Ser e Parecer Ser

| 5 Comentários | Partilhar
«Paulo Rangel, voltou hoje a acusar o PS de "ter duas caras, uma para a Europa e outra para Portugal" e, por isso, não apresentar uma "candidatura séria".» [Público 10/05/2009]

«"[Ferreira Leite] Há uma coisa que não faremos de certeza absoluta que é candidatar pessoas candidatos fantasmas". [...] isso apenas não acontecerá "se alguém adoecer ou acontecer alguma coisa". [DN 22/04/2009]

"À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta." Os políticos vivem da sua imagem, do seu carácter. Depois de já ter confessado o voto contrário àquilo que defendia, quanto à lei do financiamento partidário, o Paulo Rangel ameaça entrar em queda livre, pois os media e os adversários políticos não irão ser tão graciosos, como foram quando o transformaram numa espécie de miúdo maravilha, no dia 7.

Agora, confrontado com o cenário de vitória do PSD nas legislativas, «não afast[a]» a possibilidade de abandonar o Parlamento Europeu. Percebendo-se, ainda, porque não respondeu a Ana Gomes. É que até pode não ter carácter, mas é fundamental que o pareça ter.

O que dirá o CDS se a hipótese da coligação pós-eleitoral for para a frente? Seguramente, aos berros: sim, Sra. Ministra!

Mas isto coloca uma séria dificuldade à Ferreira Leite. Afinal, ela também proferiu uma série afirmações absolutamente inequívocas em relação a este assunto. Será difícil justificar o regresso antecipado do Rangel quando se apregoa uma política nova de verdade e de seriedade.

"Erro Informático"

| 4 Comentários | Partilhar
Electronic Voting
© nathangibbs

Um homem da região de Leiria, que ao tirar o cartão do cidadão viu actualizada a secção de voto para o local onde vive, resolveu testar o novo sistema e conseguiu votar em duas freguesias. "Votei duas vezes e no mesmo partido", refere o eleitor, que pode vir a ser punido pelo crime. [...] A Comissão Nacional de Eleições já admitiu o “erro informático” que levou à “falha do programa” [JNegócios]
Como será quando introduzirem o voto electrónico em Portugal?

Social Democracia e o Castigo de Sísifo

| 14 Comentários | Partilhar
Eleições Europeias na Europa
© via arrastão

Para além de uma crescente radicalização do voto sobretudo à custa do aumento dos partidos de extrema-direita e dos anti-europeístas, é inequívoco que a Europa virou à direita nas eleições do passado dia 7 de Junho. Num clima de crise cujo principal culpado identificado é o neoliberalismo selvagem importa reflectir sobre os motivos pelos quais os eleitores castigaram a Esquerda democrática.

A ler: A Esquerda funda-se quando imita a Direita, no publico.es.

Vitórias e Derrotas | 2

| 12 Comentários | Partilhar
Ao contrário do que afirma o Jorge Sousa, as eleições de ontem foram inequivocamente ganhas pelo PSD: foi o partido mais votado, ganhando votos em número absoluto e em percentagem comparativamente com as eleições anteriores. O outro vencedor da noite é o Bloco de Esquerda que não só aumenta significativamente a votação como ascende ao terceiro lugar na lista dos partidos mais votados.

Espanhol Traiçoeiro

| 0 Comentários | Partilhar
«El PSC espera que su bajón ponga las pilas a Zapatero» [Público.es]

Vitórias e Derrotas

| 7 Comentários | Partilhar
Podem ser feitas várias leituras sobre vitórias e derrotas, segundo diferentes perspectivas, embora alguns prefiram enfatizar mais umas do que outras.

É óbvio que o PS sofreu uma grande derrota. Como é óbvio que o PSD obteve uma vitória que é maior para quem é do PSD - da estratégia dizem alguns; com outros a lembrar que que esta foi em boa parte uma vitória do candidato Rangel e uma derrota do candidato Vital, não sendo os resultados inteiramente transponíveis para Sócrates e Ferreira Leite -, mas necessariamente relativa para quem vê de fora.

A esquerda cresceu, sobretudo o BE, atingindo a esquerda não-PS mais de 20%. Este aspecto relativa imenso a vitória do PSD, que falhou em capitalizar a queda do PS, como o PS conseguiu capitalizar a queda do PSD/PP em 2004, com 44%. Só pela euforia do momento compreendo a ilusão que paira no PSD, apenas comparável à euforia de alguns com a vitória da selecção frente à Albânia. Segundo consta, este foi o pior resultado PS/PSD desde 1985.

