De Uniforme É Melhor!

| 18 Comentários | Partilhar
Mocidade Portuguesa
© lusografias

«Um professor veio ao Conselho Executivo dizer que se tinha sentido incomodado pelo facto de estar a dar uma aula e de ter, à sua frente, uma aluna com uma saia tão curta que se viam as cuequitas [...] Os exageros podem levar a uma falta de respeito entre alunos. Algum cuidado na forma de se apresentarem poderá contribuir para o apaziguamento de certas situações» [Jornal de Notícias]

Este trecho diz muito sobre o espírito salazarento e machista que ainda domina o país. A defesa da moral e dos bons costumes não dá tréguas, mesmo quando o móbil é o desconforto erotizante de um professor que se incomoda diante das vestes minimalistas de uma aluna. Até quando os meninos apalpam as meninas, a culpa é delas que se vestem desmesuradamente apetecíveis. Isto é Portugal, estúpido!

Acontece no Minho | 31

| 1 Comentário | Partilhar


Encontros de Imagem 2009 (fotografia)
[1 a 31 de Maio, Braga]
Com exposições no BragaParque, Fnac, Museu Nogueira da Silva, Fonte do Ídolo, Casa dos Crivos, Torre de Menagem, Museu D. Diogo de Sousa, Museu da Imagem, Museu dos Biscainhos, Mosteiro de Tibães e Velha-a-branca, os Encontros de Imagem regressam com o tema «Fronteiras do Género». Para além das imagens, a edição deste ano oferece uma série de Oficinas bem como uma Image Rave Party, um Ciclo de Cinema e um Concurso de Fotografia.

Feira do Livro de Ponta da Barca (leitura)
[16 a 24 de Maio, 10h. Praça da República, Ponte da Barca]
Entre 16 e 24 de Maio realiza-se em Ponte da Barca mais uma edição da Feira do Livro, um evento dedicado ao livro e à leitura, que ao longo de uma semana encherá de cor, letras e som a Praça da República. O programa inclui conferências, apresentação de obras literárias, encontros com o autor, espectáculos musicais, ateliers e mais actividades relacionadas com o livro e a leitura.

Antony and the Johnsons (música)
[16 de Maio, 21h30m. Theatro Circo, Braga]
Considerado o concerto do ano no Minho, «The Crying Light» é o álbum que motiva o regresso de Antony and the Johnsons (na foto) ao Theatro Circo. Casa cheia para receber o «songwriter» norte-americano que teima em deslumbrar plateias e críticos internacionais, sendo mesmo «um caso especial de culto em Portugal».

Outra música, Outros lugares (jazz)
[16 de Maio, 22h30m. Velha-a-Branca, Braga]
A Ensembleia Experimental é uma classe de conjunto aberta a todo o tipo de instrumentos e linguagens musicais, a operar ao nível do Curso Básico de Instrumento na Companhia da Música em Braga. Com o espectáculo “Outra música, outros lugares” a Ensembleia pretende levar esta lógica de abertura ainda mais além, através da invasão de alguns dos espaços culturais mais relevantes da cidade, e consequente evasão do formato e do palco habituais das audições escolares.

Tambores na Noite (teatro)
[16 de Maio, 22h. Centro Cultural Vila Flor, Guimarães]
Obra de juventude de Bertolt Brecht, “Tambores na Noite” foi a segunda peça escrita pelo autor e a primeira a conhecer o palco. O espectáculo é trazido à cena pelo Teatro Nacional São João.

Trauma (música)
[16 de Maio, 22h. CAE São Mamede, Guimarães]
Os Trauma são um projecto musical iniciado nos princípios de 2007. A sua sonoridade comporta melodias simples convergindo no todo harmónico, dando-lhe um cariz evidente. O estilo de música é uma união de acordes fortes e expressivos oriundos do metal, com assimetria rítmica e uma sonorização orquestral fruto do apoio das novas tecnologias.

