Avenida do Nosso Umbigo

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Há uns dias, Pedro Correia, do Corta-Fitas, esteve na Antena 1 onde, entre outras coisas, mencionou diversos blogues que gosta de ler, «como o Arrastão, o Blasfémias e o Portugal dos Pequeninos, sem esquecer os melhores de âmbito regional, como a Avenida Central ou a Praça da República». Também na Antena 1, o Vitor Pimenta foi lido pelo Pedro Rolo Duarte, a propósito do texto sobre Obama nas Alturas. Deixo também uma nota de agradecimento para a simpática referência de Paulo Gorjão.

Com 35.460 visualizações de páginas, 23.614 visitas e mais de 1.100 leitores diários, Janeiro foi o mês em que o blogue Avenida Central bateu todos os recordes da sua história.

A todos, o nosso muito obrigado.

Acontece no Minho [18]

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© Paer Kjellén

Para terminar a semana, depois de algumas sugestões perdidas, ficam os espectáculos de hoje no Centro Cultural Vila Flor e no Theatro Circo, em Guimarães e Braga, respectivamente.

Amor de Perdição (ópera)
[Sábado, Janeiro 31, 22h. Grande Auditório, CC Vila Flor, Guimarães. €15 a €10]
Um século depois da sua estreia, “Amor de Perdição” volta a estar em cena. Considerada a ópera mais representativa do período romântico português, esta obra ombreia musical e estilisticamente com a grandiosidade da escrita de G. Puccini (1858-1924) e J. Massenet (1842-1912). “Amor de Perdição”, de João Arroyo, é uma ópera em três actos, com libreto de Francisco Bernardo Braga. Baseada no romance homónimo de Camilo de Castelo Branco, escrito em 1861, a obra lírica reconstitui a história de amor proibido que deixou um marco na literatura portuguesa. (ccvf)

Sir Richard Bishop (música)
[Sábado, Janeiro 31, 21h30. Sala Principal, Theatro Circo, Braga. €10]
Elemento fundador dos históricos Sun City Girls, Bishop merece todas as salas cheias do mundo. Existirão pouco músicos tão generosos, virtuosos, livres e universalizantes a pisar palcos hoje em dia como ele. Um verdadeiro mestre contemporâneo. (theatrocirco)

Ano Internacional da Astronomia

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Beautiful as the Moon... (redux)
© rgdaniel

Com um concerto e uma conferência da Professora Teresa Lago na Casa da Música do Porto, a comunidade astronómica portuguesa assinala hoje o arranque oficial do Ano Internacional da Astronomia 2009. Em Braga, a Orion (Sociedade Científica de Astronomia do Minho) promove uma conversa informal sobre o Ano Internacional da Astronomia. A iniciativa começa às 22 horas, na FNAC.

Braga e o Comboio de Alta Velocidade (TGV)

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Plano de Passagem do TGV em Braga - Janeiro de 2009

Está desfeito o mistério sobre o canal que vai ser utilizado para a linha de alta velocidade na cidade de Braga. Segundo os planos divulgados pelo Governo, a alta velocidade utilizará o canal actualmente existente até Aveleda, onde desvia para Norte em direcção a Gondizalves e Semelhe. Assim, a nova estação ferroviária de Braga deverá localizar-se no extremo oeste da cidade, entre as freguesias de Ferreiros e Aveleda.

Ainda a Lei do Divórico

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Num evidente compasso com as posições da hierarquia da Igreja Católica, Cavaco Silva prossegue a campanha de diabolização da nova lei do divórcio. Ao falar em Fátima diante de uma plateia repleta de activistas católicos, o Presidente da República disse «temer que a nova lei do divórcio leve ao aumento do número de “novos pobres”». Apesar das preocupações do Presidente, não creio que a deterioração das relações afectivas que fundeiam o casamento civil esteja dependente das normas jurídicas que enquadram o divórcio.

A ler: Antes de se divorciar, olhe lá outra vez para o extracto bancário, por Pedro Sales; Fixação Presidencial, por Vital Moreira.

Carga de Trabalhos

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Para contrariar as notícias dos últimos dias, em que grandes empresas anunciaram cessar milhares de postos de trabalho, a (possível) futura emissora de televisão (digital) generalista portuguesa, que ainda nem sequer sabe se ganha o concurso de emissão em sinal aberto, já começou a recrutar pessoal para "cerca de 330 postos de trabalho directos com contratos sem termo". (via)

Think Pong

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Os irmãos Silva convidam Luísa Teresa Ribeiro e Luís Soares para uma conversa sobre "Blogues - Espaços de (Des)Informação", que terá lugar amanhã pelas 15 horas no Centro de Artes e Espectáculos São Mamede, em Guimarães.

Capítulo 27: do assobio

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Quando há uma semana li o Rui Tavares chamar ao Andrew Bird "o meu génio vivo preferido", roí-me de inveja. Era mesmo isso, porque é que não me lembrei antes? E andava eu há um mês a pensar em palavras que escrevessem uma justa homenagem ao Noble Beast, o novo álbum do senhor pássaro.

Bird é como um sofisticado homem dos sete instrumentos, manobrando violono, guitarra, glockenspiel e assobio - e que assobio! - à cadência de pés calçados de meias-riscas. E os concertos são isso mesmo: à vez, instrumento a instrumento, para no fim soarem todos em conjunto, em músicas que nunca são iguais e que não terminam em si mesmas.

Estará na harmonia, no equilíbrio, na melodia; estará também na fina ironia, na poesia. O segredo deste álbum estará algures por aí mas vai muito mais além: é uma obra-prima e cresce com o tempo. Para mim, é já o melhor da discografia do senhor e, no primeiro mês do ano, é já o melhor de 2009; no fim logo se vê.

As ideias que vos deixo para esta semana de chuva são as das bonitas composições cromáticas nas paisagens de Noble Beast. Boas audições!

Padre Fontes e Maya de Sobrolho

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«José Sócrates enfrenta "poderes ocultos"...» [Público]

Havia de Vir-se Outro Salazar

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A SIC prepara-se para exibir (será mesmo esse o termo adequado) uma mini-série sobre a vida sexual do ditador que caiu da cadeira, baseado no livro da Felícia Cabrita - mulher com interesses estranhos no que toca ao romper de meias-solas da classe política portuguesa. O papel de Presidente de Conselho foi entregue a Diogo Morgado (nada contra o fundador do blog, tudo pelo blog), crónico e mais-que-agastado actor do quadro de Carnaxide, desde que se andou a lambuzar, ainda pós-púbere, com a professora Teresa.

A receita deverá ser a mesma do Crime do Padre Amaro: um rapagão vestido em tons de preto/cinzento-escuro, com o desígnio de Deus, os seus dilemas morais e cheinho do charme (com) que o poder encerra - ou melhor - abre as pernas à Soraia Chaves. A ela, calha-lhe um Salazar relativamente bem-parecido e com abdominais definidos. Às outras, da vida real (vila real, como eu dizia quando era garoto), calhou-lhes um de mofo...

Mas enfim, em contexto de crise, de amuo com a Democracia e com o país, sem um bode expiatório que valha, nada como trazer à memória e criar expectativas com saudades do tempo em que o austero professor Oliveira Salazar, de Santa Comba Dão e tez beata, mantinha o país endireitado pela espinha - que nem se mexia-, e por outro lado era sedutor(?) e mulherengo como um português de raça deve ser, com o seu pau de rapadura (do mesmo nome), e não como estes maricas e intrometidos de agora...

Trabalhar Mal

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O condutor encosta a traseira do camião ao sítio do passeio mais recomendável para a realização do trabalho que há para fazer. Depois, os três homens da empresa transportadora de Valongo envolvem-se em demoradas manobras para fazer descer para o passeio um enorme e pesado objecto. O destinatário é um supermercado. O objecto, percebe-se depois, é um daqueles expositores frigoríficos que servirá para a colocação de, por exemplo, queijo, iogurtes e coisas do género. Os três homens vão movendo, a custo, o objecto, tentando encontrar um modo de o colocar na rampa elevatória do camião. O tamanho do expositor, terão julgado estes homens, torna o trabalho difícil. Mais do que difícil: impossível, constataria facilmente qualquer pessoa que reparasse na cena. Esforçados, os homens não desistem. Bastante tempo depois de as operações se terem iniciado, o expositor tomba sobre um dos homens. As pessoas que observaram o que se passou gritam. Muita gente acorre, subitamente, de todos os lados para levantar o objecto ainda mais pesado do que parecia. Um milagre fez com que o trabalhador tivesse encaixado na parte do expositor em que se colocam as prateleiras. Não ficou, por isso, esmagado. Nem ele nem qualquer uma das inúmeras pessoas que constantemente passavam junto ao camião com a traseira colocada em cima deste passeio bracarense.

