Do Referendo (II)

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1. Sou um europeísta convicto. A Europa não anda bem, mas os benefícios que advêm de uma união económica, financeira, política e cultural à escala continental são enormes.

2. Sou contra o referendo ao Tratado de Lisboa (sempre fui). Porque não é assunto que não possa (e não deva) ser decidido pela Assembleia da República. Porque não há nada de radicalmente diferente neste Tratado comparativamente com os anteriores. Porque não parece que as populações saibam muito bem o que está em causa.

3. Concordo com Pacheco Pereira quando afirma que «não excluiria de todo a possibilidade do Primeiro-ministro tomar a iniciativa de fazer um referendo em determinadas condições». Já se percebeu que só haverá referendo se for eleitoralmente compensador para José Sócrates.

4. Estou com Rui A., quando diz que se querem referendar alguma coisa, então «referendem a permanência de Portugal na UE, no fim de contas, referendem o velho Tratado de Maastricht».

Sobre o EuroBarómetro das Cidades

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A Câmara Municipal de Braga tornou público, através do seu canal informativo, os resultados de um EuroBarómetro sobre as percepções dos habitantes de 75 cidades europeias relativamente à qualidade de vida. Tratando-se de um meio de propaganda, a nota de imprensa do Município apenas hiperboliza o positivo e minimiza o negativo. Os jornais embarcaram na análise oficial, mas haverá outras leituras a retirar do documento?

1) TRANSPORTES PÚBLICOS
53% dos bracarenses dizem-se satisfeitos com os transportes públicos da sua cidade enquanto nas restantes cidades, em média, a percentagem de satisfação é de 64%. Por outro lado, em Braga, os insatisfeitos são 17% enquanto que no resto da Europa totalizam 27%. Isto sucede porque Braga é a cidade em estudo em que o número de inquiridos sem opinião acerca do sistema de transportes públicos é maior: quase 1/3 dos bracarenses (30%) não tem nada a dizer sobre esta matéria, um indicador de que provavelmente nem conhecem os sistemas de transportes públicos.

2) EQUIPAMENTOS DESPORTIVOS
Ao contrário do que sucede com os transportes, os bracarenses estão mais satisfeitos do que a média dos europeus residentes nas cidades em estudo relativamente ao item de equipamentos desportivos. 63% dos bracarenses diz-se satisfeito, contra 56% dos europeus.

3) SALAS DE CINEMA
A oferta existente parece satisfazer os bracarenses. Por aqui, os satisfeitos totalizam 74% enquanto que na média das 75 cidades se ficam pelos 69%.

4) EQUIPAMENTOS CULTURAIS
O número de insatisfeitos com a cultura na cidade de Braga (28%) é o dobro da média europeia (14%). Apesar de uma maioria significativa se mostrar satisfeita (62%), Braga está muito longe de atingir todos os públicos nesta matéria. Bem mal vai a política cultural do Município quando se vai ao cúmulo de anunciar através dos meios oficiais a abertura de uma loja privada (Publicidade gratuita?).

5) POLUIÇÃO DO AR, RUÍDO E LIMPEZA URBANA
A maioria dos bracarenses (58% e 53%, respectivamente) considera que a poluição do ar e o ruído são um problema importante da cidade. Já relativamente à limpeza urbana, o nível de satisfação é relevante, sendo expresso por 84% dos respondentes, contra uma média europeia de apenas 53%.

6) ESPAÇOS VERDES
Insatisfeitos. 52% dos bracarenses estão insatisfeitos com os parques e jardins da sua cidade. Este valor contrasta pela negativa com a insatisfação média de apenas 28% nas restantes 75 cidades da Europa.

NOTA FINAL
À semelhança do que sucede no conjunto das 75 cidades, 95% dos bracarenses disseram que gostam de viver na sua cidade. A média europeia é de 90%.
Parece-me que esta análise da comparação de tendência é mais útil do que a ordenação em rankings de cidades. Mesmo assim, é preciso ter em conta que o nível de exigência e des responsabilidade cívica de um dinamarquês é necessariamente diferente do de um português, pelo que algumas comparações terão que ser relativizadas.

É bom viver em Braga?
Sem dúvida. Mas ninguém tenha a veleidade de achar que não poderia ser ainda melhor.

O absurdo dispensa comentários

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Comissário europeu quer bloquear pesquisas na net
O Comissário Europeu da Justiça e Segurança quer impedir que os motores de busca da Internet possam procurar palavras como bomba, genocídio ou terrorismo. Manuel Lopes da Rocha, especialista em Direito da Internet, diz que esta é uma medida grave e limitadora. [Notícia TSF, via Blasfémias]

Centralismo Levado ao Extremo

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Sócrates não é mais que um provinciano que, chegado a Lisboa, se deslumbrou com os encantos da capital. A teimosia lúgubre de querer fazer da capital portuguesa a sede do novo Tratado da União Europeia revela, além do parolismo latente, um enorme falta de visão estratégica. Lisboa já tem notoriedade que chegue. Quererá Sócrates perder a oportunidade de promover outra cidade ou vila turística de Portugal?