Trio de Jazz de Mário Franco e Sérgio Pelágio (jazz)
[16 de Maio, 23h. Casa das Artes, Vila Nova de Famalicão]
Este grupo marca o reencontro entre Mário Franco e Sérgio Pelágio, dois músicos e amigos que começaram a tocar juntos na década de oitenta sob a influência do "som" ECM (editora discográfica alemã dirigida por Manfred Eicher), atraídos pelas novas direcções que esse som propunha ao nível da composição e da execução (e até da captação sonora).

Prato do Dia

| 5 Comentários | Partilhar
3 Pastorinhos de Leiria-Fátima
© V.P.

Quem Precisa de Regulação?

| 0 Comentários | Partilhar


Para além de nomes de referência no plano nacional (Adelino Gomes, Alfredo Maia, Afonso Camões e Azeredo Lopes), a conferência reúne investigadores que trabalham há décadas sobre políticas da comunicação e regulação do campo mediático na Europa e Estados Unidos (Denis McQuail, Josef Trappel, Kees Brants e Hans Kleinsteuber). Cabe ao Ministro dos Assuntos Parlamentares, com a tutela da Comunicação Social, Augusto Santos Silva, a intervenção de encerramento, às 17h.
A conferência Jornalismo na Europa: Quem precisa de Regulação? pretende aproximar perspectivas diferenciadas sobre as profundas transformações que estão hoje a ocorrer no campo jornalístico e respectivos desenvolvimentos ao nível dos mecanismos de regulação. Analisando as mudanças, procura-se, com esta conferência, contribuir para o desenvolvimento de uma leitura mais complexa das ferramentas reguladoras (internas e externas) com potencial para a defesa do jornalismo como um campo socialmente relevante. Os desafios colocados pela digitalização dos conteúdos, pela proliferação das plataformas e pelo crescimento exponencial de participantes na esfera pública digital estarão em cima da mesa.

O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade vai assim organizar, nesta sexta-feira, na sala B1 do CP2 do Campus de Gualtar, a conferência intitulada Jornalismo na Europa: Quem Precisa de Regulação?

Maria, Mártir de Portugal

| 3 Comentários | Partilhar
Intercidades Lisboa-Porto, 3 de Maio de 2009. Quis a má sorte que um acidente atirasse uma morte para a linha e, por via disso, a viagem durasse o dobro do previsto. Maria sentou-se a meu lado ainda antes de supormos que a paragem do comboio para a remoção do malfadado cadáver seria tão longa que a conversa havia de tornar-se inevitável.

O vestir andrajoso, os dentes quebrados, enegrecidos e tortos, a face sombria e o semblante entristecido expunham uma qualquer história infeliz que imaginei antes de supor que ainda a ouviria durante aquela viagem. Filha mais nova de uma fratria de seis irmãos, Maria cedo foi atirava para a vida em toda a sua crueza e crueldade. Casou com dezassete anos. Ele era alcoólico e, etilizado ou não, batia-lhe quotidianamente com as mãos, os pés, as colheres de pau, as cadeiras, as garrafas... batia-lhe no corpo e no espírito, abusando-a até ao limite do suportável.

Corria a década de oitenta e Maria vivia acabrunhada numa pequena aldeia de Trás-os-Montes. Sofria num silêncio ensurdecedor, apenas quebrado por uma denúncia ao padre, em confissão, que lhe revelara tratar-se de um teste em vida, uma autêntica cruz (como a de Cristo) para ser aceite com paciência e capacidade de sofrimento. E assim fez. Maria suportou várias violações e pariu três filhos. O terceiro, nascido no dealbar da década de noventa, foi violentamente agredido in utero, tendo nascido com sequelas irreversíveis que não tem dúvidas em atribuir aos maus tratos perpetrados pelo pai.

Cansada de suportar o insuportável e com três filhos nos braços, também eles repetidamente vítimas de maus tratos, Maria avançou com um pedido de divórcio que se arrastou interminavelmente nos tribunais e na vida. Valeu-lhe a coragem de começar de novo e a boa vontade de algumas amigas e vizinhas.

