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Coerência? Não, obrigado!

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«Abortar como opção quando já bate um coração? Não, obrigada»
- Cartaz publicitário da campanha do «não» no referendo sobre o aborto.

«O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de comprovadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte»
«Traditionalis doctrina Ecclesiae, supposita plena determinatione identitatis et responsabilitatis illius qui culpabilis est, recursum ad poenam mortis non excludit» (na versão original em Latim).
- Parágrafo 2.267 do «Catecismo da Igreja Católica» (versão em Latim no site oficial do Vaticano)


Post retirado do Random Precision

2006

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2006 surgiu-nos com esperança renovada: Cavaco Silva foi eleito Presidente da República à primeira volta. A esperança depressa se transformou em apreensão. A salutar convivência entre instituições depressa foi substituída por uma despropositada aliança entre Belém e S. Bento. Enquanto Cavaco e Sócrates tocam a mesma música, assistimos ao encerramento de várias Maternidades, sobretudo nas regiões mais carenciadas e desertificadas do país. Portugal está à venda a preço de saldo: até o nascer é transferido para Espanha, seja em Zamora ou Badajoz.
As greves sucedem-se a um ritmo até então desconhecido, mas o Governo segue autista no seu empreendimento socialista, digo, liberal. Sócrates quer para si mesmo a imagem de um líder autoritário que precisa de contestação para se sentir legitimado. E assistimos à transmutação dos socialistas: é vê-los, com o mesmo entusiasmo com que idolatraram Guterres, a aplaudirem, num uníssono quase insuportável, a antítese do Guterrismo, personificada em Sócrates. O governo insiste no erro e leva avante o projecto da TLEBS. E quantas mais são as vozes de contestação maior a obstinação do governo no desiderato.
E, se da oposição se esperariam melhores ventos, a sua completa inexistência e ineficiência é quase a única notícia. E digo, quase, porque existe um tal Rui Rio que se lembrou de entregar o Teatro Municipal do Porto, de seu nome Rivoli, a um empresário, para dele fazer lucro à custa do investimento público na sua reconstrução.
No entretanto, ocupam-nos os dias com três enfadonhas letrinhas: a OPA foi notícia durante dias a fio. E a Autoridade da Concorrência, da qual não se conhece concorrência, demorou vários meses a dar o anunciado aval à operação de concentração das telecomunicações nacionais nas mãos de um único empresário.
No entretanto, o país volta a discutir o aborto. E esta discussão surge, mais uma vez, viciada: quer-se fazer passar a ideia de que o que se discute são os prós e os contras de tão tenebrosa prática quando o que está em discussão é nada mais nada menos que a descriminalização de uma realidade que há-de continuar a suceder em vãos de escada – haja crime ou não, cumpra-se a lei ou nem por isso.
E já que falamos em cumprimento da lei, 2006 também foi um ano pródigo em mostrar-nos que Portugal é menos brando do que o desejável no que é desejável ser-se brando. Percebemos que o Alterne que por aí anda levou à agressão de um vereador socialista, como prémio pela denúncia de supostos crimes praticados por alguns dirigentes desportivos do país. Crimes pelos quais todos continuam impunes.
E em 2006 morreu Saddam, às mãos de uma assassina e ilegal coligação de algumas das chamadas democracias ocidentais. Os Estados Unidos da América prosseguem uma política externa esquizofrénica, sob o comando do não menos esquizofrénico Bush, que vai semeando ódios por todo o mundo. Nem quero imaginar como será a tempestuosa colheita que lhes está destinada.
O Papa Bento XVI confirmou, em 2006, as piores expectativas: prosseguiu uma política de ingerência da Igreja Católica nos assuntos internos dos países maioritariamente católicos e de discriminação das pessoas pelo não cumprimento daqueles que são os supostos preceitos, sobretudo sexuais e reprodutivos, da Igreja Católica. A condenação de Welby fica-nos como o pior escolho da actuação da Igreja Católica neste 2006: a suprema incoerência de condenar e negar exéquias a um homem que apenas disse não querer suportar por mais tempo os tratamentos a que se encontrava votado, mercê de uma doença intratável e altamente debilitante.
2006 foi o ano em que a cidade luz voltou a iluminar-se de raiva e destruição com o fogo ateado por alguns dos jovens habitantes dos subúrbios parisienses. Chamas de intolerância que também atearam centenas de bandeiras da Dinamarca na chamada «cartoonvolução». A ruína do valor da liberdade de expressão esteve perto. Felizmente houve uma Europa que não baqueou.

2006 não foi um bom ano.
2007 não pode ser pior.
Mas temo que sim.

Lei do talião

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A Lei do talião (do latim Lex Talionis: lex: lei e talis: tal, parelho) consiste na justa reciprocidade do crime e da pena. Esta lei é freqüentemente simbolizada pela expressão olho por olho, dente por dente. É uma das mais antigas leis existentes.

