço mais, declaro que o meu voto vai para o PSD (parece que já não serão tão poucos assim a fazer o mesmo). Voto no PSD e, obviamente, em Paulo Rangel como cabeça de lista. Penso ser este o único conjunto de candidatos com reais capacidades de realizar em Bruxelas e Estrasburgo uma linha de actuação coerente, no âmbito de um projecto comum, com ideias concretas e exequíveis. Não é grande novidade, dirão vocês. Mas é um acto público que considero ser saudável, porque estimula a discussão e desafia o interlocutor a, pelo menos, reflectir nestes argumentos. E desde já vos digo, se conseguir que alguém se levante do sofá para ir votar no próximo domingo, nem que seja só para me contrariar, tanto melhor.

Numa época em que vingam os independentes, quais virgens da poluta vida política, em que respingam os "movimentos" que só querem o nosso "bem estar", independentemente de apresentarem um conjunto de ideias consistente sobre as eleições a que se candidatam, é bom relembrar que não há democracia representativa sem partidos. Os partidos políticos não são massas anódinas de interesses alheios a tudo e a todos, são agremiações de cidadãos com uma visão semelhante do caminho que a sua sociedade deve trilhar.

Independentemente das razões que tenham para detestar os "políticos" e os partidos, tentem fazer um esforço introspectivo e pensem se, no vosso caso, a bidireccionalidade da democracia se cumpriu. Ou seja, tentem recordar-se das vezes em que se interessaram verdadeiramente sobre o que os políticos, que vocês elegeram, fizeram.

E lembrem-se, o voto é, além do fim de um caminho (de avaliação de quem termina o mandato para o qual foi eleito), o início de um outro (que corresponde ao escrutinar, tanto quanto possível, diário, do trabalho daqueles em quem depositamos a nossa confiança). Não dêem o vosso voto, confiem-no.

Já se vota nos Países Baixos

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Já se vota neste momento para o Parlamento Europeu no Reino dos Países Baixos. Na maioria dos países, as eleições decorrerão no Domingo, mas nos Países Baixos as eleições decorrem tradicionalmente numa quinta-feira.

Nos Países Baixos disputam-se este ano 25 lugares no Parlamento (27 na última eleição). Um total de 17 partidos vão a votos numa eleição do método D'Hondt, com um limite mínimo de 4%. Pela primeira vez, também os habitantes de Aruba e das Antilhas Neerlandesas poderão votar.

Os eleitores podem escolher entre 17 partidos, desde os actuais CDA (Cristão-Democrático) e PvdA (Partido dos Trabalhadores), que contam com 7 lugares cada um da última eleição, até ao controverso PVV (Partido pela Liberdade) ou o Partido pelos Animais. Como em diversos outros países Europeus, não é esperada uma elevada participação nas eleições.

As últimas previsões apontam para a atribuição de 5 lugares para o CDA e outros 5 para o PvdA. Para o anti-Islâmico PVV estão previstos 4 lugares, e 3 para os liberais D66. Contrariamente à maioria dos países europeus, os Países Baixos irão revelar resultados preliminares da sua eleição ainda hoje.

Acontece no Minho | 33

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CCVF
© M.art.S

Festivais Gil Vicente (teatro)
[4 a 13 de Junho. Centro Cultural Vila Flor, Guimarães]
Numa temporada fértil de produção teatral brechtiana, que se repercutiu na programação teatral do Centro Cultural Vila Flor através da apresentação de “A Mãe”, da apresentação de “Tambores na Noite” e que se vai repercutir na apresentação de “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” no âmbito dos Festivais Gil Vicente, a estética de Brecht surge como mote para uma reflexão que a programação dos Festivais Gil Vicente procurará suscitar junto dos espectadores.

Mini Festival para Crianças (diversão)
[6 e 7 de Junho. Parque de Exposições, Braga]
O Mini festival é um Festival para toda a família com uma oferta diversificada e conteúdos principalmente para os mais novos com o principal objectivo promover uma alternativa de diversão e entretenimento para as famílias. Como se pretende que as famílias passem um dia inesquecível e que possam usufruir de todas as comodidades necessárias, o espaço possui uma área da Restauração com oferta variada.

5-em-linha (arte)
[6 de Junho, 17h. Braga]
A Velha-a-Branca, o Museu Nogueira da Silva, a Livraria Centésima Página e, desde Janeiro de 2008, o Museu da Imagem e o Pedro Remy - Cabeleireiro e Espaço Cultural, sincronizaram as agendas culturais e inauguram ao mesmo tempo cada uma das suas exposições. Estas inaugurações simultâneas formam um roteiro artístico do centro histórico bracarense intitulado 5-EM-LINHA.