Quer pela fuga de votos para a esquerda, quer, já em termos mais gerais, aplicável a todos os partidos, o inédito e expressivo voto em branco/nulo reflectem uma derrota colectiva. A abstenção é uma coisa. 6,6% dos votantes estarem motivados e votar branco ou nulo é outra com um significado que não é de desprezar. Nota ainda para a abstenção de 97-98% no estrangeiro - uma derrota de Cavaco Silva que, por outra perspectiva, obteve um vitória com a "sua" candidata do PSD.

Há ainda aquela derrota que o PSD e o PP sofreram, mas de que não se fala muito. De facto, a Europa virou à direita. A maioria continua a ser do PPE que em conjunto com Liberais e outros, passam a ter maioria absoluta - e assim, ganha Durão Barroso. Mas em Portugal a direita perdeu, com o PSD e PP a conseguirem 10 deputados para o PPE e PS a conseguir 7 para o PSE e a CDU e o BE 5 para a PEE.

Certo é que estes resultados reflectem um voto de castigo. Estes resultados não devem ser lidos como o resultado que ocorreria se fossem legislativas. O voto de castigo pode ter exactamente o efeito oposto àquele que a oposição, em bloco, deseja. A bola está do lado do Sócrates e do PS. Sem precipitações e facilitismos, pois ainda muito pode acontecer até Outubro e com a certeza de que as sondagens são falíveis.

E, por fim, para colocar as coisas realmente em perspectiva, lembro os resultados reais, absolutos: Abstenção 62,84% PSD 11,78% PS 9,88% BE3,99% PCP 3,96% PP 3,11% Brancos 1,72% Nulos 0,74%. Resultados que reflectem o divórcio entre portugueses - e dos europeus, pois a abstenção foi de 56% - e políticos que, cada vez mais, revelam não nos entender. Como retira daqui, o Rangel, um «renascer da esperança»? Transcende-me. Deve ter sido da euforia.

Portugal Depois de Ontem

| 3 Comentários | Partilhar
Vitória do PSD nas Europeias

Muito surpreendentemente e contrariando quase todas as sondagens, o PSD foi o partido mais votado nas Eleições Europeias de ontem, arrecadando a primeira vitória dos últimos vinte anos. O Partido Socialista sofreu uma derrota muito pesada, a penalizar a acção do Governo e a castigar severamente a campanha penosa do candidato Vital Moreira.

Não será descabido pensar numa remodelação ministerial, sobretudo se pensarmos na impopularidade da Ministra da Educação, certamente implicada na magnitude da derrota do PS. O Governo terá agora dificuldades acrescidas para manter o seu discurso e terá também que enfrentar mais combate político nas ruas e nas televisões. A imagem de José Sócrates continua a ser eleitoralmente forte, mas o PSD ganha novo fôlego apesar de uma líder conservadora, de certa forma afastada da matriz liberal do partido.

Em termos globais, os partidos à esquerda do PS apresentam uma subida muito significativa, com destaque para o Bloco de Esquerda que chega ao pódio, assumindo-se como a terceira força política em Portugal. A CDU sobe menos, capitalizando a fidelidade do voto comunista e o CDS-PP, ao contrário do que se esperava, não desaparece do mapa político, mantendo dois deputados em Bruxelas. As leituras que emergem destes resultados parecem favorecer a ideia de um governo de Bloco Central após as próximas eleições legislativas, mas demonstram também que talvez seja eleitoralmente compensador para o PS assumir-se como uma força progressista de esquerda que não vacila em matérias como a laicidade do Estado, a igualdade no acesso ao casamento civil ou a educação sexual nas escolas.

No campeonato dos pequenos, o resultado do MEP, pequeno partido tradicionalista e conservador, pode considerar-se decepcionante tendo em conta o investimento feito na campanha e o apoio, nunca assumido, dos aparelhos de algumas associações religiosas. Apesar de todo o destaque informativo e do exagero cibernético dos seus apoiantes, o MEP não conseguiu destacar-se do PCTP/MRPP, partido quase desaparecido da cena mediática. O MMS, com muito menos recursos e quase sem aparelhos, conseguiu ombrear com o MPT e obter metade dos votos do MEP, o que é verdadeiramente notável.

Nota final para os valores da abstenção, preocupantes é certo, mas condicentes com a letargia que se sente no país e, sobretudo, com o sentimento de que não está nas mãos de cada um a melhoria das condições globais de vida de todos. Mas está.