Origem
Os primeiros indícios da lei do talião foram encontrados no Código de Hamurabi, em 1730 a.C., no reino da Babilônia. Essa lei permite evitar que as pessoas façam justiça elas mesmas, introduzindo, assim, um início de ordem na sociedade com relação ao tratamento de crimes e delitos.
Escreve-se com inicial minúscula, pois não se trata, como muitos pensam, de nome próprio. Encerra a idéia de correspondência de correlação e semelhança entre o mal causado a alguém e o castigo imposto a quem o causou: para tal crime, tal e qual pena. Está no Direito hebraico (Êxodo, cap. 21, vers. 23/5): o criminoso é punido taliter, ou seja, talmente, de maneira igual ao dano causado a outrem.

Tenho vergonha...

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Afinal do que falamos quando falamos em democracias ocidentais?

Vocações

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Após o repto do rmp no Incidental repetido pelo scrubs no Blues por um Interno, efectuei o extenso Medical Specialty Aptitude Test.
Eis os resultados:

1 Psychiatry
2 Med Oncology
3 Family Practice
4 General Internal Med

[citação do dia]

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«O Administrador apostólico da diocese do Porto comparou o aborto ao abandono de nasciturnos nas rodas dos mosteiros. Quando o Administrador fala aos fiéis nas cerimónias da diocese é, para eles, uma autoridade. Quando fala do aborto, num contexto de consulta referendária nacional, é o senhor João Miranda. A opinião do senhor João Miranda é tão respeitável como a de qualquer outro cidadão. Deve ser submetida aos mesmos critérios de apreciação e valoração. Não devia ter mais eco que a opinião do senhor Horácio Rufino, meu vizinho do 19, que acha que a roda dos mosteiros também rodava para fora.»

Incompetência?

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A AGERE revelou-se impotente para recolher o lixo que os bracarenses depositaram ao longo da quadra festiva e disso fez-se notícia.
Do que não se faz notícia? Do lixo que diariamente é espalhado pelos cães vadios que andam pela rua em que vivo, mesmo após inúmeras denúncias junto das autoridades competentes.
Pura incompetência.
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2006 em 12 palavras


Natal

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SIC foi a mais vista durante o Natal

Vodafone registou 181 milhões de SMS

Christmas Wars Lucrative for Advocacy Groups

Consumismo do Natal reforça a guerra das consolas

Desigualdade na campanha

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Hoje houve campanha a favor do Não em milhares de Igrejas, nos jornais, nas televisões e nas rádios sem direito a contraditório.

Não há maior atraso que um país em que a política se decide nos locais de culto.
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Gerês, por Maximino Gomes



«Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.»

Em Braga ou em Guimarães?

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Confesso que me assustei quando vi Braga escrito a vermelho.

Um gesto bonito

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Estudantes de medicina dão prendas aos doentes

«Um carinho pelo Natal é o que o Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho se propõe distribuir pelos doentes internados no hospital de Braga nesta quadra natalícia. Na véspera de Natal (domingo), os estudantes de medicina vão levar um pequeno presente a todos os doentes internados no S. Marcos, "carinho" extensivo a todas as crianças internados nos hospitais de Braga e Guimarães, revelou ao "Correio do Minho" Sónia Duarte, a presidente do NEMUM.
Os brinquedos a entregar às crianças que ficam nos Serviços de Pediatria do S. Marcos e de Nª Srª da Oliveira foram cedidos pela Fundação Luís Figo. Para os restantes doentes, que a avaliar pelos números do ano passado do S. Marcos rondarão os 300-350, o NEMUM promoveu uma campanha de sensibilização para juntar dinheiro e contou com o apoio do hipermercado Feira Nova.»

Este gesto do NEMUM merece um enorme aplauso porque chega a todos os doentes internados, em especial aos idosos. É nesta faixa etária que se verificam os mais dramáticos casos de abandono e solidão. E, paradoxalmente, é nestas épocas que eles são mais esquecidos.

Um Arrepio

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Doente que queria eutanásia morre naturalmente

Os mais recentes progressos da Medicina têm confrontado a Humanidade com novos desafios. Este caso relança o debate em torno da eutanásia, apesar de assumir contornos distintos do plano em que uma certa esquerda tem colocado a discussão pública da eutanásia.

Será legítimo manter, artificialmente, um ser humano em sofrimento contra a sua vontade? Será legítimo impôr um tratamento a um homem livre e consciente?
A verdade é que qualquer cidadão deve ter o direito de rejeitar a prestação de cuidados de saúde e toda e qualquer intervenção médica deve ser consentida (com excepção do que é obviamente excepcional). Este facto, não pode isentar-nos de tudo fazermos para dar a cada ser humano todas as condições para que a decisão seja livre e consciente e para que a inimaginável tragédia que o assola seja minimizada.
Confesso que me sinto arrepiado quando leio esta notícia.
Sou, porém, incapaz de censurar. Tanto o doente como o médico.

A ler também em Causa Nossa.

Imprescindível: Democracia e Responsabilidade

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"O objectivo dos partidos com aspirações de governo é conquistar maiorias parlamentares que lhes permitam governar sem sobressaltos, ou seja, sem terem que prestar contas a ninguém. Todos, mas todos eles, prometem o que for necessário para alcançar esse objectivo, sabendo que, uma vez no poder, farão o que tiverem a fazer e cumprirão o que puderem cumprir."
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Solstício do Inverno
Hoje é a maior noite do ano.


Braga à noite, por Bruno Alves
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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