Paulo Brandão em entrevista

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Paulo Brandão, programador do Theatro Circo, falou ao JN. A entrevista foi leve como a edição de Verão do jornal e passou ao lado de muitos temas que seria interessante ver debatidos.

Apesar de considerar que existem algumas debilidades na programação do Theatro Circo, sobretudo a nível da relação com a cidade (que está monopolizada pelo protocolo com a Companhia de Teatro de Braga), a verdade é que Paulo Brandão colocou Braga na rota dos grandes espectáculos culturais do país. Não é por acaso que é considerado um dos programadores mais cobiçados.

Braga no Verão: "Três em Linha" à espera do Inferno

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No regresso da sua programação regular, o Theatro Circo apresenta Burla, o Festival do Burlesco. «Marcando o relançamento da actividade cultural pós-férias, o festival vai juntar o ‘glamour’ e a sensualidade das ‘pin-up’ do ‘The Glam-O-Rama Girly Show’ com o humor do excêntrico Tomás Kubinek, o estilo inesperado das versáteis Vermillion Lies e o misticismo e magia do Lucent Dossier Vaudeville Cirque. [correio da manhã]».

No entretanto, a Velha-a-Branca, o Museu Nogueira da Silva e a Livraria Centésima Página não foram de férias e inauguram hoje, em simultâneo, três exposições de arte, numa parceira denominada "Três em Linha". A visitar.

Noutro domínio, o blog Georden anuncia que vêm aí o inferno, a própósito da construção dos novos centros comerciais na cidade de Braga: «Quem conhece um pouco da Europa sabe que os espaços comerciais de grande dimensão estão em regressão e, em alguns países (com tradição de grandes armazéns), sempre tiveram uma expressão proporcional à população e dimensão em questão. Todavia, mesmo nestes, a localização “tradicional” do centro comercial respeitava uma geografia definida, sita normalmente em nós de saída para vias principais, em áreas, de cariz suburbano (pelo menos). Em Braga, Portugal (não é África), nada disto foi sequer considerado (grande parte das decisões urbanísticas são tomadas em jantaradas), previsto, ou, à falta de melhor, “temperado”, aproveitando a história da cidade e os seus eixos normais de crescimento. Fez-se, em muitos casos, tábua rasa e começou-se do zero. Com consequências. O arrojo do “moderno”, outrora ainda travestido de ideal de “desenvolvimento” revela-se agora despido de preconceitos, e avança inexoravelmente para a betonização total da cidade.» De facto, há outras coisas que não se compreendem na saga das novas superfícies comerciais bracarenses: 1) a construção do Braga Retail Center junto a uma zona de alta densidade de construção e de grande quantidade de tráfego viário; 2) a concentração dos novos centros na zona Norte da cidade; 3) o abandono do centro da cidade, acentuado com a sangria das chamadas lojas-âncora que se concentram nos centros comerciais periféricos.

Por seu turno, a ABRA está a promover uma campanha de adopção de animais nos dias 4 e 5 de Agosto, na Rua do Castelo, em Braga. Conferir mais informações aqui.

Theatro Circo: A Discussão Continua

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A vontade de tornar o Theatro Circo num espaço ainda mais abrangente e diversificado continua. Atente-se ao que, acertademante, escrevem Pedro Antunes e Pedro Guimarães sobre a gestão cultural e financeira do Theatro Circo.
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Braga precisa de um Teatro Circo catalisador da cultura local e não de um espaço muito bonito e muito giro, com um enorme buraco financeiro e frequentado por gente que vem do Porto ou da Galiza.
Pedro Pereira,
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Não consigo entender como é que alguém pode ser simultaneamente membro do Conselho de Administração de uma instituição, director de uma companhia residente nessa mesma instituição e, finalmente, “estrela solo” de grande parte das peças dessa companhia. Se o homem ao menos fosse bom…
Pedro Guimarães,

Theatro Circo: Contributos para Melhorar

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Não é nova a discussão em torno do Theatro Circo, as expectativas que foram criadas após a sua abertura e aquilo que a realidade nos vai encarregando de observar. O Theatro Circo é uma luz singular na neblina cultural bracarense que, apesar de tudo, vai brilhando de forma ténue. A crítica ao Theatro Circo, ainda que construtiva, nem sempre é bem recebida porque há sempre aquele espectáculo memorável ou aqueles momentos inesquecíveis por lá vividos que ofuscam o que há a melhorar para que esses momentos se multipliquem e cheguem ainda a mais gente. Pedro Antunes assina um texto notável sobre o Theatro Circo (destaques da minha responsabilidade). A ler com muita atenção.

Onde estão os contratos assinados com as colectividades do concelho e que foram prometidos aquando da reabertura do Teatro? E já agora, cadê as bandas de garagem a quem lhes foi cedido um espaço de ensaio no antigo estádio? Para quando um concerto com todas elas? E os discos, que foram inclusive anunciados, para quando a sua apresentação pública e um concerto com as respectivas bandas? Para quando o serviço educativo do Teatro Circo? E para quando cinema? Não é possível organizar um ciclo de cinema, por exemplo, com o tema da Bracara romana como pano de fundo, onde a cidade fosse "descoberta" e mostrada ao "Mundo"?

O problema do Teatro Circo, já o disse e volto a dizer, está mesmo na sua organização interna. Ninguém consegue tocar todas as guitarras ao mesmo tempo, nem ninguém pode ter a presunção que o consegue fazer. A prova é que se os primeiros meses foram positivos, com a torneira do financiamento a ficar apertada, o cartaz reduz-se a uns concertos de fim de semana. A intervenção cultural não se faz olhando para o umbigo e vestindo a capa de Super-Homem, a intervenção cultural faz-se olhando para os lados e percebendo a realidade que está ao seu redor. A "imagem" e a respectiva promoção de um programador nunca foi sinónimo de qualidade nem de espírito aventureiro.

A Elitização do Theatro Circo

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Em Novembro de 2006, escrevi aqui o seguinte:

O Theatro Circo regressou à cidade de Braga com um enorme sucesso. Um cartaz de qualidade e uma vontade inusitada de todos os bracarenses de revisitar um espaço superiormente restaurado têm sido os condimentos essenciais dos sucessos de bilheteira que se repetem. [...]
O Theatro que não se quer banalizado também não pode fechar-se numa programação excessivamente elitista, porque essa não é a sua missão.

Os últimos seis meses têm confirmado as nossas piores expectativas. O Theatro Circo tem um pendor excessivamente elitista, opção que se vem reflectido na fraca adesão dos públicos aos espectáculos ali promovidos. Fraca adesão que é, por sua vez, justificação evidente da instabilidade na Administração daquele espaço cultural.
A segregação antecipada da participação da sociedade, patenteada na anunciada interdição do espaço aos estudantes universitários, foi um sinal que, à época, encarámos com a apreensão que agora sentimos mais que justificada.

Agora que passou o efeito da novidade, o Theatro tem que se voltar para a cidade, envolvendo-a e motivando-a para este projecto. Não vale a pena dizer que as pessoas não aderem, é urgente cativá-las. Até porque, num deserto (cultural), não será muito difícil gerir um oásis.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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