Mundo Cão (música)
[6 de Junho, 22h. Theatro Circo, Braga]
Mundo Cão é uma banda formada em Braga, em 2001. Tudo começou com um convite de Miguel Pedro a Pedro Laginha para vocalizar alguns temas que aquele havia composto. Pedro aceitou e, em poucos meses, perceberam que poderiam fazer algo mais do que uma mera participação a dois. Convidaram Vasco Vaz, Budda e Canoche e, após alguns ensaios, a vontade de crescer chegou: Mundo Cão havia nascido.

B-Fachada (música)
[6 de Junho, 23h59m. Convívio, Guimarães]
B Fachada é um multi-instrumentista virtuoso: do piano à guitarra, passando pela viola braguesa e pelo trompete vocal. Do soneto maldito ao cianeto alexandrino, passando pela grandiloquência transmontana e pela rusticidade jazzística de um scat: é multi-instrumentista virtuoso este B Fachada.

Há Festa no CCVF
[7 de Junho, 11h-18h. Centro Cultural Vila Flor, Guimarães]
Ao longo de todo o dia, o Centro Cultural Vila Flor (na foto) volta a ser palco para diversas actividades, pensadas especialmente para si: música, teatro, oficinas para toda a família, visitas guiadas e muita animação. O mercado de produtos frescos regressa ao CCVF e os magníficos jardins do Palácio Vila Flor, que se estendem sobre a cidade, vão convidá-lo a passar todo o dia connosco.

O Lobo em Portugal (ciência)
[8 de Junho, 21h30m. Velha-a-Branca, Braga]
“O lobo em Portugal: desafios na investigação e conservação de uma espécie ameaçada” é o mote para mais um café com ciência que apresenta como convidado o Professor Francisco Álvares.

Voleibol: Juvenis do Braga São Campeãs

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Voleibol S.C. Braga: Equipa Campeã Nacional de Juvenis 2008/2009
© scbraga.pt

A equipa de juvenis femininos do Sporting Clube de Braga sagrou-se campeã nacional pela quinta vez na história recente. A aposta do Sporting de Braga na formação de jovens atletas tem sido premiada com prestações verdadeiramente brilhantes que se estendem à equipa de seniores que milita no escalão principal do voleibol português.

Edição Especial Europeias 2009

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As próximas Eleições Europeias marcam o arranque de um ciclo eleitoral que inclui três actos eleitorais num só ano. O blogue Avenida Central está a preparar uma emissão especial para a noite do escrutínio que inclui os comentários em directo a partir de vários pontos da Europa, actualização de resultados em tempo real e abertura total à participação dos leitores.

A partir da Holanda, José Pedro Magalhães fará o retrato das eleições nos Países Baixos onde se vota já nesta Quinta-Feira. Bruno Gonçalves trará as últimas informações de Londres. Espanha e França terão também cobertura especial. E muitas outras novidades estão a ser preparadas. Junte-se a nós.

Choque Tecnológico

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Aqui pode ser lido o artigo que documenta este vídeo via @vanessaquiterio.

Apesar de distribuições fantasma e encenadas de portáteis Magalhães, um dos aspectos, sem dúvida, mais positivos desta governação socialista consistiu no tão badalado choque tecnológico. É um processo em curso, mas o acesso à tecnologia tem melhorado imenso nestes quatro anos. Assim como as próprias condições das salas de aulas - os quadros interactivos, computadores e video-projectores simbolizarão essa verdadeira revolução.

Mas essa revolução não se fará apenas com meios tecnológicos. Os professores, do ensino primário ao superior, terão de expandir os seus horizontes, desenvolver ideias e experimentar novos métodos. Não é um processo fácil, quer por incapacidade ou formação insuficiente na própria utilização dos próprios meios tecnológicos, quer pela resistência à novidade, pelo cepticismo que, naturalmente, irá ser sentido. Estas ferramentas encerram um potencial enorme, mas elas serão apenas aquilo que nós fizermos delas. A experiência feita por esta docente norte-americana com o Twitter (o que é o Twitter?) é um óptimo exemplo disso.

Uma utilização criativa, inovadora, dinâmica e, claro, educativa destas novas ferramentas - esse será o verdadeiro choque tecnológico.

Crise Não Afecta Governos

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A maior crise económica desde a Segunda Guerra Mundial não parece estar a afectar de forma significativa o desempenho eleitoral dos partidos que governam os Estados Europeus. Para além de Portugal, em que será provável uma vitória do PS, o estudo elaborado pela London School of Economics estudo aponta os casos de França, Itália, Alemanha, Suécia, Lituânia, Letónia, Eslováquia e Espanha (onde se perspectiva uma vitória do PP, mas por uma margem mínima). O Reino Unido parece ser a única excepção entre os grandes países, com as projecções a perspectivarem uma enorme humilhação para os trabalhistas, actualmente no Governo britânico.

Praça do Município

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Braga
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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