Há, todos os dias, milagres assim. Entre nós, trabalha-se, demasiadas vezes, muito. Muito, mas mal, muito mal. De forma desleixada ou incompetente. Colocando em risco vidas que apenas por milagre se salvam.

Abismo

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Outras Avenidas [2]

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Bruno Gonçalves, autor do Avenida Central, tem agora um novo Contentor.

O Populismo Não Tem Limites?

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«Não podemos ter uma turma com 30 estudantes à volta de um doente. Não podemos receber 700 alunos ou aumentar as vagas e continuar o patamar de qualidade de ensino.» [Público]

A Ministra da Saúde quer que os alunos que estão a estudar Medicina no estrangeiro ingressem automaticamente nas Universidades nacionais. A ideia não é feliz:

em primeiro, porque este não devia ser um assunto da competência da Ministra da Saúde, mas do Ministro do Ensino Superior;

em segundo, porque os alunos que estão no estrangeiro tiveram notas mais baixas que muitos outros que não ingressaram em Medicina em Portugal;

em terceiro, porque não há capacidade para integrar todos os médicos que estão em formação nos Internatos Médicos nem no Serviço Nacional de Saúde.

Portugal Revisitado

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«É um país de tuberculosos arguidos, governado por um tuberculoso suspeito.» [Winston Churchill, citação modificada]

A Cicuta

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Fosse este um País decente, sem distracção em coisas de importância inchada, como os futebóis e as suas comadres zangadas, as Fátimas Felgueiras e parideiras, os fados de salão desgraçado que inquinam de tristeza a Praça da Alegria, e José Sócrates daria um oportuno exemplo para a punidade política.

Por simples e óbvio motivo: mesmo sem "luvas", tem as mãos metidas no Caso Freeport. Quanto mais não seja porque imita, na ascensão, o político do arranjinho, ao amigo, ao tio e ao primo (mesmo que lhe chame "filho do meu (seu) tio" - não o deve gramar nem a tiro, agora que lhe destapou os pés). Está comprometido porque não é diferente a arranjar toda e qualquer desculpa para distorcer as regras do ordenamento do território da noite para o dia. (Diria antes: o ordenhamento do território.) Do julgamento político - pelo menos - ficaria o precedente, a bem de uma democracia de políticos desassossegados.

Mas não. Ainda nestes dias lançou as barragens do Tâmega, qual Roosevelt untado de pro-retinol A, e justificou a megalomania em meia dúzia de disparates enclichezados sobre energia, potencial hídrico, investimento estrangeiro e dependência de petróleo, que qualquer distraído come. O processo está, aliás, acelerado e em total vilipêndio com impactes ambientais e interesses das populações - é o desajuste directo. No dia seguinte, seguiram-se as auto-estradas no Sul. O discurso de tom anti-depressivo foi com o vento, como quase ia a barraca onde se apertavam ministros e diáconos do habitual conclave.

Para mal dos pecados de uma economia em recessão, Sócrates está visivelmente amuado e em modo de gestão de prejuízo, sem plano de salvação, depois de um mandato falhado e desgastante. Já não vale como primeiro-ministro, nem como secretário-geral: passou de Tony a Gordon em menos de 4 anos. Se alguma coisa ainda lhe segura a aura enjoativa, é a paralisia messianista do actual Partido Socialista e a nulidade caturra e engrunhada de Ferreira Leite.

Das Prioridades

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«Pelo menos seis jovens portugueses abandonaram o sistema escolar nos últimos dois anos por não conseguir aguentar a discriminação perante a sua orientação sexual. E oito admitem ter mesmo tentado o suicídio.» [JN]

Quando José Sócrates anunciou que o Partido Socialista vai propor o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa apressou-se a dizer que é «desproporcionado que o partido do governo se fixe neste assunto dos casamentos homossexuais, quando há tantos problemas graves e gritantes na nossa sociedade actual.» O argumento da Igreja Católica é, obviamente, falacioso, demagógico e populista.

Em primeiro, porque é manifestamente desproporcionado dizer que o partido do governo se fixou no assunto. A medida foi anunciada por entre muitas outras e o destaque informativo é da exclusiva responsabilidade dos órgãos de comunicação social;

em segundo, porque a resolução deste problema social que afecta alguns portugueses não colide com a procura de soluções para os outros graves e gritantes problemas da nossa sociedade actual;

em terceiro, porque não se percebe a postura da Igreja Católica enquanto principal promotor da homofobia militante em Portugal quando se sabe que há pessoas que sofrem até à morte pela discriminação das sociedades religiosas mais tradicionais.

Top Ten da Gatunagem

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Árbitros Roubam Sporting de Braga
© Alex Prata

Soube-se hoje que Vítor Pereira não tem coragem para vir a Braga, a cidade mais martirizada pela incompetência (será gatunagem?) da turba que dirige. O homem não tem rosto para assumir os protestos mais que justificados dos bracarenses. Com mais esta atitude absolutamente inaceitável e a transparecer demasiados telhados de vidro, Vítor Pereira demonstra que não tem condições para permanecer na Liga de Clubes. É tempo de dizer basta e varrer com esta cambada que já é profissional no roubo à mão armada.

Adenda - Segundo o site da Liga, a última jornada teve menos 61% de adeptos nos estádios do que a anterior. Isto significa que os portugueses levaram a sério o repto irresponsável de Vítor Pereira e demonstraram que não acreditam no futebol nacional.

Adenda 2 - Sobre a polémica do último jogo do Braga em juniores, fica a imagem que comprova que o golo é regular. A ler na edição de hoje do Correio do Minho.


Mesquita Machado : «Se não fosse espoliado o Braga estava na frente» :: Record
Paraty e Cosme Machado insultados em Braga :: Record
Coligação PSD/CDS apresenta moção em defesa "verdade desportiva" :: O Jogo
Mesquita promete entregar ao Ministério Público :: Público
Jesualdo admite golo irregular e penálti a favor do Braga :: JN
"Braga poderia estar em primeiro lugar" :: JN

Referendo 2009: Viana Continua Isolada

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Os vianenses disseram em referendo que preferem continuar orgulhosamente sós no contexto das Comunidades Intermunicipais do Minho. O resultado, embora com uma enormíssima abstenção, diz muito sobre o populismo do municipalismo português. Ao chantajar os eleitores fazendo depender a sua continuidade da vitória do Não, Defensor Moura transformou o referendo de Viana numa espécie de primárias das próximas eleições autárquicas. Desta experiência de Viana, sobram várias conclusões sobre as quais podemos reflectir:

1) os vianenses escolheram não integrar nenhuma Comunidade Intermunicipal, furando a estratégia delineada pelo próprio Partido Socialista. Embora conscientes das fragilidades da Lei, a verdade é que trabalhar numa perspectiva integrada nos parece mais vantajoso do que limitar os horizontes do progresso e da modernidade ao próprio umbigo;

2) não se tratando da solução perfeita, as Comunidades Intermunicipais são um passo intermédio rumo à regionalização. Estamos em crer que a regionalização, no âmbito de um processo alargado de reorganização administrativa do país que inclua a fusão e a extinção de alguns concelhos e freguesias, se constitui como a melhor resposta para os desafios actuais do país e da região;

3) os referendos em Portugal são invariavelmente pouco participados e os debates que os precedem resvalam com demasiada frequência para um populismo folclórico. Salvo raríssimas excepções, o âmago das questões nunca é debatido em profundidade e as populações não são verdadeiramente envolvidas num processo consciente de tomada de decisão;

4) o municipalismo português está invariavelmente associado a um indesejável culto da personalidade. Mais do que ideias e projectos, as eleições municipais são um escrutínio ao senhor simpático que pagou as viagens a Fátima, que arranjou o passeio lá da rua e que ofereceu os cabazes de Natal aos "desfavorecidos" do bairro.