«Na aldeia em que eu vivia foi o primeiro divórcio...» conta sem voz tremente nem olhos encharcados, mas com a frieza de quem de tanto sofrer verdadeiramente se tornou quase insensível ao sofrimento discursivo. «Fizeram-nos de tudo. Desde bater ao meu pequeno por ser filho de pais divorciados até olharem-me recriminadoramente por ter deixado o pai entregue ao desgosto que afogava em álcool».

A história de Maria é uma história entre muitas e, como muitas, tem a virtude de nos despertar para a discriminação do que não é vulgar. Tal como Maria, também hoje há muitas Marias e Manéis que sofrem cruelmente nas nossas ruas, nos nossos bairros, nas nossas aldeias, nas nossas cidades e nas nossas famílias por não serem a regra, por serem diferentes, por não serem vulgares, por serem os primeiros... Sofrimento que merece aceitação e compreensão, mas que a moral vigente teima em censurar.

Da Histeria dos Media

| 0 Comentários | Partilhar


The most recent video in the series focuses on one of my favorite statistics: the death to news ratio. Rosling looks at the 31 deaths from swine flu and the quarter million news stories he was able to find on Google News and compares this to the estimated 63,000 deaths from tuberculosis around the world in the same time period, and the 6 thousand stories about those deaths. There are over 8100 news stories for each death from swine flu, and less than a tenth of a story for each TB death, by Rosling’s calculations. [My heart' is accra via @remixtures; vídeo: Hans Rosling no Gapminder]

Somos Todos Guimarães

| 11 Comentários | Partilhar
Guimarães
© jsome1

Guimarães foi oficialmente designada como cidade Capital Europeia da Cultura 2012. A notícia enche de orgulho todos os portugueses e, em particular, os minhotos que vêm assim consagrada a aposta cultural de uma cidade ímpar no contexto nacional.

A escolha de Guimarães como Capital Europeia da Cultura é o reconhecimento de um projecto que se iniciou há duas décadas e que se centrou na reabilitação urbana do centro histórico (com pessoas) bem como na dinamização de uma agenda cultural capaz de congregar as tradições mais genuínas com as expressões contemporâneas de nível nacional e mundial. Neste capítulo, a conjugação da oferta de Guimarães, Braga e Famalicão faz do Minho um destacado terceiro pólo cultural nacional.

Sobre o projecto, o Ministro da Cultura adianta que se trata «de um programa muito ousado, com um eixo social, um eixo urbano e um eixo económico, que deverá permitir a Guimarães prosseguir o trabalho de recuperação e reabilitação urbana, sobretudo no centro da cidade, levar as pessoas a ocupar de novo esse centro, e tornar a cidade base de uma indústria muito tocada pelas indústrias criativas». É, sem dúvida, uma oportunidade de ouro para que Guimarães se assuma no contexto europeu como cidade verdadeiramente cosmopolita.

Da Ética Desportiva

| 25 Comentários | Partilhar
O Sporting de Braga joga no próximo fim de semana com o Benfica. Como bem se sabe, o Braga devia estar alguns pontos acima do clube da Luz, mas, apesar de todos os graves equívocos das arbitragens, ainda estamos em posição que nos permita ultrapassar o Benfica.

Cientes disto, o Benfica e a imprensa associada têm lançado uma verdadeira campanha de assédio ao treinador do Braga, Jorge Jesus. É a morte da ética desportiva que os benfiquistas tanto gostam de imputar aos senhores do Norte, mas na qual se especializaram nestes anos do consulado falhado de Luís Filipe Vieira.

Haja decência.

