Mesquita Machado fechou a porta aos que ainda sonhavam com uma regionalização a sério. «Há um grande consenso numa futura regionalização desde que ela assente nas cinco regiões», afirma o Presidente da Câmara de Braga.Foi anunciado que a nova Região do Turismo do Norte iria apostar na marca "Porto" e ao autarca bracarense não se ouviu uma única palavra de protesto. Apenas o acenar devoto aos intentos da direcção nacional do seu partido. Entretanto, foi proposto por Ricardo Rio que a sede da Região de Turismo se situasse no Minho e a resposta foi um insólito «não se pode entrar num bairrismo parolo que muito tem prejudicado o desenvolvimento do país. Não posso defender a minha vontade. Não sou tolinho para fazer uma reivindicação isolada, não sei se é justo e se a sede pode ser aqui.»
Não sabe!? Como é possível o Presidente da Câmara não saber qual é o interesse do município que dirige? Como é possível não ter opinião sobre uma matéria tão relevante como o turismo? Como é possível manter-se insensível à posição assumida pelo Presidente da Região de Turismo do Verde Minho?
É por tudo isto que Ricardo Rio lamenta que o presidente da autarquia tenha «uma óptica redutora e não tenha em conta a especificidade do sector que é muito importante para o concelho» porque trata-se de uma área que «merecia maior dinâmica e podia ser mais potenciada».
Os decisores políticos locais, ao apoiarem com serviçal devoção o projecto de regionalização a 5, dizimam a razão de ser deste debate. O Minho está morto. Braga, em matéria turística, não será mais que uma espécie de Jardim Zoológico que os turistas captados instalados no Porto visitarão de autocarro, numa tarde divida com Guimarães. Podem encomendar o requiem para o Minho, mas não contem comigo para carpir.