Texto editado às 1.30 de 26 de Janeiro de 2009.

A Tragédia da Rua dos Chãos

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Quatro meses depois da tragédia da Rua dos Chãos, o caso continua a agitar a cena política bracarense. Sem grandes avanços nas demandas judiciais nem nos trabalhos do terreno, os bracarenses continuam a viver com o coração nas mãos tamanho é o número de casas devolutas na cidade e, pior que tudo, tal é o medo dos atentados urbanísticos que poderão ser cometidos em cada um desses locais.

A ler: Sobre a intenção de intervenção nos edifícios da Rua dos Chãos, comunicado do PCP Braga.

O Roubo Continua...

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Estados de Alma - Estão a Roubar o Sporting de Braga
© Superbraga

«Notas finais para a desastrada actuação do trio de arbitragem liderado por Paulo Costa. Foram muitos e gravosos os erros.» [Mais Futebol]

«O primeiro golo vai juntar-se à imensa série de polémicas relacionadas com a arbitragem que agitaram as últimas semanas, já que Hulk estava em fora-de-jogo antes de fazer a assistência de cabeça.» [JN]

Reina a impunidade geral no futebol nacional. Depois de toda a polémica das últimas semanas, o árbitro escolhido pelo senhor Vítor Pereira fez o favor de errar com gravidade em claro prejuízo do Sporting de Braga. Tudo isto sucede perante a passividade cúmplice dos dirigentes desportivos, das autoridades judiciais, do poder político e da comunicação social.

Os roubos de que o Braga tem sido alvo agradam a demasiada gente e, infelizmente, estão entre nós alguns dos que dão crédito a benfiquistas sectários que escrevem por encomenda e que, obviamente, não lêem nem nunca leram o Diário do Minho. Desengane-se quem pensa que pode denegrir o Sporting de Braga enlameando os seus dirigentes ou qualquer dos seus adeptos. Afinal, o que é que os negócios de um adepto do clube têm a ver com as recentes polémicas de arbitragem?

Participação disciplinar contra Paulo Costa vai avançar :: Record
António Salvador: «Fomos roubados» :: Record
Sp. Braga participa disciplinarmente do árbitro :: O Jogo
Jorge Jesus: "Golo irregular e penálti" :: O Jogo
Erros a Mais dos Árbitros :: SC Braga
Braga participa disciplinarmente do árbitro :: JN

Justiça de Vidro

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O principal problema de um sistema judicial falido como o nosso é que nunca se sabe quem são os inocentes e quem são os culpados. José Sócrates disse o mesmo que disseram Dias Loureiro, Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Isaltino Morais. Estão todos inocentes. E agora?

Duas coisas são certas: 1) o assunto chega à cena pública num momento crítico para o próximo ciclo eleitoral. 2) o processo não é totalmente claro, embora o Primeiro-Ministro possa estar completamente inocente.

Dois Ponto Zero [19]

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A ler: O Tabu é Sereno, por Fernanda Câncio; Fuga para a Frente, por CAA; Primeiro-ministro sob suspeita, por Nuno Gouveia.

A reflectir: Licenciamento do outlet de Alcochete põe primeiro-ministro em xeque, no Público.

A contemplar: Neve no Ramal de Braga, por Dario Silva.

A Crise Social do Minho [3]

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À medida que a crise se agrava na região do Cávado e Ave, importa analisar o que está a ser feito para inverter esta tendência.

No passado dia 9 de Janeiro, os partidos da oposição apresentaram planos de combate ao desemprego na região do Minho que acabaram chumbados pela maioria socialista. O PS argumentou que esses planos específicos já existem e, como tal, importa avaliar o seu grau de implementação. Na verdade, foi em Abril de 2008 que, ao caracterizar a situação sócio-económica da região, o Partido Socialista fez aprovar um Projecto de Resolução que recomenda ao Governo que:

«1. Reforce as políticas activas de emprego e de formação profissional nas regiões do Ave e Cávado, nomeadamente através das verbas do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional.
2. Promova a avaliação da rede de equipamentos de formação profissional existentes e aposte no seu reforço, nomeadamente através da articulação e cooperação com associações empresariais ou de sector, autarquias bem como de outros agentes regionais.
3. Equacione um reforço dos incentivos às empresas para a contratação de trabalhadores desempregados de longa duração, nomeadamente aqueles de idade mais avançada, valorizando desta forma o envelhecimento activo.
4. Que a aplicação do Programa INOV-Jovem, com vista ao emprego qualificado dos jovens nas Pequenas e Médias Empresas, tenha na região abrangida uma atenção particular.
5. Reforce as iniciativas de formação na área do empreendedorismo e da criação do próprio emprego, nomeadamente no âmbito da Educação e Formação de Adultos.
6. Continue a acompanhar com particular atenção a situação do emprego no sector têxtil e do vestuário com vista a uma possível candidatura da região NUT II (Norte) ao Fundo de Ajustamento à Globalização e que prevê verbas para apoio aos desempregados.
7. No âmbito das competências da AIECEP possam ser equacionados e incentivados novos projectos de investimento com vista à diversificação industrial da região.
8. No âmbito do AGIIRE – Gabinete de Intervenção para a Reestruturação Empresarial, a região seja particularmente acompanhada nos processos de reestruturação industrial, tendo em conta a importância do seu sector produtivo.
9. Que no âmbito do QREN possam ser equacionados apoios no domínio do desenvolvimento do mundo rural na região, mas também no sector do turismo que tem uma importância crescente no tecido económico regional.»

Como tal e com vista à credibilização da política e ao estreitamento das relações entre eleitos e eleitores, seria importante que até ao próximo mês de Abril, os deputados do Partido Socialista eleitos por Braga fizessem o balanço do grau de implementação das medidas propostas ao Governo bem como dos resultados das mesmas.

Capítulo 26: da nossa câmara

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Por estes dias vivemos dias difíceis e previsões catastróficas para a economia portuguesa - sendo especialmente catastróficas para as economias dos portugueses. Ninguém sabe muito bem quando é que as coisas vão melhorar e ninguém arrisca previsões, mas, ainda assim, vamos ouvindo críticas insistentes à falta de previsões atempadas sobre a crise que vivemos.

Uns que dizem que era previsível, outros que dizem que ninguém poderia prever. O que no início parecia uma discussão, é hoje uma batalha inconsequente; e dirão vocês: isso sim, era altamente previsível.

De facto, a política tem perdido qualidade e, com ela, o interesse que antes gerava - e deve gerar - entre os cidadãos de um qualquer país. Pode ser que a esperança Obama ajude a mudar o actual paradigma - e que isso crie efeito bola de neve em direcção ao nosso país -, mas com os jogos de "deixa ver se hoje faltam muitos e isto passa" dá a impressão de que a nossa política chegou a um ponto de onde não há retorno possível.

A Crise Social do Minho [2]

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«A Delphi, empresa de componentes de automóveis, tem em curso um processo de lay-off na unidade industrial de Braga.» [Público]

«Também em relação aos números do desemprego, António Marques é da opinião que estes devem rondar os 12% na região, ainda este ano. "Isto não tem a ver com partidos políticos. Tem a ver com a falsidade de powerpoints que andam a projectar no país."» [Jornal de Notícias]

«A empresa "Fehst Componentes", situada no complexo Grundig, em Braga, quinze dias depois de iniciar o processo de redução temporária do período normal de trabalho, mais conhecida como lay-off, atribui gratificações significativas a alguns trabalhadores da empresa.» [Jornal de Notícias]

«A Qimonda alemã, cuja filial em Portugal é o maior exportador nacional, entrou hoje em processo de falência[Público]

«Cento e cinquenta trabalhadores da empresa Intipor, em Figueiredo, Amares, vão engrossar a longa lista de desemprego do distrito de Braga. Após reunião com a administração ficou decidido pedir a insolvência.» [Jornal de Notícias]

Pressões

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A pressão governativa sobre a comunicação social é um dos sintomas mais preocupantes da doença da nossa democracia.