(I)Responsabilidade

| 0 Comentários | Partilhar
Sexual Education #2
© damara.sisti

Árvores, Para Que Vos Quero! | 2

| 5 Comentários | Partilhar
A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão dá, na próxima segunda-feira, dia 11 de Maio, pelas 11h00, um passo de gigante para a criação do futuro Parque da Cidade, que será um novo "pulmão de Famalicão", com cerca de 300 mil metros quadrados de área verde e um conjunto de equipamentos culturais e de lazer.

O presidente do Município, Armindo Costa, vai celebrar um conjunto de protocolos que permitem adquirir uma área de terreno superior a 200 mil metros quadrados, correspondendo a cerca de dois terços dos terrenos previstos para o futuro parque da cidade. Esta aquisição já foi aprovada pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal.
[CM de Famalicão via Braga 2009]

No mesmo sentido do post da Cláudia, também esta iniciativa da autarquia famalicense merece aqui destaque.

Não só é uma lacuna que é várias vezes frisada aqui no Avenida Central, a propósito de Braga, como creio ser algo que, igualmente, merece destaque a nível nacional. Não será, pois, todos os dias que uma autarquia decide adquirir - e realmente adquire - cerca de 21 hectares para fazerem parte (dois terços) de um "parque da cidade", cuja intenção de construção já não é, contudo, novidade [1, 2].

Árvores, Para Que Vos Quero!

| 24 Comentários | Partilhar

© crg

Conversava há dias com amigos sobre a falta de árvores nas novas intervenções nas cidades. Os arquitectos, urbanistas e engenheiros parecem alérgicos a tudo o que seja verde, tenha raízes e mais de 3 metros. Apontamos alguns exemplos na Europa em que os parques urbanos estrategicamente desenhados como línguas para abraçar vários bairros, têm funções tão distintas e fulcrais: absorvem CO2, devolvem-nos O2, são os espaço ideais para feiras e mercados, concentram na perfeição os ciclistas e desportistas, inspiram os passeios pedonais.

Mas não precisamos de ir a grandes cidades da Europa para conseguirmos este feito. Existe um bom exemplo em Barcelos. O pulmão da cidade (imagem 2), bem no centro de todas as actividades, é um catalisador da vida urbana. Senão, vejamos: parque de estacionamento gratuito, directo e eficaz; centro de actividades de acções de marketing e publicidade; centro de desportos (o parque da cidade alberga o Pavilhão Gimnodesportivo e os campos de ténis), espaço para todo o tipo de feiras (semanal, artesanato e do livro), zona das festas da cidade. Acresce a isto tudo o acesso fácil, quer através dos transportes públicos (comboio e autocarro), quer pedonal. 

Deviam ver como a cidade vibra à quinta-feira, colorida, vivida, fresca e multi-cultural. Não é tão fácil pensar em grande, com intervenções simples como esta?

Duas Caras

| 8 Comentários | Partilhar
MFLLisboa
© retrato da verdade

"O PS tem uma cara para Bruxelas e outra cara para Portugal", afirmou o candidato Paulo Rangel, em Peniche. O cabeça-de-lista dos sociais-democratas às europeias deu como exemplo das "duas caras do PS" o facto de haver candidatos socialistas que "dizem que só vão dar o nome", como Elisa Ferreira. [Público]

Pois, acho que tem toda a razão [1, 2, 3, 4]. Mas e o PSD? O PSD, esse, tem literalmente duas caras. Não se vê, nem ouve, mais ninguém. Este rumo até poderá servir, como crê o Marcelo Rebelo de Sousa, para alcançar a vitória nas Europeias. Até poderá ser uma consequência de uma mudança por parte da Ferreira Leite e de uma melhoria efectiva (como defende o Carlos Abreu Amorim - segundo 20 e seguintes). Mas e depois do "exílio" de Rangel? Passa a ser um PSD de uma cara até Outubro? Essas melhorias são sustentáveis?