Especial Europeias 2009: Fim de Emissão

| 0 Comentários | Partilhar
European Flag


Após mais de doze horas, termina a emissão especial de cobertura das Eleições Europeias do blogue Avenida Central. Ao longo destas horas trouxemos-lhe as informações mais relevantes das eleições em Portugal, as contas do último eurodeputado, a informação dos principais palcos europeus, com destaque para a Holanda, a Espanha e o Reino Unido, os resultados detalhados de todos os concelhos do Minho, o discurso directo de alguns intervenientes e os melhores comentários.

As Eleições continuam nesta Avenida Central é certo, mas a edição especial finda por aqui. Aos nossos leitores, 2.222 no dia de ontem, um agradecimento especial pela confiança depositada. Lêmo-nos por aqui.

A vitória, nestes casos, é de quem a apanhar

| 0 Comentários | Partilhar
O PS sofreu hoje uma grande derrota: primeiro com a elevadíssima abstenção, depois com a constatação de que as sondagens estavam erradas. Apesar de esperada uma descida substancial em relação a 2004, os 26,6% são um resultado fraquíssimo e os cerca de 5% de distância em relação ao PSD serão, concerteza, muito difíceis de digerir.

Por outro lado, o PSD foi incapaz de aproveitar o descalabro socialista e, apesar de ser o partido mais votado, não é, nem de perto de longe, o vencedor da noite eleitoral: objectivamente, os 32% só convencerão os sociais-democratas que esperavam um mau resultado do PSD.

A verdade é que são os partidos de esquerda os grandes vencedores da noite, já que somados (CDU e BE) crescem mais que a soma de PSD e CDS. Os dois partidos de direita, aliás, ganham apenas cerca de 6,8%, enquanto BE e CDU sobem 7,4% em relação às últimas eleições europeias. Esta diferença, apesar de não chegar a 1%, acaba por representar uma vitória, que apesar de ligeira, é bastante objectiva: os dois partidos de esquerda (e neste caso o mérito é essencialmente do BE) ganham dois deputados, enquanto PSD e CDS ganham apenas um.

Aumentam também os votos nos pequenos partidos que ultrapassam os 5%, ainda que todos somados não cheguem ao número de brancos e nulos, algures pelos 6,6%. E também estes números merecem reflexão: entre a possibilidade defendida por algumas pessoas de representar democraticamente os votos brancos com cadeiras vazias no parlamento, ao convite a que os partidos com recorrentes maus resultados se convertam de partidos em movimentos.

Europeias no Reino Unido: actualização

| 1 Comentário | Partilhar
01h05m. Desde o final da primeira guerra mundial que o Labour não tinha um resultado tão dramático. Amanhã, devem-se conhecer os resultados oficiais e compreender quais as repercussões destas eleições.

00h43m.
Previsão BBC: Conservadores com 25 deputados, Independentes e Trabalhistas com 13, Liberais Democratas com 11, Verdes, BNP e SNP com dois cada.

23h55m.
A hipótese do Labour ficar em quarto lugar, com 16% é cada vez maior. O spin de que estas eleições são atípicas e que não se pode imputar responsabilidades políticas ao governo, já começou.

23h39m.
Confirma-se a eleição de um deputado para o BNP. Em Wales os Tories vencem. Desde 1918 que o Labour não perdia nesta localidade.

23h13m.
O BNP parece estar a caminho de eleger o líder e existe a possibilidade da eleição de um segundo eurodeputado.

22h48m.
Labour: 1999 - 28%; 2004 - 22,6%; Agora em 2009, fontes do Labour falam em 16 ou 17%.

22h35m.
Com 20% dos votos, o Labour parece arriscar ficar num quarto lugar.

21h00m.
Interessante. Alguns comentadores britânicos sugerem que Brown gostasse de um terceiro lugar atrás dos independistas que dos Liberais Democratas. Tudo por uma questão de spin, de como interpretar estas eleições e o seu contexto.

20h45m.
Não surpreende: Some Labour officials suggested tonight that the European figures could be "even worse" than the local ones.

20h43m.
Existem indicações que o Labour pode ficar em sexto em Cornwall, atrás dos Verdes e do Grupo Nacionalista Cornwall.

20h33m.
A dúvida persiste entre o terceiro e o quarto lugar do Labour, atrás certamente dos Liberal Democrats e a dúvida é com o UK Independence party. Há quem fale já em mais de um deputado para o BNP.

18h54m.
Basta um. Apenas um deputado do BNP (British National Party) eleito para o PE para que se inicie um terramoto no seio do governo Labour. Miliband, secretário dos negócios estrangeitos, descrevia ontem este cenário como vergonhoso. Será que se tal acontecer ele manterá o seu apoio a Brown como o fez até agora?