Património Nacional

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Fernando Pessoa
© your brain in lithium

A polémica em torno do espólio de Fernando Pessoa conheceu hoje mais alguns tristes episódios... Os sobrinhos continuam empenhados em lucrar com o que resta, postura legítima mas altamente censurável. Triste de quem não percebe que o espólio de Fernando Pessoa, pela sua grandiosidade, é herança de todos e é (ou devia ser) património nacional.

Estão a Matar o Futebol Português

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Depois do escândalo da arbitragem de Paulo Baptista na Luz, Vítor Pereira sugere que os adeptos que não se revêem na máfia que gere o futebol nacional fiquem em casa. Assumindo que não recebe o Braga porque os seus dirigentes se queixaram publicamente dos quatro erros capitais do árbitro Paulo Baptista, decidiu nomear Paulo Costa para o jogo com o Futebol Clube do Porto. Perante estas declarações persecutórias e tendo em conta o trabalho desse árbitro no último jogo em casa com o Vitória de Guimarães, a nomeação só pode ser encarada como mais uma triste provocação aos bracarenses.

Quem pediu isenção ao Presidente da Mesa da Federação Portuguesa de Futebol, tem agora que exigir a demissão de Vítor Pereira porque esse senhor não tem quaisquer condições para proceder a qualquer nomeação que envolva o Sporting de Braga.

Adenda - O estado do futebol nacional é lastimável. Depois de ouvir na TSF alguém comentar que «a organização da Taça da Liga estava de parabéns por ter conseguido juntar os três grandes nas meias finais», só faltava desrespeitar os regulamentos e eliminar administrativamente o Belenenses.

“Praise song for the day”

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Mal termina o discurso de Barack Obama, há comentadores televisivos que se precipitam para a conversa fiada. Não reparam, por isso, que, no mesmo instante, em Washigton, a multidão escuta uma poeta, Elizabeth Alexander. Esta mulher lê um poema escrito para esta ocasião. Intitula-se “Praise song for the day”. É a quarta vez que a poesia é convidada para uma cerimónia de posse presidencial. A primeira tinha sido em 1961, ano em que Robert Frost leu “The Gift Outright” no início do mandato presidencial de John Fitzgerald Kennedy. Já se sabe que há maus políticos que gostam de excelente poesia ou de excelente música, mas também é verdade que nunca fomos muito longe com gente inculta.

Há comentadores televisivos que, com pressa de falar, se dispensam de observar o que está a suceder. Nada dizem, por isso, sobre o assunto, mas a atenção que neste dia, em Washigton, se concedeu à poesia é, evidentemente, um sinal que apenas pode ser considerado como muito auspicioso.

Obama nas Alturas

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Apanhei o sermão assim pelo fim. Sermão - sim - porque haverá poucas homilias com mais louvores a Deus e à sua criação. Ainda agora saltou para lá outra figura em pregação difusa e escancarada - arrancou uns améns da populaça que enche aqueles jardins imensos diante do palanque onde pregava o agora novo presidente dos Estados Unidos da América.

Segue-se o Hino e a Bandeira, a intensidade ao fundo no Capitólio imaculado como uma basílica. Faltam os sinos, têm-se as filarmónicas. Fosse Obama cumprimentar os presentes em cima de um andor de flores brancas e julgaria estar naqueles dias em que o choro na "Procissão do Adeus " enche a quase plenitude das emissões televisivas nacionais pelo 13 de Maio.

Morreu João Aguardela

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anaifa_mariamatos_1-12-2006-22
© retorta net

«Vítima de cancro, morreu no Hospital da Luz, aos 39 anos. Deixa uma obra invejável e saudade à família e amigos. Como escreveu o João, «os dias sem ti/ são todos iguais/ são dias sem brilho/ são dias a mais.» [Ricardo Alexandre, amigo do João]

O cancro continua a ceifar vidas jovens. É bom que nos interroguemos sobre o que fazemos e o que não fazemos para que os tratamentos não tenham evoluído o suficiente para salvá-las e é bom que nos interroguemos sobre o que fazemos e o que não fazemos para que continuem a existir tantos entraves à investigação científica.

A ler: Morreu João Aguardela, na Blitz; As Canções da Naifa, Theatro Circo 2006; Acontece no Minho [3].
A ver e ouvir: Señoritas, de A Naifa; Vida de Marinheiro, de Sitiados.

Acabar com a Máfia no Futebol

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«Estive a semana passada em Itália e o que lá me disseram foi que pensavam que a Máfia estava lá, mas que afinal está em Portugal depois do que viram no Benfica-Sp. Braga.» [António Salvador, Record]

António Salvador propôs hoje que os jogos com os chamados três grandes passem a ser arbitrados por árbitros estrangeiros para acabar com o favorecimento de Benfica, Porto e Sporting nos jogos das competições domésticas. A proposta do Presidente do Sporting de Braga é um passo concreto para diminuir as suspeições que pendem sobre a arbitragem depois dos inaceitáveis equívocos em prejuízo dos bracarenses.

Depois Digam que Ninguém Avisou

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Avisa-se a AENOR, Protecção Civil e Câmaras Municipais para que comecem a comprar sal e a aquecer o motor ao limpa-neves. É que parece que vai nevar 3ª feira em "alguns locais, em especial do Minho, Beira-Alta e Trás-os-Montes"; e 4ª feira "acima dos 200 metros", algures nas mesmas zonas.

Escola Inclusiva?

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Em dia de greve, mais de 90% dos professores voltam a rejeitar as políticas de Maria de Lurdes Rodrigues. A escola pública continua a ferro e fogo e, enquanto isso, os alunos dos colégios privados aprendem tranquilamente. Perpetuar esta guerra por via da prepotência é o melhor contributo para obstaculizar a missão da escola inclusiva.

A Democracia de Braga

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Sede concelhia do PSD de Braga foi alvo de actos de vandalismo

"Uma Coisa de Cada Vez"

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A moção de global de José Sócrates, que parirá o Programa Eleitoral do Partido Socialista em 2009, vai, de mansinho, dar "uma coisa de cada vez" aos cidadãos que "optam" (porque é assim que se pensa) viver com alguém de igual genitalia - igual como quem diz, há as maiores ou menores, as mais ou menos peludas... Isto é: o casamento na próxima legislatura e, quem sabe, a adopção na outra a seguir...

O assunto é para tratar com jeitinho, porque na mente dos socialistas de comissão, mais que preocupar-se com as dificuldades financeiras das suas famílias e empresas, a degradação da qualidade do ensino e dos serviços de saúde, ou os transportes públicos miseráveis, os portugueses estão realmente muito incomodados com o casamento ou a adopção gay. Isso é que lhes pode tirar o sossego de um plenário em maioria absoluta... Realmente, é na manutenção do actual estado de inconstitucionalidade, que está - e sempre esteve - a solução dos problemas de governação e sustentabilidade deste País.

Associação Ateísta Solidariza-se com Cardeal

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«A Associação Ateísta Portuguesa (AAP), sem se rever nos conselhos do Sr. Patriarca, José Policarpo, às católicas jovens que eventualmente queiram casar com muçulmanos, manifesta-lhe pública solidariedade perante a onda de falsa indignação com que pretendem impedir-lhe o direito à livre expressão e aos conselhos que entende dar.

Carecem de legitimidade moral para condenar o patriarca, por sinal bastante tolerante, para um bispo, os que defendem a poligamia, a discriminação das mulheres, a decapitação dos apóstatas e a lapidação das mulheres adúlteras e pretendem que o Corão substitua o Código Penal.

Antes de se manifestarem ofendidos com o cardeal, os líderes islâmicos em Portugal devem penitenciar-se do seu silêncio perante as ditaduras teocráticas do Médio Oriente e o carácter implacavelmente misógino do Islão. Face a qualquer mullah até Bento XVI parece um defensor dos Direitos do Homem.

Quem pretende que compreendam os seus preconceitos tem de os explicar com clareza. E quem quiser que respeitem as suas crenças tem de demonstrar que estas merecem algum respeito. Falta aos muçulmanos europeus explicar a que tipo de regime submeteriam os não muçulmanos se deixássemos que Alá se tornasse grande e Maomé fosse o único profeta. Falta-lhes justificar porque havemos de respeitar as suas crenças acerca das mulheres, dos apóstatas, dos outros crentes, dos ateus e de todos que critiquem a sua religião.