Record de Visitas

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O que é europeu é bom!

Eu fazia mais barato!

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Luzes na Mesa.
[Fotografia tirada em Março de 2007, no café Black Shoe, na Avenida Central em Braga.]

Do Referendo

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A ideia que os políticos vão inculcando na sociedade de que o referendo é um instrumento nobre ao serviço da democracia participativa não é mais que pura ilusão. Tradicionalmente, o referendo é reclamado pelos partidos políticos em 3 circunstâncias: 1) quando discorcordam da decisão legitimamente tomada por via parlamentar; 2) quando defendem determinada posição mas não querem o ónus (e consequente perda de votos) de ter que decidir; 3) quando querem criar um facto político, mantendo os portugueses entretidos.
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A realidade tem demonstrado que a maioria das pessoas não está cabalmente informada sobre o que está em causa em cada referendo, acabando por abster-se ou ceder ao voto de orientação partidária. Por outro lado, os deputados são pagos exactamente para tomar decisões. Decisões que a sociedade escrutina através do voto, da participação cívica, da livre crítica e do uso dos direitos de opinião, expressão, greve, associação e manifestação.
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Referendar é, sobretudo, abusar da (des)informação da maioria dos portugueses, dando asas aos populismos mais selvagens. Se houver referendo à Europa ouviremos coisas tão disparatadas como disparatada foi aquela ridícula campanha socialista do "cartão amarelo" ao governo numas eleições europeias. Lembram-se? E assistiremos ao desfilar de argumentos falsos e ignóbeis como eram aqueles cartazes com fetos de 30 semanas num referendo que pretendia despenalizar até às 10 semanas de gestação? E ouviremos clamar contra o desemprego, as leis laborais, a droga, a criminalidade e toda essa amálgama de coisas que exacerbam sentimentos, quando o que estará em causa é o modelo político da nova Europa.
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Union?

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Derrota

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Vital Moreira no Causa Nossa:

A direita ultracatólica no poder na Polónia não conseguiu a maioria parlamentar necessária para rever a Constituição de modo a estabelecer a proibição absoluta do aborto. A actual legislação já só admite o aborto no caso de violação, de perigo para a vida ou saúde da grávida ou de malformação do feto. É contra essa limitada "abertura" que a actual maioria governamental polaca se mobiliza.

TGV em 2018

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O Público noticia que:

Os responsáveis do Governo Autónomo da Galiza, Espanha, e da Comissão de Coordenação Regional do Norte de Portugal garantiram, hoje, em Guimarães, que o comboio de alta velocidade (TGV) entre Porto e Vigo estará operacional em 2013.

Contando com os portugueses atrasos do costume teremos comboio em 2018.

Esta Polónia não é Europa

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Associamo-nos à iniciativa do blog Devaneios Desintéricos, manifestando a nossa total indignação perante a deriva fascista e desrespeitadora da Declaração Universal dos Direitos Humanos que está a ser levada por diante na Polónia.

Exmo Sr Embaixador da Polónia,
Ciente do árduo percurso do Povo do seu país rumo a uma Democracia expurgada de totalitarismos como os que historicamente se abateram sobre a Polónia, é com genuína inquietação que assisto à implementação de medidas governativas tendentes a instaurar um clima de desrespeito pelos mais basilares Direitos Humanos. As soluções propugnadas pelo executivo de Varsóvia, ao terem como consequência o desrespeito pela liberdade de não prossecução de um dado credo, a perseguição de minorias sexuais e modelos familiares atípicos, assim como as sugestões vindas a público de uma proibição total do aborto ou, por outro lado, a apologia da pena de morte feita por alguns membros do Executivo que representa, traduzem uma divergência inaceitável com os valores que assumimos comuns nesta União Europeia.
Ciente que o Povo polaco, como outrora, saberá levantar-se contra a instauração da intolerância e do desrespeito pela dignidade humana, junto de vós lavro o presente protesto.


Enviem esta carta para o endereço politica.embpol@mail.telepac.pt

Sócrates é anti-Norte

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«Vigo no será, finalmente, la sede del secretariado técnico de la Unión Europea (UE) que debe gestionar los programas de cooperación transfronteriza entre España y Portugal entre 2007 y 2013, incluidos los que pongan en marcha Galicia y la Región Norte de Portugal. Badajoz se ha impuesto finalmente a la candidatura gallega, en parte gracias al interés del Gobierno portugués en desincentivar iniciativas que puedan alentar cualquier afán autonomista en torno a Oporto. La Xunta ofrecía como sede parte de las instalaciones del Centro Tecnológico del Mar.»

Depois de se continuar a afundar economicamente e dos sucessivos cortes em investimentos, o Norte conhece mais um espinho da política de José Sócrates. O que motivará esta postura do Governo?
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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