18h10m
. O Labour caminha para uma enorme derrota nestas eleições, mas Gordon Brown permanece resoluto em se manter como PM e voltou a garantir que não se irá demitir. Porém, já vários políticos dentro dos trabalhistas começam a questionar a necessidade de mudança de líder.

A ler: Brown stands firm as Falconer joins doubters, no Guardian; Gordon Brown facing big defeat in euro election, battered by Tories and UKIP, no Daily Telegraph. Lord Falconer says Labour 'probably' needs new leader, no Daily Telegraph.

PSD vence Eleições, Bloco em Terceiro

| 9 Comentários | Partilhar
Eleições Europeias 2009

00h23
. Fica ainda a lista dos candidatos efectivamente eleitos. Falta apenas o 3º do Bloco - Rui Tavares.

23h47. Com 32 consulados apurados, de 71, a abstenção está em 98%, com apenas 2300 votantes. Talvez as formas de voto tenham de ser um pouco flexíveis.

23h41. Abstenção 62,84% PSD 11,78% PS 9,88% BE3,99% PCP 3,96% PP 3,11% Brancos 1,72% Nulos 0,74%. Uma grande vitória para todo o sistema político.

23h39
. Rangel: Ferreira Leite "é a grande vencedora", Sócrates sofreu "derrota pessoal", no Público. BE em festa no Fórum Lisboa, no JN. PSD vence e Bloco de Esquerda elege três eurodeputados, no DN. PSD passa atestado de óbito ao governo socialista, no i. PS em queda. Manuela pode ser primeira em Setembro, no i.

23h18. Verifica-se uma derrota estrondosa do PS, mas uma vitória relativamente modesta do PSD. Lembra a TSF que este é o pior resultado PS+PSD desde 1985. Apesar de tudo, a grande derrota do PS, não corresponde a uma grande vitória do PSD.

PS, CDU e BE conseguem cerca de 48% dos votos enquanto o PSD e PP cerca de 40%. Apesar disso, pode o PSD ainda conseguir o 9º deputado (já agora, pois tratam-se de eleições europeias) e assim roubar ao BE o 3º deputado e conseguir um "empate" a 11, entre deputados à direita e à esquerda.
Se depender do estrangeiro, onde o PSD tradicionalmente é muito forte, talvez o deputado fuja ao BE.

23h16
. Com 2 freguesias por apurar, o Bloco de Esquerda está mais próximo de eleger o último deputado.

22h52. José Sócrates assume resultado decepcionante. PSD reclama vitória clara. CDS-PP vai apresentar moção de censura ao Governo. MMS lamenta falta de reconhecimento de novas opções pelos portugueses.

22h30. CDU e BE discutem, taco a taco, o 3º deputado. BE vai com quase mais 2000 votos do que a CDU neste momento.

22h20
. Não deu para o empate (em 7 deputados) entre PS e PSD, como especulei (Jorge Sousa), mas é agora certo que as sondagens saíram furadas. Os partidos falharam em capitalizar cerca de 6% dos votos, face ao PS, que se revelaram nulos ou em branco (4,64%). Fica o BE tão longe do 3º deputado como a CDU, mas o maior falhanço é o do PS, que acaba com 26,5%.

Comparando com Espanha, a diferença superior a 3,5%, que lá existiu entre PP e PSOE, poderá dever-se, precisamente, aos votos em branco. Em Espanha foi 1,41% e cá 4,64%. Assim se explicará, em parte, essa diferença e a vitória mais clara do PSD.

21h40
. A título de comparação e com 97% dos votos apurados, em Espanha houve apenas 214 mil votos em branco, num universo de 15 milhões de votantes. Nós em Portugal já ultrapassamos os 144 mil, entre 3 milhões de votantes.

21h30
. É notável que cerca de 140000 sejam votos em branco. Quase 5%. E se existissem cadeiras vazias?

21h20
. Com cerca de 10% de votos divididos (para já) entre brancos, nulos e votos noutros partidos (que não os cinco grandes), as projecções saem furadas. Ainda com muito por contar, PS tem, para já, menos do que o é projectado (26%). Por outro lado, sabe-se que o forte do BE são os centros urbanos, mas, para já, está longe do 3º deputado e dos 13% que algumas sondagens avançam. Como o BE, também o forte do MEP estará nos centros urbanos. Para já, tem 1,39%. Espera-se que suba e "roube" votos a alguns partidos.