Mas compete também aos bispos católicos fazer o mesmo. Explicar o que fez a sua religião pela democracia e pelo livre-pensamento, sabendo-se que a derrota política da Igreja está na origem das liberdades individuais de que gozamos. E justificar porque hão de merecer respeito as crenças católicas acerca das mulheres, do divórcio, do sacerdócio, da homossexualidade e do que é ou não é pecado.

Não são só os muçulmanos que criam um "monte de sarilhos" sem necessidade. A AAP recorda que as três religiões do livro – judaísmo, cristianismo e islamismo – são anti-humanas e patriarcais. A misoginia não é uma tara exclusiva do Islão mas apanágio do texto bárbaro da Idade do Bronze – o Antigo Testamento –, herdada pelas referidas religiões. O racismo, a xenofobia, a misoginia e a homofobia são valores do Antigo Testamento.

As três religiões não têm feito mais do que reproduzir esses valores cruéis e obsoletos sendo o Islão, actualmente, a religião que mais implacavelmente se bate pela manutenção do obscurantismo.

A AAP reitera o seu firme propósito de defender as liberdades, nomeadamente a religiosa, do mesmo modo que defende o direito à descrença e à anti-crença.»

[Associação Ateísta Portugesa, via Jugular]

Antony and the Johnsons Esgotado

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Antony and the Johnsons illo for Plan B
© Anna Higgie

O concerto no Theatro Circo é no dia 16 de Maio, mas os bilhetes já esgotaram. Casa cheia para receber Antony and the Johnsons é o resultado da repetição desta aposta de sucesso.

O Braga é Braga!

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«Parece-me tão legítimo que a Câmara Municipal assuma a defesa dos interesses de uma colectividade desportiva em relação a questões estruturais, quanto de Empresas Municipais (nomeadamente perante discriminações do Governo como as que hoje visam os TUB e o Teatro Circo), quanto de empresas privadas ou associações sediadas no Concelho.» [Ricardo Rio]

Num excelente post, Ricardo Rio explica de forma cristalina por que motivo é legítimo a Câmara Municipal de Braga defender o Sporting Clube de Braga. A defesa de relações claras e transparentes entre autarquias e futebol não empecilha que se respeite o papel decisivo das colectividades desportivas no desenvolvimento sócio-económico e na promoção nacional e internacional do concelho. Apoiar o Sporting de Braga é, antes de mais, defender a cidade e a região.

Minho Reunificado no Turismo

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The 16th Green
© brianewen

O que é que a Escócia tem que o Minho não tem? Campos de golfe é só uma das muitas repostas possíveis, mas aquela que, com maior facilidade e rapidez, pode transformar de forma mais profunda a qualidade da oferta turística do Minho. Foi com esta ideia no pensamento que os 24 municípios do Minho e mais de 400 agentes económicos privados assinaram um acordo para «valorizar os recursos do Minho rural, convertendo-o em território competitivo

Seis novos complexos vão integrar a oferta do Minho na área do golfe que actualmente apenas conta com o complexo de Ponte de Lima e o campo de treinos da Universidade do Minho, em Guimarães, onde está em uso o robô Golfinho, desenvolvido por alunos do Mestrado Integrado em Engenharia Electrónica Industrial e Computadores do Departamento de Electrónica Industrial daquela Universidade. Os novos investimentos no golfe vão concentrar-se no Alto Minho, com projectos previstos para Arcos de Valdevez, Melgaço, Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira. A sudeste da região, prevêem-se apenas dois equipamentos, um a ser construído em Tibães (Braga) e outro em Vieira do Minho.

Para além do golfe, o programa assinado pelas três Comunidades Intermunicipais do Minho prevê a aposta na dinamização dos balneários termais, na rede de aldeias e solares, na qualificação do vinho verde e nos desportos náuticos.

Depois de mais de dois anos a combater a crise de identidade do Minho [ver 1, 2, 3, 4, 5], parece que as autarquias e os agentes económicos da região acordaram finalmente para a importância da promoção conjunta do seu enorme potencial.

O País do Futebol [2]

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O Benfica e o senhor Hermínio Loureiro foram insensíveis à arbitragem de Paulo Baptista mas ficaram "arrepiados" com as declarações de Mesquita Machado e, em aparente sintonia de intenções, levaram o assunto à Procuradoria Geral da República. Tudo isto é muito estranho: como pode esta gente questionar a legítima indignação dos bracarenses sem se preocupar com o vício introduzido na verdade desportiva pelo árbitro Paulo Baptista?

Battlestar Socratica

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inspirado nisto

O Minho Branco [16]

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Citânia de Briteiros com Neve
Citânia de Briteiros com Neve
Citânia de Briteiros com Neve
Neve na Citânia de Briteiros
Fotografias enviadas por Gonçalo Cruz. Mais no Flickr do Avenida Central.

As Obras Públicas

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Manuela Ferreira Leite prometeu riscar o TGV caso venha a ser eleita Primeira-Ministra. Porque a obra serve todo o país ao contrário das outras anunciadas, qualquer desistência do projecto do TGV deveria implicar que:

1. A gestão do aeroporto do Porto passasse a ser autónoma;

2. Compensação das áreas mais distantes do Aeroporto de Lisboa;

3. Diminuição acetuada do valor das portagens, em especial do Minho onde se pagam os valores mais altos do país;

4. Reforço das linhas férreas já existentes e contrução de novas ligações, em que a ligação entre Braga e Guimarães seria certamente prioritária.

Contudo, em face dos compromissos internacionais já assumidos, inclusivamente pelos governos do PSD, estou em crer que muito dificilmente estamos em condições de ponderar a suspensão do projecto do TGV. Mais: o que não se toleraria era que Manuel Ferreira Leite mantivesse a ligação Lisboa-Porto-Madrid, desistindo da ligação Porto-Vigo.

Projectos 17 | Edifício Comércio e Serviços

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Edificio de Comércio e Serviços (Braga)

Edificio de Comércio e Serviços (Braga)

Desconhecemos quem é o promotor e até mesmo se o empreendimento será concretizado. Contudo, uma busca no sítio de Manuel Ventura & Associados Arquitectos desvenda o projecto deste belo edifício para a zona do Minho Center, em Braga. [via SkyscraperCity]

Acontece no Minho [17]

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As Bacantes (teatro)
[Até Janeiro 23, 21h30m. Sala Principal, Theatro Circo, Braga. €5 a €10]
Continua em palco pela Companhia de Teatro de Braga As Bacantes de Eurípedes, obra-prima com diversas leituras possíveis, que variam, não só no contexto histórico em que foi produzida, como também em função da época em que é reapreciada. Encenação de Rui Madeira.

Bunnyranch (música)
[16 de Janeiro, 23h59m. Pequeno Auditório, Theatro Circo, Braga. €8]
Os Bunnyranch (na foto) estão de regresso aos discos, desta feita para a conclusão do “Teach us Lord How to Wait”. E valeu a pena esperar? Claro que sim! Continuam inspirados e nada saturados do Rock and Roll. Um disco gravado num estúdio a paredes-meias com uma destilaria… Necessariamente rápido, lento, doce e desesperado…

Miguel Martins Kaleidoscópio trio (música)
[17 de Janeiro, 21h30m. Espaço Pedro Remy, Braga]
Em 2004 nasce Miguel Martins "Kaleidoscópio" devido à necessidade de intervir através da musica improvisada. A cumplicidade musical de Miguel Martins com o contrabaixista Carlos Barretto e José Salgueiro na bateria, fez com que a química entre estes músicos seja intensa e interactiva. Este trio tem como objectivo despertar sensações no público e fazê-lo viajar através da música improvisada no momento, com o intuito de alertar para problemáticas humanas.

O Minho Branco [15]

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Bom Jesus de Braga com Neve
Bom Jesus de Braga com Neve
Bom Jesus de Braga com Neve
Neve no Bom Jesus, em Braga
Fotografias enviadas por José Carlos Marques. Mais no Flickr do Avenida Central.