Eu já tinha questionado a escolha do Paulo Rangel, em parte por esta razão. A verdade é que, ao contrário do que seria de esperar, não se vislumbra a emergência de (pelo menos) uma outra cara, que venha, progressivamente, a substituir a de Rangel na política nacional. Independentemente do sentido das suas (Francisco Almeida Leite) restantes declarações, não há grande margem para dúvidas: o «Paulo Rangel está omnipresente». O que será do PSD depois das Europeias?

Será Possível Valorizar a Memória de Braga?

| 7 Comentários | Partilhar
Casa das Carvalheiras

A insula das Carvalheiras principiou a ser escavada em 1985, a pedido da Câmara Municipal de Braga. A autarquia pretendia instalar no local a Escola da Sé, mas a sensibilidade arqueológica da zona exigia estudos arqueológicos prévios. As sondagens, dirigidas por mim e por Manuela Delgado revelaram o cruzamento de duas ruas romanas, bem como as ruínas de parte de uma insula, ou seja de uma unidade residencial-comercial de Bracara Augusta. Face ao interesse da descoberta foi afastada a hipótese de construir a Escola e desde logo pensou-se em musealizar as ruínas.

No entanto o projecto ficou adormecido durante vários anos. Posteriormente o arquitecto e arqueólogo Theodor Hauschild, do Instituto Arqueológico Alemão, numa das suas deslocações a Braga, como consultor da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, recomendou vivamente o alargamento dos trabalhos. Segundo ele era uma oportunidade única de se conhecer as dimensões do módulo do urbanismo de Bracara, uma vez que não havia edifícios recentes em redor. Manuela Martins seguiu os conselhos do especialista alemão. Assim sob a orientação da Presidente da UAUM, de forma determinada e com afinco, após várias campanhas foi possível definir a insula, a sua estrutura e as fases construtivas. Posteriormente no âmbito do Mestrado de Arqueologia, o arquitecto José Rui Coelho da Silva procedeu à reconstituição do edificado (em 2000). Com base nas plantas produzidas o Laboratório de Informática da UAUM (Paulo Bernardes) realizou a reconstrução tridimensional da insula, ou melhor das duas fases mais expressivas (épocas dos Flávios e dos Antoninos).

Deste modo o conjunto, divulgado na comunidade científica, passou a ser visitado com alguma frequência, mesmo por professores e estudantes da Universidade de Santiago de Compostela. No entanto a Câmara Municipal de Braga considerou que não se justificava musealizar as estruturas, sugerindo que o melhor modo de as proteger era reenterrar as ruínas. Insistiram e estiveram quase a levar por diante a sua ideia não fosse a opinião contrária do arquitecto e arqueólogo catalão Ricardo Mar que sublinhou o interesse de se preservar um conjunto urbano clássico tão elucidativo. Foi assim reforçada a posição da UAUM. Relutantemente a CMB resolveu encarar a possibilidade de concretizar a ideia. Mas já se passou uma legislatura e nada. Terá sido apresentado um projecto que fechava as ruínas numa caixa de cimento e que foi reprovado pelo IPPAR.

Hoje acredito que a Presidência da autarquia sempre se opôs à valorização da insula das Carvalheiras porque a geometria do conjunto assusta os governantes da cidade. Querem evitar que os cidadãos de Braga entendam o modelo do urbanismo romano porque precisam de manter as populações no desconhecimento. O convívio de público infantil e adulto com alicerces de ruas ortogonais, passeios porticados, lojas articuladas com residência, pode ser algo tão perigoso como os livros, a arte ou a música.

Jornalismo Premonitório?

| 13 Comentários | Partilhar
«Dez mil alunos e 55 carros, representando os cursos da Universidade do Minho (UMinho) e da Católica, de Braga e Guimarães, desfilaram anteontem à noite, em Braga, no Monumental Cortejo do Enterro da Gata. O presidente da AAUM, Pedro Soares, salientou que o cortejo - que contou ainda com a Universidade Lusíada de Famalicão e os institutos politécnicos do Cávado, de Barcelos e Superior de Educação de Fafe - acontece 120 anos depois dos estudantes do Colégio de São Paulo terem saído à rua, em cortejo fúnebre, para enterrar uma gata, que simbolizava o ano lectivo[JN]

Este cortejo simplesmente não aconteceu porque apenas sucederá na tarde da próxima Quarta-Feira. Apesar disso, a notícia está publicada na página principal do Jornal de Notícias e pode ser confrontada com esta da Agência Lusa também publicada no sítio online do JN. Que nome é que se dá a isto?