21h05. PSD vence em Gualtar (Braga). Nas últimas eleições o PS tinha vencido com 48,31% dos votos. PSD e Bloco de Esquerda em subida acentuada no Minho.

20h55. Leitura das sondagens à boca das urnas, por Jorge Sousa

O PSD e PP (que em 2004 correram juntos) subirão cerca de 7%. O Bloco subiu cerca de 8-9%. PS desce 14%. Logicamente, conclui-se que o PS foi penalizado. Como afirmava o António Costa há pouco: em 2004, quando se deu a penalização do PSD-PP, o PS obteve 44%. O PSD ficar-se-á pelos 34%, no máximo. Uma vitória muito relativa pois, no panorama geral, os partidos mais à direita perdem claramente para uma esquerda que cresce. Segundo as sondagens, a direita não elege mais do que 10 deputados. Sobram 12.

Do ponto de vista Europeu, o PPE sai a perder, em Portugal. Do ponto de vista nacional, quem, apesar de tudo e com menos votos, tem melhores condições de governar é o PS, em coligação. Como referi há dias, em democracia, não vence - e governa - sempre quem tem mais votos.

Há ainda duas notas a acrescentar. Primeiro, em 2004, cerca de 5% dos votos foram para partidos mais pequenos que nem sequer constam destas sondagens, pelo que os resultados finais dos "grandes", provavelmente, não irão corresponer ao valor mais alto que lhes é atribuído nas sondagens. Um cenário de empate (em nº de deputados) entre PS e PSD não é de descurar. Segundo, entre PS e PSD há o factor (positivo) Rangel e o factor (negativo) Vital, que poderão ser enganadores, quanto a uma leitura legislativa.

20h42
. «Previsão baseada na média das Projecções: Último deputado será o 8º do PS, o 3º do BE ou o 3º da CDU. Nesta disputa BE está à frente.», via @joaomiranda.

20h28. Ricardo Costa: «é uma grande derrota do Primeiro Ministro.» (SIC)

20h21. PSD+PP sobem pouco mais de 7% e Bloco sobe cerca de 8-9%. PS desce 14%. Já se grita vitória na sede do PSD.

20h06. PSD agradece confiança aos Portugueses.

20h04. Todas as projecções dão vitória ao PSD e colocam o Bloco de Esquerda em terceiro lugar.

Europeias 2009: actualização

| 0 Comentários | Partilhar
23h40. O PPE consegue cerca de 40% dos votos, sobe 4,4% e consegue entre 263 e 273 deputados. Mais 100-120 do que o PSE, que desce 1,6%, para 26%.

Os Liberais ficam com cerca de 78-84 deputados. Já os Verdes sobem para 52-56, enquanto a Esquerda Unitária desce para 33-37.

A União para a Europa das Nações terá entre 33-37. O Identidade, Tradição, Soberania entre 15-16, descendo. Entre 83-89 deputados não se integram em nenhum dos grupos.

Apesar de estas eleições serem mais importantes e consequentes do que as anteriores, a participação desceude 45,47% para 43,01%.


Alemanha. Bloco conservador de Angela Merkel (CDU+CSU) vence eleições na Alemanha com 38,4% (-6,1%) contra 21,2% (-0,3%) dos sociais democratas (SPD). Os Verdes alcançam 11,5% (-0,4) e o Partido Liberal (FDP) chega aos 10,6% (+ 4,5). À Esquerda o Die Linke consegue 7,5%, (+1,4). Os níveis de participação eleitoral foram de 42,5%, semelhantes aos de 2004 (43%).

Áustria. O partido conservador ÖVP vence as eleições com 29,7% dos votos. Os sociais democratas do SPÖ têm uma derrota histórica ficando-se pelos 23,9%. Os partidos eurocépticos - Martin, FPÖ e BZÖ - obtém em conjunto mais de 35% dos votos. A taxa de participação foi de 41,2%.

Bulgária. Da Bulgária chegam relatos de compra de votos. Trata-se de um dos vários países que entraram em 2007, sendo que já na altura se questionava até que ponto a corrupção teria baixado para níveis "toleráveis". No próprio dia das eleições, uma lembrança de algo que deveria ter sido discutido na campanha, pois outros países procuram entrar na UE. Desenvolvimentos no El Mundo. Adenda: Também (do sul) de Itália chegam relatos semelhantes, com preços desde 80 cêntimos para pacotes de votos. Adenda 2: Os conservadores vencem as eleições da Bulgária.

Chipre. Comunistas perdem eleições no Chipre para os conservadores.