Do Naturalmente Normal

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«Heterosexism is the belief that a heterosexual relationship is preferable to all others; it implies discrimination against those practicing other forms of sexuality.» [Kaplan & Sadock's Synopsis of Psychiatry, 10th Edition, 2007, pp 686]

João Moreira Pinto tem andado a pensar muito na homossexualidade, coisa que só lhe fica bem já que um médico tem que aprender a conhecer e a respeitar a pessoa humana na sua imensa diversidade. Contudo, importa esclarecer alguns dos erros grosseiros presentes na última dessas reflexões.

Em primeiro, a homossexualidade é naturalmente normal. A consulta de qualquer livro de texto de Psiquiatria, do ICD-10 ou do DSM-IV teriam evitado as dúvidas metódicas que o João Moreira Pinto evidencia.

Em segundo, a aceitação social não é critério científico para a definição de normalidade biológica. E, tal como refere a Ana Matos Pires, quantificar os pesos genético e ambiental no desenvolvimento da homossexualidade é irrelevante para este debate. Ou precisamos de saber em que grau genético é um branco diferente de um preto para os aceitarmos como normais?

Por último, os médicos devem evitar o heterossexismo, tal como o racismo ou a xenofobia são naturalmente evitáveis. Já imaginaram como se sentirá um adolescente homossexual sabendo que o médico que está à sua frente tem «a certeza que a homossexualidade não é natural»?

Nem Vento, Nem Casamento

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O Cardeal Patriarca alertou - com toda a liberdade e interpretação que merece - para os perigos de casamentos entre mulheres cristãs e muçulmanos: "Pensem duas vezes antes de casar com muçulmanos". Não viu ao contrário, pareceu até ignorar a boa virilidade portuguesa.

Podia antes, seguindo meramente o seu raciocínio, ter convencido os homens cristãos portugueses a casar com muçulmanas: mais dadas a partilhar a cama com outras, submissas e devotas ao marido, seja qual for a razão dele - tem sempre toda a razão do Algarve e além-mares -, quem sabe até mais prestadas a oferecer o corpo ao manifesto, pelas boas estatísticas portuguesas de violência doméstica. Mais açoitáveis, portanto, que esta moderna mulher portuguesa, que agora tem a mania que manda no ventre. (Dança do ventre, outra vantagem, embora esteja a ser demasiado generalista). Mas pior, pior - esqueceu-se talvez - é o casamento em Espanha, onde obrigam homens a casar com homens, e mulheres com mulheres. Mal por mal, antes o califado de Lisboa.

Depois de Bush ter escolhido Barroso

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Obama pode escolher cão português [JN]

O Minho Branco [14]

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Neve em Braga
Neve em Braga
Fotografias enviadas por Paulo Sousa. Mais fotos no Flickr do Avenida Central.

Da Selecção Artificial

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Anti-fascism
© dacruz33

A notícia de que um casal foi impedido de adoptar devido à obesidade do marido é o capítulo mais recente dessa cruzada dos nossos dias a que metaforicamente chamaram «ecologia do homem». Os sinais de avanço das teorias eugenistas são tremendamente inquietantes. Grande é o equívoco dos que pensam que uma sociedade de heterossexuais brancos e esbeltos sem acne nem celulite seria melhor.

Bailinho da Madeira

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Alberto João Jardim fala com Mário Crespo, interrompe-o, divaga em caroladas ao senhor Sócrates e ao piésse-diê, irrita - como irrita Mário Crespo na sua sofrível e esforçada aura CBS. A entrevista ondulou como um carrossel entre o reallity-show, Na Casa do Alberto João, e umas boas verdades- cliché(que até lhe fica mal dizer): a Constituição obtusa, com obrigações adiadas ( vá lá que gabou a parte dos direitos, liberdades e garantias), a escumalha politico-partidária que faz carreira, os interesses, os grupinhos (para não dizer grupões) anexados ao Estado Central que tão depressa sorve a riqueza em impostos, como muito devagar compensa os de quem sorve.

O presidente do governo regional da Madeira é inteligente, nota-se, (os madeirenses também não são estúpidos) talvez demasiado honesto quando fala, mesmo contra si, sem dever nada ao vernáculo. A ilha, é como se sabe, uma social-democracia instalada e emaranhada na sociedade civil, como deve ser uma social-democracia, keynesiana. Tal como no resto do país, mas com a vantagem da poncha e túneis para Curral de Freiras. O restante carnaval é - bem vistas as coisas - o mesmo da mentalidade portuguesa, apenas estendida ao Atlântico. Vê-se do Minho ao Algarve. Mas se o sistema político português está em falência, como repetiu, é porque está refém do carisma dos seus políticos, beneficiando os melhores vendedores de banha da cobra. Alberto João Jardim vende como ninguém.

Quero Justiça!

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«Acho muito bem que a direcção do clube tenha apresentado uma queixa-crime contra o árbitro. O que se passou lá foi um assalto à mão armada, um roubo, e os roubos têm que ser investigados. Os erros [de Paulo Baptista] foram premeditados [...] houve influências exteriores para que fosse aquele árbitro.» [Mesquita Machado]

O Presidente da Câmara Municipal de Braga tem razão. Nesta matéria soube defender os interesses de uma cidade e de uma região que tem sido trucidada, no futebol e no resto, pelos interesses dos poderes instalados. Lamenta-se que haja por aqui quem esteja feliz com o mal que fazem ao Sporting de Braga.

Concursos Públicos, Essas Chatices...

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«O ministro acrescentou ainda que dos projectos incluídos no novo plano nacional de barragens alguns vão ser feitos através de concurso público e outros poderão não o ser [Diário Económico, 6 de Abril de 2007]

O País do Futebol

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Há em Portugal uma classe de gente que, mesmo na sua bárbara incompetência, é intocável como se não houvesse um limite de decência para a tolerância que lhes vamos concedendo por sabermos que errare humanum est. Todos viram que Paulo Batista passou das marcas e rubricou uma das arbitragens mais incompetentes e escandalosas de que há memória. O que se esperaria, se este fosse um país de gente séria, é que a justiça fosse reposta e o árbitro responsabilizado. Dos dirigentes da arbitragem, sempre afoitos a julgar as atitudes dos outros, esparar-se-ia uma forte reprimenda pública ao juíz e a aplicação de um castigo verdadeiramente exemplar.

O problema é que este é um país de cobardes oportunistas, gente que se acomoda com os três pontinhos roubados com um descaramento indigno e se deslumbra com um lugar numa qualquer tabela de injustiças. Jornalistas, dirigentes da Liga, da Comissão de Arbitragem e da APAF são todos cúmplices do triste cenário que se apossou do futebol português e que continua a beneficiar sucessivamente os chamados três grandes.

Dizem-me alguns benfiquistas com refinada ironia que «os erros do árbitro são parte do jogo» e que «para a História ficará o 1-0.» Ainda que convencido disso e, mesmo depois de consumida a adrenalida de uma partida de escandalosos equívocos, a verdade é que fica demonstrado que o carácter e a credibilidade de alguma desta gente do futebol.

Não me preocupa constatar que o Braga está nove ou dez pontos abaixo do merecido. O que me inquieta é saber que o futebol é, mais coisa menos coisa, o retrato mais fiel deste país de mentiras e interesses instalados.

O Minho Branco [13]

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Nevão em Arco de Baúlhe 2009 *27
Nevão em Arco de Baúlhe 2009 *01
Nevão em Arco de Baúlhe 2009 *16
Neve no Arco do Baúlhe (Cabeceiras de Basto)
Mais fotos e slideshow aqui.

Onde Páram os Papagaios da Arbitragem?

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António Salvador tem razão. Vitor Pereira e o Presidente da APAF, sempre afoitos a criticarem os outros, têm que comentar o trabalho de Paulo Baptista e a escadalosa arbitragem da noite de ontem.

A ler: Jorge Jesus: “Em Portugal, só posso ser campeão na Playstation"; Paulo Baptista: uma arbitragem medonha; Jesus: «Não vencemos porque o árbitro não quis»; Falso como Judas; Árbitro ajuda Benfica a vencer Sp. Braga; Árbitros concordam: Golo mal validado e penalti por assinalar a favor do Braga; O Futebol Que Temos.