Os Pais Sabem Melhor?

| 4 Comentários | Partilhar
"Numa área da educação [sexual] tão ligada às questões éticas, morais e religiosas, é inadmissível que haja esta espécie de ditadura da Assembleia da República", diz Isabel Lima Pedro, do MOVE, defendendo que a liberdade de escolha dos pais é a melhor solução para todos. [Expresso]

Nem vale a pena fazer grande alusão "às questões éticas, morais e religiosas". Na maior parte dos casos acredito que será um mero eufemismo para "fé" ou "religião", o que torna qualquer discussão absolutamente inútil.

Bem sei que a própria lei confere esse direito de orientação da educação - inclusive da religiosa - aos pais. Mas, na minha opinião, é um direito que deve ser exercido com responsabilidade, sem fundamentalismos, com moderação e no melhor interesse, não dos pais, mas (sempre) dos filhos.

O que este grupo de pais defende, aparentemente, é a substituição de "inadmissível" ditadura da Assembleia da República por uma outra, ditadura, que já entendem como admissível. E a expressão ditadura não é despropositada, pois, de facto, a liberdade de escolha [menos a dos adolescentes] é a melhor solução para todos.

Existe uma diferença inegável entre um adolescente de 10 anos e um adolescente de 17 anos e 364 dias. Por um lado, consigo compreender a posição dos pais se aplicada à fase inicial da adolescência. Por outro, já não consigo compreender, de todo, como é que pais que são, obviamente, envolvidos e dedicados e que, certamente, procurarão a melhor educação possível para os seus filhos, concebem essa educação sem conferirem algum grau (evolutivo, ao longo da adolescência) de liberdade de escolha aos seus filhos. Aliás, se essa liberdade não existe, também não pode existir responsabilidade e esta não nasce do nada, magicamente, aos 18 anos.

Por uma vez que seja, deixem que quem governa faça aquilo que os jovens, a quem a medida exclusivamente se dirige, já reivindicam há muitos anos. Aquele vasto grupo da população que não pode votar e raras vezes vê os seus anseios respondidos pela classe política. Já agora, outra das reivindicações, essa mais recente, é o voto aos 16 anos.

Open-Mindedness

| 1 Comentário | Partilhar

Acontece no Canavial | 3

| 4 Comentários | Partilhar
Antes de mais agradeço ao Pedro ter nomeado todos os efeitos possíveis da cannabis. É aliás a forma mais sensata que um médico dispõe para prevenir quer o consumo em si, quer o consumo exagerado da cannabis, como de qualquer medicamento ou erva-dormideira à venda em Vilar de Perdizes.

O mesmo princípio se aplica no consumo de álcool, tabaco, sal, açúcar refinado e gordura saturada - onde são sabidos os resultados quando se opta somente pela deriva proibicionista. Quarta-feira que vem, por exemplo, há-de esta cidade assistir a uma parada maior pelo consumo etílico, sem que se veja um esforço por alertar das consequências deletérias.

A marcha global da Marijuana é também contra o preconceito global contra uma planta que deu o nome a Marco de Canaveses: berço de Cármen Miranda, horto de Avelino Ferreira Torres; e que tem inúmeras aplicações na economia sem os impactos dos eucaliptos por exemplo - plantas, já agora, que só por obra humana e sem graça nenhuma, grassa mesmo contra-vontade na paisagem deste país.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

Pesquisar no Avenida Central




Subscreva os Nossos Conteúdos
por Correio Electrónico


Contadores