França. Batido novo recorde com 60% de abstencionistas. UMP de Sarkozy vence em eleições (28%) marcadas pelo recuo dos socialistas (17%).

Hungria. A maior formação de oposição de direita, o partido Fidesz, venceu as eleições deixando os socialistas (MSZP) a grande distância com apenas 19%. A extrema-direita atingiu os 8%.

Itália
. O partido do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, o Povo da Liberdade, conseguiu uma vitória com 39 a 43 por cento dos votos. O Partido Democrático, de esquerda obtém 27 a 31 por cento, enquanto que a Liga Norte (direita) obtém entre 6,5 e 10,5 por cento, a Itália dos Valores entre 5 a 8 por cento e a UDC entre 3,7 a 5,7 por cento.

Último Deputado é do Bloco

| 0 Comentários | Partilhar
Está desfeito o mistério da noite. O último Eurodeputado é do Bloco de Esquerda. A freguesia que falta apurar é Limões em Ribeira de Pena, uma freguesia em que votaram 149 pessoas nas últimas eleições e, para compor o quadro eleitoral, resta contabilizar os votos de alguns consulados.

Neste momento, o PSD precisava de uma vantagem de 27000 votos sobre o Bloco de Esquerda para poder obter o nono deputado e a CDU precisava de ganhar mais 2500 votos que o bloquistas. Tanto uma como outra situação são altamente improváveis, estando desfeito o mistério da noite.

Europeias em Espanha: actualização

| 0 Comentários | Partilhar
rajoy

02h00. Os resultados finais podem ser consultados aqui.

00h09
. Socialistas vencem na Catalunha e o PP cai para terceiro na região mais produtiva de Espanha.

22h43m. O PP vence «pero por una diferencia menor de la esperada». Seja como for, Mariano Rajoy sai reforçado e Zapatero castigado.

21h45m. A vitória modesta do PP em Espanha provoca estes títulos: «El PP gana las europeas pero no logra rentabilizar el impacto de la crisis», no El País.

21h40m
. A título de comparação e com 97% dos votos apurados, em Espanha houve apenas 214 mil votos em branco, num universo de 15 milhões de votantes. Nós em Portugal já ultrapassamos os 140 mil entre 3 milhões de votantes.

21h35m
. São cerca de 3,7% de diferença entre PP e PSOE, com o PP a obter sensivelmente mais 600 mil votos do que o PSOE, num universo de cerca de 15 milhões de votantes. A abstenção ganhou, com 17 milhões.

21h15m
. Com direito a eleger menos 4 deputados do que em 2004. O PP prepara-se para eleger 23 (menos 1) e PSOE 21 (menos 4).

21h
. Ainda com cerca 92% das mesas apuradas, a afluência estima-se em 45%. PP vai à frente com 42% enquanto o PSOE desce 5%, para 38,6%. CEU com 4,89%, IU-ICV-EUiA-BA com 3,78% UPyD com 2,87% e Edp-V com 2,63%. Estes são os resultados provisórios.

19h
. Peripécias (anécdotas, em Espanhol) do dia eleitoral em Espanha.

18h
. A afluência às urnas regista-se em 33,94%, praticamente o mesmo nível de 2004 (ainda sem dados da totalidade das mesas de voto). Actualização: Já com todas as mesas de voto apuradas, a afluência, a essa hora, fixa-se em 33,79%.

14h
. Não obstante a diferente referência (12h em Portugal), a afluência às urnas em Espanha é notoriamente mais alta: 24,12%, segundo o El País; 23,99% segundo o Publico.es, que noticiava um pouco antes das 14h, mas que acrescenta ainda: "Ni participación en masa, ni abstención masiva"

A ler: Una alta abstención en las elecciones europeas beneficiará a los radicales, no El País; Europa llega a la encrucijada, no Publico; Los dilemas europeos, no El País; Cinco razones para votar, no Publico.

Eleições 2009: Resultados no Minho

| 2 Comentários | Partilhar
O PSD venceu em Braga e Viana do Castelo, num total de 19 vitórias nos concelhos do Minho. O PS obteve mais votos em 5 concelhos, entre os quais se destacam as vitórias em Guimarães e Fafe. Em termos percentuais, o PSD obteve 36,17% dos votos contra 28,67 no Distrito de Braga e 38,35% contra 25,62% no Distrito de Viana do Castelo. O CDS-PP foi a terceira força mais votada nos dois distritos e o Bloco de Esquerda a força que mais subiu.

Amares. Vitória do PSD com 43,56% dos votos contra 22,84% do PS (39,71% em 2004). O Bloco de Esquerda dispara de 2,23% para 7,73%.