Adenda: O primeiro dos papagaios já veio falar e, em vez de se envergonhar com o trabalho de Paulo Baptista, ataca o Presidente do Sporting de Braga. Depois do enorme prejuízo de que o Braga tem sido alvo, o descaramento de António Sérgio é total. Ao falar em roubo (visão também corroborada por dirigentes de outros clubes), António Salvador está a ser simpático com o árbitro Paulo Baptista.

Adenda 2: O Sporting de Braga vai apresentar queixa-crime contra Paulo Baptista. Penso que o clube deveria ir mais longe e exigir ser ressarcido pelos danos patrimoniais e não patrimoniais causados pelos árbitros esta época. Custa a crer que alguém se engane por acaso quatro vezes contra o mesmo clube...

Adenda 3: Quando os árbitros erram e os jogadores perdem a cabeça, a crítica depressa crucifica os atletas. Desta vez, o Braga foi vítima de um dos maiores roubo de que há memória em Portugal. Apesar disso, os atletas mantiveram atitude e postura ímpares, facto que importa salientar e que os líderes da Liga não se deviam esquecer de enaltecer.

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Entrada das Equipas
Braga
O Futuro
Bandeira SCB
Fora de horas, em versão XXL.

Já os Há Que Chegue na Música...

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Adenda: Via Twitter(s) de Paulo Querido, Alexandre Gamela, António Granado e Valter Hugo Mãe. O Avenida Central também lá está, em www.twitter.com/avenidacentral.

A Pressão Resolve [5]

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«O Braga foi melhor que o Benfica. Só não ganhou porque o árbitro não quis.» [Jorge Jesus, S. C. Braga]

«Quando nos deixam ganhámos. É muito mau perder assim. Em relação ao resto as pessoas responsáveis estão cá para isso.» [Eduardo, S. C. Braga]


Roubo! Benfica e Sporting (1, 2, 3, 4 e 5) continuam levados ao colo da arbitragem. Haja decoro quando se queixam dos árbitros. E haja decência na comunicação social perante o escândalo em que tornaram o futebol português. Será que Luis Filipe Vieira também vai entregar o jogo de hoje à Polícia Judiciária?

Adenda 1: A postura da comunicação social perante o que sucedeu hoje é de uma parcialidade chocante. A Bola ignora o lance do golo irregular e do penalti não assinalado. O Record e o Jornal de Notícias falam em «golo polémico» quando se sabe que é irregular. Salva-se o MaisFutebol.

Adenda 2: Os jornalistas não estão curiosos quanto à nota que o observador vai dar a esta espécie de árbitro?

Adenda 3: Salva-se o jornal O Jogo. «Decididamente o Braga foi melhor como equipa, rematou mais à baliza contrária (15 contra 8) e teve contra si uma arbitragem desajeitada que permitiu aos “encarnados” um golo, o único da partida da autoria de David Luiz aos 45 minutos, em claro fora de jogo, e fez ainda vista grossa ao não assinalar uma grande penalidade por falta de Luisão dentro da sua área, que favoreceria a equipa bracarense e que, em caso de ser convertida, poderia ter origidado outro destino à partida.»

Adenda 4: O Público também continua a ser jornal de referência que resiste aos poderes de Lisboa. «A arbitragem do juiz de Portalegre acaba por ficar, inevitavelmente, ligada à história deste encontro. Não só pelo lance do golo, mas também pelo que se passaria na segunda parte. Aos 56’, Di María caiu na área bracarense após um contacto com Mossoró, num lance duvidoso. O árbitro assinalou penálti, que Suazo desperdiçaria, permitindo a defesa de Eduardo. Bem menos dúvidas deixou um lance na área do Benfica, aos 70’, quando Luisão derrubou Matheus. O árbitro voltou a errar e mandou seguir.»

Adenda 5: O Jornal de Notícias rende-se à evidência. «Pode e deve queixar-se do árbitro, dado que o golo foi obtido em situação irregular e Matheus foi derrubado por Luisão na grande área encarnada. [...] Paulo Baptista tem muito que reflectir. Os seus erros graves influenciaram o resultado. Sobretudo, a acção do Braga.»

Benfica vs Braga: A Vergonha Continua

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Ao intervalo, o jogo já está inquinado. O Benfica chegou à vantagem através de um golo em posição claramente irregular. Há uns dias caiu o carmo e a trindade por causa de um erro de arbitragem naquele mesmo estádio. Veremos o que escrevem agora os jornalistas, os telejornais que se abrem com o assunto e os especiais que se fazem sobre a matéria.

A vergonha continua no futebol português...

Revés no Plano de Salvação do Gerês

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Henrique Pereira, um dos principais impulsionadores da adesão do Parque Nacional do Gerês à Pan Parks, a rede europeia dos melhores parques naturais, vai abandonar a direcção daquele parque. A notícia não pode deixar de ser recebida com enorme apreensão num momento em que há muitas pressões para fazer cair o projecto. Em ano de eleições, prevê-se a intensificação dos protestos das populações com o apoio dos autarcas locais.

Outras Avenidas [1]

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Os amigos d'Avenida, Aveiro.

O Minho Branco [12]

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Neve em Barcelinhos
Neve em Barcelinhos, Barcelos
Fotografia enviada por Emanuel Longras. Mais no Flickr do Avenida Central.

O Minho Branco [11]

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Neve no Campus de Azurém - Guimarães
Neve no Campus de Azurém, em Guimarães
Fotografia enviada por Emanuel Sousa. Mais fotos no Flickr do Avenida Central.

O Minho Branco [10]

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Neve em Braga
Neve em Braga
Neve em Braga
Neve em Braga
Fotografias enviadas por Ricardo Antunes. Mais no Flickr do Avenida Central.

O Minho Branco [9]

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Neve no Concelho de Braga
Neve em Braga
Fotografia enviada por Pérolas Missangas. Mais no Flickr do Avenida Central.

Revisitar Maquiavel

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O controlo dos agentes económicos por via da contratação directa de obras públicas é a pior das ameaças a um municipalismo português já sobejamente desgastado do ponto de vista mediático. A ideia de permitir que as obras locais até cinco milhões de euros sejam adjudicadas sem concurso público é maquiavélica, dificultando a construção de alternativas democráticas e, por essa via, comprometendo a própria democracia.

A Oeste do Genocídio [3]

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«Ontem a ONU revelou, entre outros casos, que as Forças Armadas israelitas bombardearam uma casa na Faixa de Gaza onde os próprios soldados de Israel tinham colocado, no dia anterior, cerca de 110 palestinianos, sendo 50 crianças, supostamente para estarem em segurança. No ataque morreram 30.» [JN]

O modus operandi do exército israelita assume a cada dia contornos semelhantes ao que tanto se abomina na história bélica. Mesmo com a romântica divisão de catálogo entre civis e militares, as baixas são transversais e inevitáveis. Na confusão, a solução seria - chamem-lhe utopia - alguma das partes terminar a escalada de violência, que a cada tiro encontra menos razão que a justifique. Enquanto isso, os moderados, com quem Israel se poderia sentar, perdem influência numa sociedade crescentemente envenenada de ódio a uma nação que não consegue, nem por um momento, contrariar a máscara de guerra com que foi fundada. Só por aí, Israel há-de ser sempre um Estado sem paz e sem futuro, a não ser que faça por eliminar tudo à sua volta. O trágico é não faltar gentinha que não veja nenhum problema nisso.

PS rejeita apoios para Ave e Cávado

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«PS inviabilizou planos da Oposição de combate ao desemprego nos vales do Ave e do Cávado com o argumento de que há programas específicos e que as novos apoios ao investimento e emprego beneficiarão a região.
Da Direita à Esquerda (PSD, CDS-PP, PCP e BE), a Oposição parlamentar pretendia do Governo a aplicação de programas de intervenção e de emergência para o distrito de Braga, tendo em conta a situação de "tragédia social" que se vive, em particular no Vale do Ave e Vale do Cávado.» [JN]

O Minho Branco [8]

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Neve em Braga
Neve em Braga
Fotografia enviada por Ivan. Mais fotos no Flickr do Avenida Central.

O Minho Branco [7]

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Termas Cividade com Neve
Neve nas Termas da Cividade, em Braga
Fotografia enviada por Luciana Ferreira. Mais no Flickr do Avenida Central.

