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Depois do que aqui escrevemos sobre a proliferação de grandes superfícies comerciais no Minho, foi sem grande surpresa (nem tristeza, diga-se) que recebemos a notícia de que os promotores de algumas dessas obras «preferiram adiar os seus projectos, já licenciados, para melhores dias». O Espaço Braga e o Guimarães Plaza contam-se entre os projectos adiados para melhores dias.
Sendo mais que certo que os espaços não seriam no curto e médio prazo rentáveis, a verdade é que não se perde nada. Em Portugal, ao contrário do que sucede noutros países, os centros comerciais são invariavelmente feios. Construídos a granel, crescem como cogumelos no mato e, tantas vezes, nos locais mais inesperados e indesejáveis. Apesar dos avultados investimentos, estão longe de se constituírem como edifícios de referência arquitectónica, acabando por marcar negativamente a paisagem.
Pode não parecer, mas a fotografia retrata um pormenor do Bullring Shopping, um centro comercial localizado em pleno coração da cidade de Birmingham, na Inglaterra.




Capítulo 32: quanto custa a cultura?


Corruptuga