Arcos de Valdevez. PSD vence com 49,77% dos votos contra 25,22% do PS.

Barcelos. Vitória do PSD com 44,92% dos votos contra 22,86% do PS. Subida expressiva do Bloco de Esquerda para 7,71%.

Braga. Vitória do PSD com 31,51% dos votos. O PS obtém 27,24%. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada no principal centro urbano do Minho com 12,42% dos votos. CDU supera CDS-PP.

Cabeceiras de Basto. Vitória do PS com 42,17%, menos 14% que em 2005. O Bloco de Esquerda sobe de 1,14% (74 votos) para 4,46% (290 votos).

Caminha. PSD vence com 34,76% dos votos contra 29,1% do PS. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 10,95%.

Celorico de Basto. PSD repete vitória de 2004, desta feita com 51,04% dos votos.

Esposende. PSD (44,02%) esmaga PS (19,81). CDS-PP é a terceira força mais votada com 13,1% dos votos.

Fafe. Vitória do PS com 38,48% contra 31,13% do PSD. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada.

Guimarães. O PS vence com 33,44% dos votos contra 27,71% do PSD. CDU é a terceira força mais votada com 10,16% (+2%) e o Bloco de Esquerda multiplica votos, subindo de 3,02% para 9,17%.

Melgaço. Resultado equilibrado com vantagem do PSD que vence com 38,89% contra 37,18 do PS. CDS-PP com 6,95% e BE com 5,63% são a terceira e quarta forças mais votadas.

Monção. PSD vence com 39,63% contra 28,94% do PS.

Paredes de Coura. Resultado equilibrado com vitória do PSD com 35,66%. O PS obtém 34,26%. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 8,57%.

Ponte da Barca. PSD lidera com 48,42% contra 31,63%. O BE fica em terceiro com 5,33%.

Ponte de Lima. PSD vence com 44,22% e o CDS-PP é a segunda força mais votada com 18,95%. O PS cai para terceiro com 17,15%.

Póvoa de Lanhoso. Vitória do PSD com 45,4% dos votos contra 32,14% do PS.

Terras de Bouro. PSD esmaga PS com 52,15% dos votos contra 23,33% do PS. O Bloco de Esquerda subiu de 1,54% para 4,29%.

Valença. Vitória do PSD com 42,26% dos votos contra 25,83% do PS.

Viana do Castelo. PSD reconquista a capital do Alto Minho com 31,25% dos votos. O PS obtém 25,24% e o Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 12,86%.

Vieira do Minho. Vitória do PSD com 46% contra 30,74% do PS. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 5,49%.

Vila Nova de Cerveira. O PSD venceu por 2 votos (35,78% contra 35,72% do PS). O Bloco de Esquerda atinge 7,41% dos votos.

Vila Nova de Famalicão. Vitória tangencial do PS com 30,75% contra 30,27% do PSD. O CDS-PP obtém um resultado espantoso na terra de Nuno Melo com 16,7% dos votos.

Vila Verde. A mais esmagadora de todas as vitórias do PSD no Minho, com 60,77% dos votos para José Manuel Fernandes, Presidente do Município e candidato a Eurodeputado. O PS ficou-se pelos 14,53% dos votos.

Vizela. Vitória clara do PS com 40,15% dos votos contra 22,19% do PSD. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 11,34%.

Eleições 2009: O Caso do Arco de Baúlhe

| 1 Comentário | Partilhar
No Arco de Baúlhe, o PS obteve 241 votos (-143), o PSD chegou aos 216 (em 2005 tinha tido menos 32 em conjunto com o PP), o Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 54 votos (+40), o CDS-PP tem 32 votos e a CDU chegou aos 17 votos (+10).

Visto de Dentro da Boca das Urnas

| 0 Comentários | Partilhar
A assembleia de voto em Arco de Baúlhe conta 2 mesas: 1 que abarca os primeiros números, dos eleitores mais velhos, e outra, a segunda, com os eleitores mais novos. Se na primeira mesa, a adesão já ultrapassa os 40%, na segunda mal deve chegar aos 30%. Sem grandes exercícios de análise, isto mostra uma falta de participação nestas eleições que é aparentemente mais vincada da juventude. Temos uma geração mais nova a desligar-se da democracia, com o futuro da União Europeia nas mãos e sem grande interesse por esta. Será este o sintoma em Portugal: a abstenção, da doença que lá fora dá antes forma a votações maciças na extrema-direita?