7 Horas, 60 Quilómetros

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Lameira 02 Neve 09012009

Num país à espera de feriados, toda a oportunidade conta para descartar responsabilidades aborrecidas. Assim se terão portado, porventura, parte dos responsáveis da IEP e AENOR, que coitados, pouco acostumados como eu a uma borrasca maior de neve, não se adiantaram às consequências (pre)visíveis da intempérie. Nem um limpa-neves nem um punhado de sal que se deitasse em 60 km, entre Braga e Cabeceiras de Basto.

Vergonhoso. Sou cliente da AENOR desde que montaram barraca(s) com portageiro. Deixo-lhes como quem não quer a coisa - e não quero - à volta de 500 euros anuais em tarifas. Não me ofereceram fatia de pão-de-ló, nem caneta, nem garrafa de Porto pelo Natal, como faz o merceeiro ou o dono do café central - com mais razões de queixa de mim. Ainda mal acabados os Reis e mandaram-me para a EN 206, entre Fafe e Arco de Baúlhe, estrada que já mal me lembrava de quantas curvas tinha e por que lugarejo passava, sob alçada de IEP e Câmaras tão pouco para ali virados. Pouco mais amanharam que carros de bombeiros. Contei meia dúzia de cantoneiros a fazer bonecos de neve e a imitar palestinos. Mesmo assim, que para trás mija a burra, adiantei-me valente, fazendo patinar o velho mazda quentinho por dentro de chauffage ao máximo, ziguezagueando como o orçamento do governo a cada pára-arranca, em guinadas, para não esfregar a pintura de alheios e os calços ao GNR de tenra idade, que quase me enviava à valeta porque insistiu em parar-me para aconselhar que conduzisse com cuidado - fosse eu lá adivinhar que com neve e gelo em vez de asfalto era preciso tal coisa.

Estava cortada, ora acima ora abaixo, sem mais nenhuma informação para lá de confusos telefonemas e da Rádio que nos ignorava. Via dezenas de pessoas presas a contar horas, em carros, autocarros e carrinhas de operários. Um casal de meia-idade agoirava no "nem amanhã por estas horas", que estavam "desde as 6 da manhã com um pinga de leite". Tomados pela ideia de não pernoitar por ali, largamo-nos, eu e quem trazia, de sacos às costas, abandonado o carro que ainda lá está por estas horas, com muitos outros, gelando a tinta que lhe resta algures no meio da voluptuosa Serra da Lameira. Não faltou ali quem o fizesse de modo a poder comer alguma coisa. Fomos recolhidos 4km - mais coisa menos coisa - numa aldeia por alguém que já nos esperava.

De que mundo é este País em que as autoestradas de gestão privada não respeitam quem lhes paga pela segurança e pelo conforto, e imitam a pior inércia do Estado? De que mundo é este País em que gente para lá dos montes não se pode dar ao luxo de um enfarte ou de um abdómen agudo em dias de neve? Provavelmente o mesmo país emaranhado que, mesmo em dias de sol, faz 60 km em 7horas.

O Minho Branco em Temperaturas

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Previsão Metereológica - 10/01/2009
© meteo

O Minho Branco em Notícias

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Neve corta A3 e provoca acidentes no distrito de Braga :: JN
Neve obrigou a cortar sete auto-estradas :: Público
Braga com neve pela primeira vez em mais de 20 anos :: Público
Nevão causa o caos no Norte do País :: Correio da Manhã
Braga Coberta de Branco :: Correio do Minho
Neve cobriu o Minho e obrigou a cortar estradas :: Diário do Minho
Braga: Neve corta A3, provoca acidentes, e encerra vias :: Diário Digital
Trofa Pintada de Branco :: O Notícias da Trofa
Alto Minho: Estradas condicionadas mas nenhuma fechada :: Diário Digital
Alto Minho: Vias cortadas condicionam hemodiálise :: JN
Neve: Bombeiros cancelam transportes não urgentes :: Diário Digital
Frio: Neve e gelo cortam trânsito :: Expresso
Camionistas bloqueados após optarem por estrada interdita :: TSF
Muito frio mas longe de mínimos históricos :: JN

Os Guardiões da Moral

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Para lá da inaceitável futurologia, como se a vida da pequena Esmeralda estivesse escrita nas estrelas, estou verdadeiramente chocado com as considerações morais sobre a vida de um homem que estão a ser feitas por um psicólogo clínico na SIC.

O Minho Branco [6]

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Neve nos Arcos de Valdevez
Neve nos Arcos de Valdevez
Neve nos Arcos de Valdevez
Neve em Arcos de Valdevez
Fotografias enviadas por Rui de Brito Mendes. Mais no Flickr do Avenida Central.

O Minho Branco [5]

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Neve em Guimarães
Neve em Guimarães
Neve em Guimarães
Neve na Penha, em Guimarães

Fotografias enviadas por Ricardo Ribeiro. Mais no Flickr do Avenida Central.

O Minho Branco [4]

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Neve em Braga
Neve em Braga
Neve em Braga
Neve em Braga
Neve em Braga
Neve no Sameiro e Bom Jesus, em Braga

Fotos enviadas por Jorge Silva. Mais fotos no Flickr do Avenida Central.

O Minho Branco [3]

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Bom Jesus
Neve no Bom Jesus, em Braga

Enviado por Ana Guimarães. Mais fotos no Flickr do Avenida Central.

O Minho Branco [2]

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Museu dos Biscaínhos com Neve (Braga) - 09/01/2009
Museu dos Biscaínhos com Neve (Braga) - 09/01/2009
Museu dos Biscaínhos com Neve (Braga) - 09/01/2009
Museu dos Biscaínhos com Neve (Braga) - 09/01/2009
Museu dos Biscaínhos com Neve (Braga) - 09/01/2009
Neve nos jardins do Museu dos Biscainhos

O jardim do Museu (e palácio) dos Biscainhos, datável de cerca de 1750, é um mais importantes jardins históricos do período Barroco em Portugal. O seu magnífico desenho e a sua característica botânica testemunham a relação do Homem de então com a natureza e a sua harmoniosa integração na concepção da arquitectura senhorial. O espaço, de aproximadamente um hectare, compartimenta-se no terreiro, jardim formal, patamares («parterres») do pomar e das hortas, recinto das muralhas, canavial e largo do pombal. No conjunto das partes estabelece uma «quinta de recreio» organizada sob um plano marcado por um arruamento central, orientado ao eixo da fachada poente do palácio, e outros laterais delimitados com sebes antigas de buxo. Estes caminhos são enriquecidos com alegretes, fontes e sumptuosas esculturas barrocas e rococós. Toda esta luxuosa complexidade constituiu uma modernidade à data da sua construção. Com a passagem dos séculos foram introduzidas pequenas alterações que enriqueceram a sua História, respeitando sempre a autenticidade da sua matriz inicial, uma evidente devoção e sensibilidade por esta extraordinária herança dos antepassados. No reinado de D. Luís I, o jardim mereceu a honra de ser visitado pela família real portuguesa a convite dos condes de Bertiandos, senhores do Palácio dos Biscainhos.

O jardim formal, encarado como um salão de aparato para espelhar a glória da família na recepção de visitas e usufruto quotidiano, apresenta um traçado labiríntico de canteiros de buxo que estabelece uma obsessiva simetria bem expressiva do gosto erudito da época. A embelezá-lo, existem ainda janelas e portões ornamentais, encimados por pináculos ou por meninos com charamelas, esculturas decorativas, painéis de azulejos policromos, cinco fontes de repuxo, um pavilhão de jardim, um mirante e duas monumentais e paralelas casas de fresco topiadas em japoneiras oitocentistas. Dentre as várias árvores seculares existentes, a mais notável é um majestoso tulipeiro da Virgínia plantado no século XVIII quando esta espécie era muito apreciada pelas famílias cultas e requintadas de toda a Europa ocidental.

Este tipo de património histórico e ambiental, actualmente raríssimo no centro das cidades portuguesas, é um dos orgulhos do país e um perpétuo legado para o futuro. O jardim do Museu dos Biscainhos foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1949 e encontra-se aberto ao público desde 1978, das 10.00 às 17.30 h, de terça-feira a Domingo.

Fotos e texto amavelmente enviadas pelo Director do Museu dos Biscaínhos.
Mais fotos no Flickr do Avenida Central.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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