Europeias em Portugal: actualização

| 1 Comentário | Partilhar
Projecção JN

20h. PSD venceu as Eleições Europeias 2009 por larga vantagem. BE é a terceira força mais votada com 3 deputados.

19h51m. No twitter, José Manuel Fernandes e Henrique Monteiro afirmam que PSD lidera sondagens da Católica (RTP), da Eurosondagem (SIC) e da Intercampus (TVI).

19h46m. Almeida Santos (PS): «Ter mais um deputado que o PSD já seria bom».

19h34m. «Eurosondagem dá PSD è frente, Católica dá PS à frente, Intercampus não sei. Intervalos muito pequenos», via @JMF1957.

19h10m. «Eleições europeias que hoje se realizam custam quase 10 milhões de euros», via @SicOnline. Face a custos desta ordem, justificar-se-á a realização de eleições Autárquicas e Legislativas em separado?

19h
.
Abstenção nos 61,5-65,5% (TVI); 61-65% (RTP); 60-64% (SIC/Expresso). Seguramente que não será causa única e muito menos maior, mas «muitos portugueses escolheram hoje as praias do Algarve como destino para passar o dia, apesar de ser o dia das eleições europeias», via RTP.

17h30m.
Como já havia sido noticiado antes nalguns meios e referido aqui no Avenida Central, quem já tem o cartão de cidadão pode ter alguns problemas para votar, pois passa a votar não no lugar onde estava recenseado, mas sim no local onde reside. Se de manhã já tinha recebido «algumas dezenas», o JN noticia agora que a CNE já recebeu mais de 250 queixas.

16h
. Afluência de 26,82% no território nacional. A cinco horas do fecho das urnas, perspectiva-se uma abstenção histórica.

13h. Televisões preparam edições especiais para acompanhar as eleições.

12h. A afluência às urnas queda-se nos 11,8%, abaixo da registada nas últimas eleições europeias que era de 14,2% à mesmo hora. As últimas mensagens dos protagonistas: PR, PS, PSD, BE, CDU, PP, PH, MPT. Adenda, via @JMF1957: Face a 2004, há mais 733 mil eleitores inscritos mas até ao meio dia votaram menos 118 mil.

11h. Castanheira do Vouga boicotou as Eleições Europeias devido à inexistência de banda larga na freguesia. Apesar de tudo, não deixa de ser uma boa notícia para o país do choque tecnológico.

Europeias na Holanda: comentário

| 1 Comentário | Partilhar
Red shields @ Utrecht
© Christiaan Brugge

Se bem que é inegável que o PVV, partido de extrema-direita, foi o grande vencedor da eleição para o Parlamento Europeu nos Países Baixos, há outras faces dos resultados, tal como mostra uma lista dos resultados esperados.

É de notar o crescimento do partido D66, um partido radical democrata e o mais pró-Europa da lista, que passa de um deputado a três. Também a EsquerdaVerde (GroenLinks) conseguiu mais um deputado, tendo agora três. Os grandes perdedores são os partidos de centro (CDA e PvdA, partidos na actual coligação no governo), agora reduzidos a cinco e três lugares respectivamente, contra sete actuais. Estes resultados levam alguns a crer que os Países Baixos são agora um país polarizado...

Embora estes resultados sejam considerados provisórios, a Comissão Europeia já pediu aos Países Baixos explicações pela sua revelação. De acordo com as regras, nenhum país deverá revelar os resultados antes das 20h de Domingo.

O Dia Eleitoral

| 2 Comentários | Partilhar
Desde as sete horas que a equipa da mesa de voto está reunida. As urnas abriram às oito, já com gente à espera para votar. Até agora, tudo decorre com normalidade. A assinalar apenas a confusão que o Cartão do Cidadão está a causar: a suposta reforma eleitoral veio complicar mais o voto.

O Cartão do Cidadão reúne cinco cartões num só, mas não traz impressos todos os antigos números. Uma vez que as listagens na mesa de voto ainda estão organizadas por número de eleitor (sendo a pesquisa feita através deste), sempre que um eleitor nos apresenta o seu novo cartão sem trazer o antigo cartão de eleitor ou sem saber de cor o número obriga a que um membro da equipa da mesa de voto tenha de recorrer ao computador portátil, com internet portátil, que o Presidente de Junta trouxe de sua casa para pesquisar na página do recenseamento do Ministério da Administração Interna o número do eleitor.

[texto escrito por Tiago Laranjeiro para a Edição Especial Europeias 2009]
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

Pesquisar no Avenida Central




Subscreva os Nossos Conteúdos
por Correio Electrónico


Contadores